Review | Realme GT Master Edition: bom, bonito e nem tão barato

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Seguindo uma expansão interessante para o público brasileiro, a Realme resolveu que era hora de trazer um dito “flagship killer” em 2021, com pedaços de intermediário potente e que atende pelo nome de Realme GT Master Edition. O celular tem cara bonita, músculo e pode custar menos que uns bons concorrentes.

Por dentro, a empresa chinesa escolheu o Snapdragon 778G, com conexão 5G, 8 GB de RAM e 256 GB de memória, com Android 11 em visual de Android Puro e câmeras competentes para muitas situações. O resumo parece de um celular vitorioso, mas esse GT Master Edition tem seus pontos negativos e nos próximos parágrafos eu te conto como foi minha experiência, usando esse celular como meu único aparelho por algumas semanas.

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Review do Realme GT Master Edition em vídeo

Design e tela

Se você já viu algum smartphone lançado por uma empresa chinesa nos últimos meses, até nos últimos anos, não vai encontrar nada de novo no visual do Realme GT Master Edition. Ele segue seus concorrentes ao colocar corpo em plástico nas bordas e na traseira, com aquela cor indefinida que muda a tonalidade, de acordo com a forma como a luz chega até esse lugar.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Este detalhe poderia ser ruim, mas se tem uma coisa que as marcas chinesas vêm fazendo bem nos últimos anos é justamente o design dos celulares. Por aqui o corpo é fino e leve, mais leve que praticamente qualquer aparelho do mesmo segmento. Eu sei que a traseira curvada para as laterais ajuda nessa sensação, mas saiba que esse efeito placebo funciona direitinho.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Por aqui ficam as três câmeras e o logo da fabricante. Na frente a tela AMOLED preenche bem do dispositivo, completando 85,3% de toda área. Um notch em formato de furo consegue sumir da vista quando o papel de parede é preto, enquanto o leitor biométrico abaixo do display faz bem seu trabalho.

Como o GT Master Edition é um smartphone intermediário mais completo, ele já vem com entrada USB-C e também conexão para fones de ouvido. Uma capinha na caixa faz o trabalho de te segurar longe dos arranhões até você comprar a sua, com desenho predileto.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Voltando para tela, por aqui são 6,43 polegadas, com resolução Full HD esticada para proporção de 20:9. A reprodução de cores é excelente, assim como o contraste e esse é o tipo de qualidade comum para quem abandonou o LCD, e já entra de cabeça no Super AMOLED.

Os ângulos de visão são ótimos e a atualização de até 120 hertz fecha a cereja do bolo na tela. Se no display não existem problemas, no som a coisa muda de figura e o áudio sai só por um lado, quebrando a imersão que intermediários mais potentes já oferecem.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Hardware e software

Por dentro, o Realme GT Master Edition vem com processador Snapdragon 778G, compatível com redes 5G, trabalhando junto de 8 GB de RAM. É possível aumentar a memória volátil com RAM virtual, para fechar o pacote com 13 GB, mas eu não senti nenhuma necessidade disso durante todo o tempo de uso.

O conjunto do hardware, que também conta com 256 GB de memória, faz qualquer aplicativo abrir de forma instantânea. Muitos programas podem ficar rodando no fundo, sem nenhuma gota de suor descendo pela testa do celular. Claro que no futuro, daqui uns dois ou quatro anos, esses 5 GB extras de RAM podem fazer uma boa diferença, mas nos dois primeiros anos de uso você certamente nem se lembrará desse recurso.

Realme GT Master Edition (Imagem: reprodução))
Realme GT Master Edition (Imagem: reprodução))

Colocando em perspectiva de seus concorrentes, o GT Master Edition consegue ser superior, em desempenho, ao Motorola Edge 20, que tem basicamente o mesmo hardware.

Em jogos, é possível rodar qualquer coisa com gráficos no máximo, ao menos nos primeiros anos de vida desse smartphone. Títulos pesados como Asphalt 9 e Genshim Impact rodam tranquilos, sem nem esquentar demais o corpo do aparelho.

O Android 11 roda abaixo da Realme UI 2.0, que lembra muito o tal Android Puro, alterando muito pouco da interface criada pelo próprio Google. No geral os ícones são arredondados, animações não são exageradas, mas eu notei alguns probleminhas bem negativos pro aparelho no Brasil.

O principal deles é a tradução do sistema operacional. Não é nada difícil encontrar a palavra ecrã, que é como a tela é chamada em Portugal. Esse erro fica bastante visível quando boa parte de toda interface utiliza corretamente o termo brasileiro, que é tela. Convenhamos que este tipo de deslize não deveria acontecer em um celular mais caro, principalmente em uma fabricante que já vem apostando forte no Brasil.

