Futuro dos criadores não deve ficar nas mãos das redes sociais, diz chefe do Instagram – 14/04/2022 – Mercado

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O futuro dos criadores digitais não deve ficar nas mãos das redes sociais, afirmou o responsável por uma das maiores redes sociais do planeta.

Adam Mosseri, que comanda o Instagram, acredita que a tecnologia blockchain, que remove a necessidade de intermediários em formas de pagamento, irá ajudar a estabelecer uma relação financeira direta entre artista e público, independente de plataformas sociais, mas que funciona em todas.

“Fundamentalmente, o ecossistema do criador é instável, a economia é inconsistente. Os maiores criadores tendem a ser pagos em excesso, e os menores tendem a ser mal pagos”, disse Mosseri à Folha, após sua apresentação na terça-feira (13) no TED, que acontece em Vancouver até quinta-feira (14).

“Remover essas distorções do mercado e garantir que mais criadores, principalmente os pequenos, possam fazer o que fazem e ser criativos, isso será bom para plataformas como o Instagram”, continuou Mosseri, executivo da Meta, que controla o Instagram e o Facebook.

“Assim podemos focar na descoberta, podemos ser um ótimo canal de marketing, um lugar para você encontrar seus assinantes ou construir um público, vender mercadorias. Podemos focar nisso. Mas só funciona se a fatia do bolo ficar maior para todo mundo.”

Em sua apresentação no TED, Mosseri disse acreditar que a concentração de poder nas mãos de poucas plataformas, como o Instagram, não é uma tendência de longo prazo. Para ele, nos próximos dez anos, haverá uma “dramática mudança de poder” em benefício dos criadores.

“A história nos ensinou que a tecnologia tirará o poder do establishment e o dará aos indivíduos. Isso é verdade desde antes do advento da imprensa. Mas não é uma linha reta, há sempre solavancos e desvios ao longo do caminho. A internet não é exceção, e sua promessa original era dar poder nas mãos das pessoas.”

Mossari esperar que a tecnologia blockchain, em ferramentas como criptomoedas, tokens sociais e NFTs, ajude a criar um tipo de cartão para uma assinatura universal de maneira que um músico, por exemplo, possa ter seu público com ele e não dispersado em diferentes redes sociais.

“Meta não pode construir isso. Nenhuma empresa pode”, disse o executivo em sua apresentação. “Ideias como essas, para acontecer, é preciso união em toda a indústria. Precisamos de pioneiros, estabelecer criadores para provar o modelo primeiro. Mas a ideia não é interessante até que esteja disponível para todos.”

Ao ser questionado pelo apresentador do TED Chris Anderson se ele não estava apenas tentando melhorar sua reputação com os influenciadores e o que de fato estava fazendo para criar esse novo modelo, Mosseri respondeu que o Instagram “tentava construir alguns dos blocos fundamentais de construção”.

“Alguns dos blocos são tecnológicos e outros são mais amplos”, respondeu. “Por exemplo, fazer com que as pessoas entendam que podem possuir uma coisa digital e que os criadores e o público podem estabelecer um relacionamento direto, sem depender de redes sociais.”

À Folha, Mosseri disse que o Instagram está focado em criadores, porém acredita que o novo modelo pode ser valioso para outras indústrias, como empresas de mídia.

“Cada vez mais, vemos que o poder está mudando das instituições para os indivíduos, em todos os setores, e queremos nos apoiar nessa mudança o máximo possível”, disse à reportagem. “Principalmente os jovens, eles realmente estão interessados em ver o mundo pelos olhos de outra pessoa, e isto é mais (papel dos) criadores que publicações.”

A repórter viajou a convite do TED.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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