PSOL pede que a PGR investigue suspeita de prática de rachadinha pelo então deputado federal Jair Bolsonaro | Jornal Nacional

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A divulgação de mensagens de áudio, supostamente de uma ex-cunhada do presidente Bolsonaro, levou um partido da oposição a acionar a Procuradoria-Geral da República. Por causa de uma reportagem do portal UOL, o PSOL quer que a PGR investigue a suspeita de prática de rachadinha pelo então deputado federal Jair Bolsonaro.

Os áudios são atribuídos à fisiculturista Andrea Siqueira Valle, irmã da segunda mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle.

As gravações foram divulgadas nesta segunda-feira (5) em reportagens da colunista Juliana Dal Piva, do site UOL. As gravações mencionam Bolsonaro num suposto esquema de rachadinhas, no gabinete dele, quando era deputado federal, de 1991 a 2018.

No primeiro trecho do áudio atribuído a Andrea, ela fala do irmão, André Siqueira Valle. Ele conseguiu um cargo no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro, em 2006. A gravação aponta um motivo pelo qual o emprego teria durado tão pouco: é que André não teria seguido uma regra.

O então deputado Jair Bolsonaro demitiu o irmão dela um ano depois.

Andrea Siqueira Valle: “O André dava muito problema porque o André nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6 mil, o André devolvia R$ 2 mil, R$ 3 mil. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: ‘Chega. Pode tirar ele porque ele nunca devolve o dinheiro certo’”.

Andrea fez parte da folha de pagamento do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados de setembro de 1998 a novembro de 2006. Depois, seguiu para o gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro, onde ficou até 2018, com salário líquido de R$ 6,5 mil.

A investigação do Ministério Público do Rio apurou que dez parentes de Ana Cristina, ex-mulher de Bolsonaro, sacaram em dinheiro vivo, em média, 83% de seus salários na Assembleia Legislativa do Rio: um total de R$ 4 milhões.

Uma das mensagens de áudio divulgadas nesta segunda tem um tom ameaçador.

Andrea Siqueira Valle: “Não é pouca cosia que eu sei não. É muita coisa que eu posso ferrar a vida do Flávio, posso ferrar a vida do Jair, posso ferrar a vida da Cristina. Entendeu? Então , é por isso que eles têm medo e aí mandam eu ficar quietinha, não sei o que, tal. Entendeu?”

Andrea foi exonerada do gabinete de Flávio Bolsonaro em outubro de 2018.

Outro arquivo de áudio publicado nesta segunda relata um pedido de ajuda a um certo tio Hudson. Segundo a reportagem do UOL, Hudson era o coronel da reserva do Exército Guilherme dos Santos Hudson, colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras e encarregado de recolher o dinheiro da rachadinha.

Andrea Siqueira Valle: “O tio Hudson também já até tirou o corpo fora porque quem pegava a bolada era ele. Quem me levava e me buscava no banco era ele. Na hora que estava aí fornecendo também, e ele também estava me ajudando, lógico, e eu também estava porque eu ficava com R$ 1 mil e pouco, e ele ficava com R$ 7 mil reais. Então, assim, certo ou errado, agora já foi, não tem jeito de voltar atrás.”

Essa rede de ex-assessores da família de Bolsonaro vive em Resende, a quase 200 km do Rio. O Jornal Nacional apurou que existem quatro investigações do MP sobre esse núcleo: duas ligadas ao gabinete do vereador do Rio Carlos Bolsonaro e duas ao do irmão dele, Flávio Bolsonaro.

Outro áudio publicado nesta segunda é atribuído a Márcia Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz. O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro afirma que ele é o operador da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio.

Segundo a reportagem, nessa gravação Jair Bolsonaro é tratado como 01.

Num áudio, Márcia comenta com a filha, Nathalia, que o marido, Fabrício Queiroz, ainda pensa em voltar a circular entre políticos, mas que o Jair não iria permitiria.

Márcia Aguiar: “E que ainda não caiu a ficha dele que agora voltar para a política, voltar para o que ele fazia, tão cedo, esquece. Aí bota anos para ele voltar. Até porque o ‘01’, o Jair, não vai deixar. Tá entendendo? Não pelo Flávio, mas enfim. Ele ainda não caiu essa ficha dele. Fazer o quê?”

Queiroz e a mulher foram presos e depois liberados pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o MP do Rio, as rachadinhas na Alerj movimentaram R$ 6 milhões no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Em fevereiro, o STJ decidiu anular todas as provas obtidas a partir dos dados bancários e fiscais dos envolvidos no caso das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Depois de muitos recursos da defesa, o caso está parado, até o Supremo Tribunal Federal decidir se o processo de Flávio Bolsonaro deve correr na primeira instância ou no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio informou que as novas denúncias sobre a prática de rachadinha envolvem o presidente da República e que, por isso, a competência para as providências cabíveis é do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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