‘Síndrome de Havana’ seria mesmo por barulho de grilo – 30/09/2021 – Nelson de Sá


Na semana passada, a Câmara americana aprovou por unanimidade uma lei para compensação dos funcionários da CIA e do Departamento de Estado atingidos pela “Síndrome de Havana” –a suposta doença denunciada há cinco anos na embaixada em Cuba.

Nesta semana, o Washington Post publicou editorial enfatizando que “os ataques já superam 200” e perguntando: “Eles estão tentando romper o trabalho de espiões e diplomatas para criar caos e incerteza? Ou coisa pior?”.

Encerra dizendo que “a segurança nacional depende deles para serem os olhos e ouvidos dos EUA. É inaceitável que alguém esteja tentando derrubá-los e se safando”.

Na quinta (30), com a ilustração acima, o site BuzzFeed obteve e noticiou que um “relatório do Departamento de Estado”, produzido há três anos e classificado como secreto, diz que a síndrome não é causada por microondas —a teoria dada como “mais plausível”.

Sobre o som citado por espiões e diplomatas, que foi gravado, “a fonte mais provável é o grilo de cauda curta das Índias”, diz o relatório. Acrescenta que “o sofrimento relatado pelos afetados é real” e “efeitos psicogênicos podem servir para explicar”.

A hipótese de ser grilo já havia sido levantada por Associated Press e New York Times, ao longo dos anos, mas por fontes não oficiais.

BOA FICÇÃO

Questionado pela jornalista Megyn Kelly, em podcast, sobre a reportagem de Michael Isikoff e outros, informando que a CIA planejou o sequestro e assassinato de Julian Assange, o ex-diretor da agência Mike Pompeo disse que “dá uma boa ficção“.

“Você nega a reportagem?”, insistiu ela. “Algumas partes são verdadeiras”, respondeu ele, acrescentando que “as 30 pessoas que supostamente falaram com esses repórteres deveriam ser todas processadas por falar sobre atividade interna da CIA”.

PROJEÇÃO DE PODER

No Guardian, acima, “Missão de James Bond continua a mesma: deixar o Reino Unido pensar que ainda é uma superpotência”. Do autor da análise, editor de Defesa e Segurança do jornal britânico, infomando que a produção recebeu 47 milhões de libras do governo:

“Não é difícil perceber o que está por trás disso, visto que o filme atrairá a maior parte de seu público no exterior. Seja qual for a realidade do Reino Unido no mundo, a projeção de poder que vem por meio de um filme de Bond é algo que o país não pode comprar de outra forma.”


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