Polícia indicia quatro pessoas por incêndios na Chapada dos Veadeiros – 15/10/2021 – Ambiente


A Polícia Civil de Goiás indiciou quatro pessoas por suspeita de atearem fogo na Chapada dos Veadeiros em setembro. A investigação foi encerrada na quarta-feira (13), após quase um mês de apuração.

Os investigadores concluíram que houve três focos diferentes de incêndio com danos ao meio ambiente naquele período na chapada, que é considerada Patrimônio Mundial Natural pela Unesco. Desses, dois foram dolosos, ou seja, houve a intenção de provocar queimadas em dois dos casos.

As chamas começaram em 12 de setembro e se alastraram por doze dias no local, que é a maior reserva de cerrado do país. Com isso, cerca de 28 mil hectares do bioma foram destruídos. A área é equivalente a 250 mil campos de futebol.

No período de combate aos incêndios, aviões foram utilizados para evitar a disseminação de novos focos. A operação contou com mais de 200 brigadistas e bombeiros. O fogo foi extinto apenas no dia 24, após uma forte chuva na Chapada dos Veadeiros.

Um dos casos dolosos teria sido cometido por um fazendeiro que estava desmatando sua propriedade. Na ação, ele teria dado origem a um incêndio de grandes proporções que levou à destruição de mais de 14 mil hectares, isto é, metade da destruição total.

O suspeito foi indiciado por dois crimes, com penas que podem chegar a nove anos de prisão. A polícia utilizou drones e imagens de satélites para chegar à conclusão de que o fogo foi usado para queimar restos de árvores de um desmatamento.

Outro caso considerado doloso pela Polícia Civil foi o de um jovem que teria ateado fogo em um lixão do distrito de São Jorge, no município de Alto Paraíso de Goiás, que faz parte da chapada.

O terceiro caso investigado foi o de um foco no Condomínio Vale Azul, na mesma cidade. Lá as chamas começaram quando dois indiciados manusearam serras elétricas.

No uso dos aparelhos, eles geraram acidentalmente o fogo, concluiu a polícia. Essas pessoas foram indiciadas por terem tido uma conduta imprudente. O episódio foi considerado culposo, ou seja, sem a intenção.

Por causa desse foco, um morador da região teve um prejuízo de R$ 150 mil, apuraram ainda os investigadores.

Após os indiciamentos, as investigações foram encaminhadas ao Ministério Público de Goiás. As quatro pessoas devem responder a um processo por crime ambiental e incêndio qualificado.

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