PF prende oito suspeitos de envolvimento em garimpo de ouro em terra indígena no Pará | Jornal Nacional


A Polícia Federal prendeu oito suspeitos de envolvimento no garimpo de ouro numa terra indígena, no Pará. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal.

No interior do Pará, policiais federais apreenderam pedras de ouro, dois aviões de pequeno porte e sete máquinas utilizadas em garimpos, cada uma avaliada em até R$ 700 mil.

“O objetivo da Polícia Federal é identificar toda a cadeia ilícita do ouro, desde a sua origem, desde a sua extração, passando pelos intermediários, pelos beneficiadores do ouro até o destinatário final, que pode ser tanto o mercado interno quanto o mercado externo, principalmente a Europa”, explica Luis Flávio Zampronha, diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal.

Um dos principais alvos foi preso em Brasília. Na casa de um empresário que não teve o nome divulgado pela PF, os agentes apreenderam dois carros de luxo.

A Justiça Federal bloqueou quase R$ 500 milhões das contas dos investigados, além de aviões e imóveis, e suspendeu as atividades de 12 empresas que teriam comprado ouro extraído ilegalmente da Terra Indígena Kayapó, no sudeste do Pará. A região é a mais desmatada pelo garimpo na Amazônia. Já perdeu mais de 7 mil hectares de vegetação nativa.

A operação também ocorreu em duas fazendas no sul do Pará, onde a polícia localizou garimpos funcionando sem autorização de lavra. Agentes do Ministério Público resgataram 14 pessoas em situação degradante de trabalho. Os trabalhadores não tinham carteira assinada e operavam máquinas pesadas sem usar equipamentos de segurança. Dormiam em alojamentos precários e sem água potável.

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