Plano de metas do Rio deverá custar R$ 14 bilhões até 2024 | Rio de Janeiro


A Prefeitura do Rio lançou nesta quinta-feira (15) um plano de metas a ser alcançado até 2024, quando o mandato do atual prefeito chega ao fim. São 93 iniciativas, divididas em seis eixos, que irão custar R$ 14 bilhões. Algumas das metas são propostas que já foram prometidas em gestões anteriores de Eduardo Paes.

Parte do valor do plano é fruto do leilão da Cedae. Antes do anúncio das metas, o secretário municipal de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo Carvalho, falou sobre o que foi feito para sanear as finanças da cidade e fazer caixa para novos investimentos.

“Corte no custeio das secretarias. Corte de despesa de pessoal sem tirar direito do servidor. Tem que fazer o trabalho da receita também. Nós estamos tendo aumento de IPTU, de ISS”, disse ele.

Durante o anúncio, alunos de escolas municipais enviaram sugestões sobre como melhorar a cidade, por meio de desenhos. Além deles, outros setores da sociedade também encaminharam sugestões ao município. Ao todo, mais de 2,5 mil pessoas participaram.

Do total de investimentos, 70% está previsto para ser destinado às regiões mais desassistidas da cidade: as zonas Norte e Oeste, onde a urgência das políticas públicas é maior.

Na educação, um dos principais objetivos é aumentar de 35% para 50% o número de alunos da rede municipal estudando em tempo integral. A prefeitura também quer aumentar o número de escolas bilíngues de 27 para 77.

Uma das principais metas da saúde é dobrar o programa Saúde da Família de 34% para 70% e reduzir em 30% o tempo de espera na fila do Sisreg, programa de regulação de atendimento em unidades de saúde pública.

Em 2012, o prefeito Eduardo Paes já havia prometido esse aumento no programa Saúde da Família.

Na área do meio ambiente, a prefeitura pretende plantar 120 mil árvores pela cidade e conta com recursos privados para ampliar em 10% o tratamento de esgoto.

Na área da segurança, o foco será combater o negócio mais lucrativo das milícias – as construções irregulares – com a criação de um centro de controle e fiscalização específico para esse objetivo.

Propostas anunciadas nesta quinta (15) retomam projetos iniciados em gestões passadas de Eduardo Paes e que não tiveram continuidade.

A prefeitura quer encerrar as obras do BRT Transbrasil. O projeto foi iniciado pelo atual prefeito em 2014, para ser entregue dois anos depois, mas foi interrompido por falta de recursos.

O plano também prevê o aumento da população residente no Centro do Rio em 15% e a construção ou melhoria de 20 mil habitações populares.

Para o coordenador geral da Casa Fluminense, Henrique Silveira, os planos para habitação deveriam ser mais específicos sobre a sua forma de atuação.

“Eu acho que são duas coisas diferentes, produzir novas habitações e fazer melhorias nas que estão em situação precária. Então o primeiro ponto seria desagregar, para saber quanto será construído e quanto será reformado. Além disso, esse é um número muito aquém do déficit habitacional que a gente tem hoje na cidade do Rio – 10 vezes maior do que esse número”, diz ele.

Em 2012, o plano de metas da segunda gestão de Eduardo Paes prometia garantir que, até o final de 2016, não haveria mais famílias vivendo em áreas de alto risco (encostas). Mas a promessa não foi cumprida e todos os anos, os cariocas enfrentam problemas com deslizamentos.

Para o coordenador geral da Casa Fluminense, o plano é um avanço, mas deveria ser mais detalhado: “eu apontaria a necessidade de apresentar um diagnóstico da situação hoje na cidade, para podermos comparar com o que a prefeitura está propondo”.

Outra promessa antiga voltou ao plano de metas da prefeitura: a climatização dos ônibus, prometida para ficar pronta em 2016, mas que não saiu do papel. Em 2012, a meta era modernizar 100% dos ônibus até 2016, com ar condicionado, motor traseiro, combustível verde e recursos de acessibilidade.

Atualmente, o município espera ter 80% da frota com ar condicionado apenas no fim de 2024.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original



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