Tratamento contra tabagismo precisa ser contínuo para funcionar, aponta estudo

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Um recente estudo do Massachusetts General Hospital (MGH) descobriu que o tratamento de cessação do tabagismo para fumantes precisa ser contínuo para funcionar, ou seja, ir além da alta hospitalar. 

A conclusão veio após os pesquisadores notarem uma crescente taxa de abandono do tratamento com três meses após a alta do médico. Para a equipe, o sistema de saúde existente na região, que oferece tratamento com medicações (como adesivos e chicletes) e suporte comportamental (aconselhamentos), deveria ser estendido para além dos seus três meses, a fim de manter o paciente envolvido no programa e no objetivo de parar de fumar. 

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Pessoa acendendo um cigarro
Tratamento contra tabagismo precisa ir além da alta hospitalar para ser eficaz, diz estudo. Imagem: Nopphon_1987/Shutterstock

“A internação hospitalar é uma grande oportunidade para os fumantes iniciarem o tratamento de cessação do tabagismo. Esse tratamento só é eficaz, no entanto, se continuar após a alta. Como melhor atender a essa necessidade contínua é a questão que nosso estudo foi projetado para abordar”, explicou a diretora do MGH e coautora do estudo, Nancy Rigotti. 

Nos Estados Unidos, o tabagismo é responsável por cerca de 480 mil mortes anualmente. Em 2020, estima-se que 13% dos adultos eram fumantes regulares e mais de 3,2 milhões deles precisaram ser internados em um hospital, conforme informou o Medical Xpress.

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“É possível que mais aconselhamento ou medicação, ou ambos, possam gerar mais envolvimento com o programa e, portanto, melhores resultados ao longo do tempo”, ressaltou Hilary Tindle, autora sênior do estudo e diretora fundadora do Vanderbilt Center for Tabagismo. 

De acordo com Esa Davis, diretora do Serviço de Tratamento de Tabaco da Universidade de Pittsburgh, descobrir que manter o tratamento contra o tabagismo dentro do sistema de saúde, “onde pode ser gerenciado”, é uma forma mais eficaz de intervenção é importante, no entanto, o desafio está em como fazer isso, uma questão que as redes de saúde precisam abordar. 

O artigo foi publicado com livre acesso no JAMA Internal Medicine

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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