Venezuela condena ex-deputado a prisão por ataque a Maduro – 04/08/2022 – Mundo

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Um tribunal da Venezuela condenou o ex-deputado Juan Requenses e outras 16 pessoas a penas de entre 5 e 30 anos de prisão por participação em suposto atentado fracassado contra o ditador Nicolás Maduro, em 2018.

Requenses, que integrou o Assembleia Nacional eleita em 2015 e controlada pela oposição, recebeu pena de oito anos de prisão por “delito de conspiração”, segundo seu advogado, Joel García, em uma audiência realizada durante a madrugada.

Doze dos condenados receberam a pena máxima de 30 anos de prisão.


De acordo com a ONG Foro Penal, as acusações iam de terrorismo, associação para delinquir, homicídio intencional qualificado, traição à pátria e lançamento de explosivos em locais públicos.

A sentença se produz quatro anos após a explosão de dois drones nas proximidades de um local onde Maduro liderava um ato com militares, em 4 de agosto de 2018. As autoridades acusaram ao então governo do presidente Juan Manuel Santos, da Colômbia, de planejar o atentado em colaboração conm EUA e Peru.

“É evidente que essas condenações têm como finalidade sustentar a falsa narrativa do poder sobre uma suposta tentativa de magnicídio. São bodes expiatórios”, afirmou Gonzalo Himiob, advogado da Foro Penal, que atende casos de presos políticos.

Após sua prisão, três dias depois do suposto atentado, o governo divulgou vídeo em que Requenses, hoje aos 33 anos, admitia ter tido contato com um dos supostos implicados no caso. Segundo a oposição, ele realizou o vídeo sob o efeito de drogas ou sob ameaça.

Em agosto de 2020, Requenses foi colocado em prisão domiciliar depois de ter passado mais de 700 dias preso, sem condenação, na temida prisão Helicoide, à espera de um julgamento.

“O Ministério Público não pôde demonstrar tua responsabilidade em nenhum dos sete delitos por que foste acusado”, afirmou seu advogado. “A juíza não tem como te condenar e deverias ter sido absolvido, mas nossa Justiça está sequestrada.”

Entre os que receberam a pena máxima estão Emirlendris Benítez e Yolmer Escalona.

“Não há evidências que os vinculem a nenhum delito. A senhora Benítez e seu marido, Yolmer, estavam prestando serviço de táxi a pessoas que não conheciam quando foram presos”, disse Himiob.

“O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da ONU declarou em 2021 que a prisão de Emirlendris Benítez havia sido arbitrária e instou o Estado venezuelano a libertá-la”, acrescentou.

De acordo com a ONG, a Venezuela tem hoje 245 presos políticos.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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