Realme GT Master Edition (Imagem: reprodução)
Publicidade e “ecrã” pelo sistema (Imagem: reprodução)

Outro problema é tão chato quanto: publicidade. Ela não tá espalhada por todo sistema, mas basta você instalar um aplicativo sequer da Play Store, para um suposto verificador de vírus aparecer do nada, exibindo publicidade no meio enquanto “passa o antivírus”. Chato, bem chato e essa interface com propaganda pula na frente de todos os apps, sempre.

Bateria

Controlando tudo isso, a Realme colocou uma bateria de 4.300 mAh, que está longe de ser a melhor para o segmento. Muito intermediário mais simples oferece mais energia, mas a marca asiática resolveu esse problema com um carregador meio monstruoso. Por aqui são 65 watts entrando pela porta USB-C.

A quantidade de energia sendo entregue é tão grande, que nos meus testes eu deixei o GT Master Edition desligar sozinho por falta de bateria, então 10 minutos de tomada fizeram o componente recuperar 31%. Com 15 minutos o celular já tinha 48% novamente. Para completar o tanque mais uma vez, eu precisei de apenas 35 minutos na tomada e o smartphone já estava com 100%.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O carregador SuperDart esquentou bastante, mas o celular ficou tranquilo, pouco morno. Parabéns Realme. Você só precisa lembrar de levar exatamente esse adaptador de tomada pra onde for.

Câmeras

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

No conjunto de câmeras traseiras, o Realme GT Master Edition tem três lentes, sendo a principal com 64 megapixels e mais duas, uma com oito megapixels para ultrawide e outra com dois megapixels para macro. Os resultados com a primeira das opções é ótimo para o segmento de intermediários.

Foto com a lente principal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Foto com a lente principal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O ruído é visível em alguns momentos, a saturação é elevada e o contraste tende a ser realçado na maior parte das vezes. Mesmo com esses detalhes em mente, aparelhos da Samsung forçam mais a amizade nas cores, então por aqui a sensação é de equilíbrio, mesmo que saindo um pouco do cenário mais puro – o que eu gosto bastante.

Foto com a lente ultrawide (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Foto com a lente macro (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente macro (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Imagens ultrawide ficam boas também. Já os registros noturnos podem e devem tirar proveito do modo “noturno”, que ilumina a noite sem estourar muito as luzes. Ele funciona bem em locais fechados, abertos e remove alguma parte importante do ruído gerado pelo sensor.

Foto com a lente principal, sem modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal, sem modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Foto com a lente principal, com modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal, com modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Como em qualquer smartphone com lente para macro com dois megapixels, o resultado por aqui é decepcionante. Detalhes ficam perdidos, cores lavadas e o arquivo final não serve nem para redes sociais. Ainda acho um desperdício de dinheiro colocar esse tipo de lente, com resolução tão baixa.

Foto com a lente principal, sem modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal, sem modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Foto com a lente principal, com modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal, com modo noturno (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Já as selfies me surpreenderam, seja pela definição dos 32 megapixels, do ótimo trabalho no HDR, ou mesmo em imagens feitas em ambientes menos iluminados.

Foto com a lente frontal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente frontal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Foto com a lente frontal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente frontal (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Realme GT Master Edition: Vale a pena?

A resposta direta é: sim, mas apenas se o Moto Edge 20 estiver mais caro, coisa que não está quando você considera o preço de lançamento dos dois aparelhos. O Realme GT Master Edition chegou ao Brasil por R$ 3,7 mil, contra um valor atual perto de R$ 3,3 mil do concorrente no lado da Motorola – que tem câmeras melhores, tela com resposta mais veloz e exatamente o mesmo hardware.

Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Realme GT Master Edition (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Outro nome que precisa estar mais barato para o GT Master Edition valer a pena é o Galaxy A52s 5G, que tem o mesmo processador, faz fotos melhores e conta com um detalhe único quando você leva em consideração os três aparelhos: maior tempo de atualização do Android.

Ainda existem dois pontos favoráveis para a Motorola e Samsung: a publicidade praticamente não existe na One UI e nem mesmo no software do Moto Edge 20, enquanto a dupla sabe que no Brasil a gente não fala “ecrã”.

Não me leve a mal, o Realme GT Master Edition é um smartphone que me encantou bastante. A câmera é competente, o acabamento é bonito, o desempenho é ótimo, mas ele chegou caro. Talvez por dificuldades com o câmbio tão descontrolado, ou pela inflação que vivemos. De qualquer forma, esse celular só vale a pena se os dois outros concorrentes estiverem custando mais.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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