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VÍDEO: Veterinária acolhe gambá ferido e trabalha para filhote voltar à natureza; veja o que fazer ao ver o animal | Paraná

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A médica veterinária Lucimara Gubert trabalha em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e, em janeiro, foi acionada para resgatar um filhote recém-nascido de gambá. O animal é comum em todas as regiões brasileiras e também é chamado de saruê.

Na época em que foi encontrado, o gambá tinha apenas algumas gramas e estava órfão. A mãe do filhote e o restante da ninhada não sobreviveram.

A veterinária conta que o gambá estava com pneumonia, tinha lesões no peito e, em uma das patas, tinha apenas um dedo. O gambá é um marsupial e, até que atinja cerca de quatro meses de vida, costuma ficar junto da mãe, a maior parte do período no marsúpio (bolsa na barriga da fêmea).

O trabalho diário de Lucimara tem sido para manter vivo e reabilitar o animal para que ele consiga ser devolvido à natureza. Ela relata que há duas semanas, o filhote ainda não conseguia manter a temperatura corporal sozinho e precisava ser mantido em um local aquecido. Veja no vídeo acima a rotina de cuidados.

Agora, mais fortalecido, ele passou a ser apresentado ao ambiente e estimulado a, por exemplo, procurar alimento e quebrar cascas de ovo.

“Agora que a gente começa a parte mais complicada para saber se consegue [retornar à natureza], estou fazendo de tudo para que ele possa seguir”, afirma.

A veterinária registra nas redes sociais parte da rotina de cuidados com o animal, apelidado de “Gatatouille”. Os vídeos, conta, também buscam desmistificar a imagem de que o gambá é fedido, ou agressivo.

Mas ela alerta: o gambá é um animal silvestre e deve permanecer na natureza. “Não é para virar um pet”, reforça.

Gambás: animal tem hábitos noturnos e pode ser confundido com ratos — Foto: IAT

Viu um gambá? Saiba como agir

A médica-veterinária Valéria Teixeira, presidente da Comissão Estadual de Animais Selvagens do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná, explica que os gambás são comuns nas cidades e costumam aparecer nas casas atraídos por abrigo ou alimento.

De outubro a março, afirma, é comum ver as fêmeas passarem com seus filhotes. Como estão prenhas, ficam mais lentas, fazendo com que possam ser vítimas de atropelamentos, ataques de outros animais ou até mesmo maus-tratos.

“Existem pessoas que acabam querendo matar por medo, ou costume”, afirma. Se mantido em seu habitat, o gambá não é agressivo e não transmite doenças.

Valéria explica que, caso encontre um gambá e ele aparentar estar saudável, não é preciso interferir. Se o animal aparentar estar doente ou machucado, ou ainda se estiver provocando um estorno o imóvel (preso no forro da casa, por exemplo), o recomendado é acionar os órgãos ambientais. Leia mais abaixo orientações sobre como acioná-los.

Diferente dos animais domésticos, o gambá é um animal silvestre e não é feito para o convívio humano, mesmo que possa apresentar um comportamento dócil.

“Ele tem uma função na natureza e, quando ele vai para casa da gente, ele deixa de existir na natureza”, explica Valéria. Além disso, a presença do gambá pode estimular a presença de outros animais.

IAT resgatou cerca de 90 gambás só em setembro do ano passado — Foto: IAT

Gambás: ajudantes do equilíbrio ambiental

O Instituto Água e Terra (IAT), braço da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) do Paraná, alerta que os gambás são de suma importância para manter o equilíbrio do ecossistema.

“Eles auxiliam na dispersão de sementes, ao se alimentarem de frutos, o que contribui para que novas árvores cresçam”, destaca o instituto. Além disso, a espécie se alimenta de animais peçonhentos como cobras, escorpiões e carrapatos, que podem transmitir zoonoses aos seres humanos.

Em Curitiba, um dos órgãos públicos que pode ser acionado caso a população encontre animais silvestres é o Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da prefeitura. Há uma equipe habilitada para o manejo dessas espécies que pode ser acionada pelos números: (41) 3350-9937 e (41) 3313- 5480.

Desde 2019, o IAT vem firmando parcerias com organizações da sociedade civil e mantém em várias partes do Paraná os Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), criados para receber e fazer a avaliação imediata do animal com a definição dos cuidados veterinários necessários até a sua destinação.

Juntamente com técnicos do IAT, a equipe médica veterinária faz o reconhecimento e o encaminha para o tratamento ou destinação adequada.

De acordo com o instituto, há CAFS em Londrina (parceria com a Unifil), Guarapuava (parceria com a Unicentro), Cascavel (parceria com a Univel), Mauá da Serra (parceria com o Instituto Monte Sinai) e Curitiba (parceria com a prefeitura). Há tratativas para parcerias em Maringá, Cornélio Procópio, Toledo, Foz do Iguaçu e no Litoral.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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