Com 10% dos médicos em greve, quatro unidades de saúde de Rio Branco estão sem atendimento | Acre


Quatro unidades de saúde de Rio Branco estão com atendimentos médicos parados por causa da greve da categoria. É que 10% dos médicos seguem com a paralisação, deflagrada no último dia 8, reivindicando a reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).

Na quarta-feira (17), após determinação judicial, parte dos médicos que estava de greve retornou para os postos de trabalho na capital acreana. O retorno ocorreu após o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) ser notificado da decisão.

O grupo que compõe os 10% dos servidores deve ficar em greve até o dia 7 de dezembro, como previsto no início do movimento, à espera de um posicionamento da prefeitura. Com isso, não há atendimento médico nas seguintes unidades:

  • Vila Ivonete;
  • Mocinha Magalhães;
  • Policlínica Barral y Barral;
  • Canaã

Na segunda (15), a Secretaria de Saúde da capital acreana (Semsa) divulgou que a Justiça concedeu, parcialmente, uma tutela de urgência e determinou que 90% dos médicos em greve voltassem ao trabalho.

A Saúde Municipal entrou com uma ação declaratória de ilegalidade de greve no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-AC) na quinta-feira (11) pedindo a volta dos servidores aos postos de trabalho.

A categoria está com as atividades paralisadas desde à última segunda (8) pedindo reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR) e diversas unidades de saúde ficaram sem médico.

O TJ-AC reconheceu que o movimento é legal, contudo, destacou que “a saúde é essencial para o crescimento e desenvolvimento da população do nosso país”. Caso a determinação judicial não seja acatada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 50 mil.

No mesmo dia, o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Guilherme Pulici, falou para a Rádio CBN Amazônia Rio Branco que a categoria iria acatar a decisão da Justiça, mas que iria entrar com recurso contra a determinação e manteria 10% dos médicos em greve.

“Temos que considerar que a greve não foi considerada ilegal, como alegava a gestão e a procuradoria municipal, já que o sindicato cumpriu todas as normas legais para declarar o movimento. O movimento segue. A categoria, por unanimidade, decidiu por seguir com o movimento e contamos no próximo dia 23 com a adesão dos demais sindicatos para reforçar o movimento. Agora, de fato, decisão judicial tem que ser cumprida”, disse na segunda (15).

Reivindicando reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR), os médicos que trabalham para a prefeitura de Rio Branco entraram em greve nesta segunda-feira (8) — Foto: Ana Paula Xavier/Rede Amazônica Acre

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