Toque de recolher na véspera do Ano-Novo gera reclamações em Québec, no Canadá – 01/01/2022 – Mundo

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Um toque de recolher noturno anunciado na véspera do Ano-Novo, que inclui a proibição de festas privadas, gerou uma reação de políticos de oposição na província canadense de Québec, com um popular ideólogo conservador pregando a desobediência civil contra a medida.

Na quinta (30), o governo local impôs restrições à circulação das 22h até as 5h para tentar conter a disparada de casos de Covid-19 na região. As festas privadas foram proibidas, e restaurantes e outros locais foram obrigados a fechar.

Quem violar a proibição pode ter que pagar uma multa de até 6.000 dólares canadenses (R$ 26 mil). A segunda maior cidade do país, Montreal, fica nessa província.

O governador de Québec, François Legault, afirmou, em entrevista coletiva, que o confinamento é necessário para evitar que o aumento dos contágios leve a um colapso dos hospitais. “É uma medida extrema para uma situação extrema”, disse.

Legault relatou que o número de hospitalizações dobrou recentemente e que também cresceu o número de profissionais de saúde que têm sintomas gripais ou confirmação de Covid-19 e precisam faltar ao trabalho.

Os três principais partidos de oposição de Québec criticaram a decisão, argumentando que se trata de um sinal de que houve falha do governo em se preparar, segundo a imprensa local. O líder liberal da oposição, Andre Fortin, disse em entrevista nesta sexta que, se o governador tivesse agido antes, haveria menos necessidade de medidas severas.

“Nenhuma outra província do Canadá tem tantas medidas restritivas. Em vez disso, estão anunciando melhor ventilação nas escolas e vacinação acelerada. Mas nosso governo optou por ser restritivo em vez de agir”, afirmou.

O psicólogo e influenciador conservador Jordan Peterson, que tem mais de 2 milhões de seguidores no Twitter, incentivou a desobediência civil. “Reuniões privadas proibidas. A cura é muito pior do que a doença. Inacreditável. É tempo de desobediência civil”, escreveu na rede social.

O toque de recolher é o segundo da pandemia em Québec. O primeiro, decretado no início de janeiro de 2021, durou cinco meses.

A província registrou 16.461 novos casos de Covid-19 e 13 mortes na sexta-feira. No início desta semana, decidiu permitir que os profissionais de saúde que estejam com Covid-19 e assintomáticos continuassem trabalhando, temendo o colapso dos hospitais.

O Canadá relatou um número recorde de casos nos últimos dias, dobrando em uma semana, até chegar a 30 mil novas infecções na quinta-feira —um reflexo do avanço da variante ômicron.

No mesmo dia em que Québec anunciou o toque de recolher, a província de Ontario restringiu o público de concertos e eventos esportivos para 50% da capacidade do espaço ou 1.000 pessoas e autorizou a quarta dose da vacina para idosos em casas de repouso.

Outra região canadense, a Colúmbia Britânica, cancelou todas as festividades de Ano-Novo, permitindo apenas jantares em restaurantes, mas “sem que as pessoas se misturem nem dancem”, segundo um comunicado.

Alta de casos na Europa

Seguindo orientações de uma comissão científica, Paris passou a virada de Ano-Novo sem exibição de fogos de artifício e eventos na Champs-Élysées.

A França registrou 219.126 novos casos de Covid em 24 horas neste sábado (1º), no quarto dia consecutivo em que mais de 200 mil casos são relatados.

Na Inglaterra, nesta sexta (31) autoridades afirmaram que a queima de fogos e o show de luzes, cancelados em outubro, seriam transmitidos pela televisão. O país relatou 162.572 novos diagnósticos de coronavírus no sábado –em comparação com 160.276 do dia anterior, segundo informações oficiais.

A compilação normalmente inclui a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte, mas desta vez isso não foi possível devido ao horário de publicação dos boletins no fim de semana de Ano-Novo.

O governo britânico pediu ao setor público que trabalhasse em um plano de contingência considerando o pior cenário, de 25% de ausência de trabalhadores, como parte de uma estratégia para minimizar efeitos da variante ômicron.

Com o número de novas infecções diárias crescendo e com a necessidade de isolamento por ao menos sete dias, o governo espera que empresas e serviços públicos enfrentem interrupções nas próximas semanas, disse um comunicado oficial.

O premiê Boris Johnson pediu aos ministros que trabalhem em estreita colaboração com seus respectivos setores para desenvolver planos de contingência robustos, afirmou seu gabinete. O impacto da ômicron na força de trabalho em cadeias de abastecimento, serviços públicos e escolas está sendo monitorado de perto, de acordo com o órgão.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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