Tostão: Lucas Paquetá pode ser boa opção no ataque da seleção – 22/03/2022 – Tostão

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Nesta quinta-feira (24), o Brasil, já classificado, no Maracanã, enfrenta o Chile, que precisa vencer para ter chances de ir à Copa do Mundo.

Pelas últimas partidas, o Brasil deve manter a maneira de jogar, com dois pontas rápidos, dribladores e abertos (Raphinha está fora, por causa da Covid, e deve ser substituído por Antony), uma dupla centralizada de atacantes, dois volantes (um que avança mais) e a linha de quatro defensores. Quando o time perder a bola e não der para pressionar, vai formar uma linha de quatro no meio-campo, com os dois volantes e um ponta de cada lado. Com isso, Neymar não precisa voltar para marcar.

Essa formação tem funcionado bem. Porém receio que, contra fortes seleções, que priorizam a aproximação, a troca de passes e o domínio da bola, o time brasileiro poderia deixar muitos espaços no meio-campo, já que os pontas atuariam abertos e os dois volantes ficariam sobrecarregados. Neymar não tem condições para atuar de uma intermediária à outra, como tem feito. No último ano, não tem mostrado as mesmas mobilidade, intensidade e velocidade, o que facilita a marcação adversária.

A presença de Daniel Alves, que fecha para armar as jogadas próximo ao volante, poderá minimizar o problema, pois o meio-campista que atua ao lado de Casemiro terá mais chances de avançar. Contra o Chile, deverá jogar Danilo, que também tem condições de ter o mesmo posicionamento de Daniel Alves, mais pelo meio.

Se jogar Daniel Alves, haverá mais espaços para o adversário na lateral. Na vitória por 4 a 0 do Barcelona sobre o Real Madrid, o técnico Xavi escalou o rápido zagueiro Araújo no lugar de Daniel Alves, para marcar, com sucesso, Vinicius Junior.

Pela primeira vez, vi Marquinhos jogar mal uma partida, na derrota do PSG para o Real Madrid. Isso não diminui em nada o talento do zagueiro, um dos melhores do mundo na posição.

Paquetá, que já atuou bem no lugar de Fred e de Neymar e também pelos lados, pode ser uma boa opção no ataque, revezando-se com Neymar, nas funções de meia e de atacante, ainda mais que o Brasil não definiu um centroavante. Neymar e Paquetá se alternariam no recuo de um dos dois para armar as jogadas no meio-campo.

Não falta à seleção um clássico centroavante. Falta um centroavante de altíssima qualidade, como Benzema e outros. No mesmo raciocínio, Palmeiras e Corinthians não precisam de um centroavante, mas sim de um centroavante especial, para reforçar a equipe.

O futebol brasileiro adora a terminologia, o reducionismo, o comentário pronto, o lugar-comum, o chavão. Tudo teria uma explicação, e tudo se resolveria pela estratégia do treinador. Alguns, como acontece em todas as profissões, têm o dom de iludir e de cativar, mesmo com ações, palavras e gestos óbvios.

Uma das razões de tantas trocas de técnicos no Brasil é a supervalorização que dirigentes, torcedores e imprensa dão aos treinadores, como se eles fossem os únicos grandes responsáveis pelas atuações e resultados.

No Brasil, os chavões são repetidos milhares de vezes, como “centroavantes que têm faro de gol”, “meias ofensivos que atuam entre as linhas e pisam na área”, “o ponta driblador que faz muita fumaça e que, com o pé trocado, dribla para o centro para chapar a bola para o gol”, “o primeiro volante, o cão de guarda, e o segundo, que sai para o jogo” e dezenas de outros lugares-comuns.

Paquetá joga bem em várias posições e foge de todos esses estereótipos.


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