Sem acordo e com troca de secretário na SMTT greve dos rodoviários segue no seu 11º dia na Grande São Luís | Maranhão


A categoria pede reajuste de 13% nos salários, jornada de trabalho de seis horas, tíquete de alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente e a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

Prefeito Eduardo Braide anuncia novo titular na SMTT em São Luís — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Por meio de nota, divulgada na última sexta-feira (29), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) informou que não recebeu nenhuma proposta que possa atender as reivindicações dos trabalhadores.

A nota do Sttrema ressalta ainda que a “entidade permanece disponível para o diálogo com o sindicato patronal, SET e poder público, no intuito de que seja encontrada uma solução para este impasse”.

“O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informa, que até o momento, não recebeu qualquer proposta da Prefeitura de São Luís e nem dos empresários, que possa atender as reivindicações dos trabalhadores. A entidade ressalta, que permanece disponível para o diálogo com o sindicato patronal, SET e poder público, no intuito de que seja encontrada uma solução para este impasse. Reforçamos ainda, que sem avanço algum nas negociações, o movimento grevista, com 100% de adesão da categoria, continua na Grande São Luís”.

Greve dos motoristas de ônibus continua em São Luís — Foto: Douglas Pinto/TV Mirante

Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) disse que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que, diferente do que foi divulgado pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET), “a proposta do auxílio emergencial para o sistema de transporte público foi discutida e tratada de forma conjunta com o próprio SET, em diversas reuniões, com o objetivo de possibilitar o entendimento entre empresários e rodoviários”.

A nota da SMTT ressalta também que o valor do auxílio emergencial proposto ao sistema de transporte, que garantiria passagens gratuitas aos trabalhadores desempregados na pandemia, foi de “R$ 8.250.000, divididos em três parcelas”, o que pode atender a reivindicação dos rodoviários.

“A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que, diferente do que foi divulgado pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET), a proposta do auxílio emergencial para o sistema de transporte público foi discutida e tratada de forma conjunta com o próprio SET, em diversas reuniões, com o objetivo de possibilitar o entendimento entre empresários e rodoviários. O valor do auxílio emergencial proposto ao sistema de transporte, que garantiria passagens gratuitas aos trabalhadores desempregados na pandemia, foi de R$ 8.250.000 (oito milhões e duzentos e cinquenta mil reais), divididos em três parcelas. Valor suficiente para atender a reivindicação dos rodoviários. Surpresa com a postura do SET, a SMTT espera que os ônibus retornem às ruas, uma vez que a população não pode permanecer sem esse serviço, que é essencial”.

Terminal de Integração dos bairros Cohab e Cohatrac em São Luís — Foto: Neto Cordeiro/Grupo Mirante

Contudo, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) disse que a proposta apresentada pela Prefeitura de São Luís no valor de R$ 8.250.000, divididos em três parcelas, que seria suficiente para atender a reivindicação do rodoviários “é incapaz de atender ao pedido de reajuste dos salários dos rodoviários” e acrescentou “lamenta os transtornos causados a população e apela aos rodoviários o retorno as atividades, ao tempo que também se ressente com a atitude de impor reajuste precário, por meio de suposto auxílio emergencial, uma que vez configura medida arbitrária, e sem previsão no contrato”.

“O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís – SET – informa que a proposta apresentada é incapaz de atender ao pedido de reajuste dos salários dos Rodoviários. O SET lamenta os transtornos causados a População e apela aos rodoviários o retorno as atividades, ao tempo que também se ressente com a atitude de impor reajuste precário, por meio de suposto auxílio emergencial, uma que vez configura medida arbitrária, e sem previsão no contrato”.

Greve dos rodoviários chega ao terceiro dia na Região Metropolitana de São Luís — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante.

A greve dos rodoviários já chegou a nove dias neste sábado (30), sem acordo entre as partes. A categoria, reivindica um reajuste salarial de 13%, uma jornada de trabalho de seis horas, tíquete de alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente e a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

A greve também afeta o sistema Semiurbano, que atende aos outros municípios da Ilha de São Luís, e é coordenado pelo governo do Estado. No entanto, ainda não houve uma proposta para a solução da greve nesse setor do transporte.

Por conta da paralisação, alguns grupos já começaram a sentir os reflexos. Como é o caso das entidades empresariais que manifestaram ‘profunda preocupação’ com a manutenção da greve dos rodoviários.

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