Vírus do Ebola pode se esconder no cérebro e voltar mesmo após tratamento

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Mesmo após se curar da doença, o vírus do Ebola pode se esconder em algumas áreas do cérebro e ressurgir após um período de tempo, podendo causar novamente sintomas fatais. Um estudo utilizando macacos com a doença foi publicado na última quarta-feira (9) na revista Science Translational Medicine.

A conclusão é de que mesmo com o tratamento utilizando anticorpos monoclonais, a doença pode retornar anos depois. Essa era uma hipótese levantada já que áreas que sofreram surtos antigos voltaram a registar casos da doença anos depois sem uma nova fonte de contaminação aparente e em pacientes que já haviam tido Ebola. 

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No entanto, até então não era possível saber se mesmo com o tratamento com anticorpos as amostras do vírus conseguiram permanecer adormecidas. Além disso, o local onde o vírus se esconde no corpo também era desconhecido até o novo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA.

Ebola sobrevive no corpo

“O nosso é o primeiro estudo a revelar o esconderijo da persistência do vírus Ebola no cérebro e a patologia que causa a doença fatal recrudescente subsequente relacionada ao vírus Ebola no modelo de primata não humano”, disse Xiankun (Kevin) Zeng, líder da pesquisa.

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“Descobrimos que cerca de 20%  dos macacos que sobreviveram à exposição letal ao vírus Ebola após o tratamento com terapia de anticorpos monoclonais ainda tinham infecção persistente pelo vírus Ebola mesmo quando o vírus Ebola foi eliminado de todos os outros órgãos”, completou  ainda.

O pesquisador destacou o caso de dois macacos específicos que tiveram Ebola, foram tratados com anticorpos, se recuperaram e voltaram a sucumbir pela infecção, desenvolvendo sintomas graves. Amostras do vírus foram localizadas no sistema ventricular cerebral e em mais nenhuma outra parte do corpo.

“O vírus Ebola persistente pode se reativar e causar recaída da doença nos sobreviventes, potencialmente causando um novo surto”, disse Jun Liu, que atuou na pesquisa. “Nosso estudo reforça a necessidade de acompanhamento de longo prazo dos sobreviventes da doença do vírus Ebola – incluindo sobreviventes tratados com anticorpos terapêuticos – para evitar o recrudescimento. Isso servirá para reduzir o risco de reemergência da doença, ao mesmo tempo, ajudando a evitar mais estigmatização dos pacientes”, finalizou Zeng.

Via News Medical

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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