Ouro no Pan de 2011, corredor Leandro Prates morre aos 39 anos – 06/07/2021 – Esporte


Morreu na noite de segunda-feira (5), aos 39 anos, o atleta Leandro Prates, medalhista de ouro no Jogos Pan-Americanos de 2011. Ele deixa a mulher e um casal de filhos.

Ele conquistou o título da competição, disputada em Guadalajara (México), na prova dos 1.500 metros. Foi também campeão sul-americano e ibero-americano.

Natural da Bahia, Prates era embaixador da ONG Sylvio Magalhães Padilha, em Paraisópolis, bairro pobre de São Paulo.

Seu corpo foi encontrado à beira da rodovia Fernão Dias, na altura do quilômetro 75, nesta terça (6). Segundo relatos ouvidos pela Folha, sua mulher, Elba, ficou preocupada ao observar que o marido estava demorando para chegar, ainda na segunda.

“Prates havia saído do trabalho ontem [segunda] à noite e encontrava-se desaparecido. Hoje [terça], sua motocicleta foi localizada na margem da Rodovia Fernão Dias e seu corpo encontrado em uma ribanceira a cerca de 15 metros. Preliminarmente, tudo indica que ele tenha colidido o veículo e caído no precipício”, afirmou a Polícia Militar, em nota.

Leandro era policial militar e trabalhava na Escola de Educação Física, em São Paulo. A hipótese de uma morte após uma tentativa de assalto chegou a circular entre os mais próximos, mas passou a ser tratada como improvável. Ele foi encontrado com a sua arma.

Prates nasceu em Vitória da Conquista e se mudou para São Paulo para se dedicar ao atletismo.

Sua principal prova eram os 1.500 metros, mas ele disputava também os 5.000 metros, provas com barreira e corridas de rua, segundo seu ex-treinador, Adauto Domingues, que antes de tudo prefere ressaltar a boa índole e o caráter do meio-fundista.

“Era um ser humano muito do bem, um cara de que todo o mundo gostava. Eu tive a sorte e o privilégio de ele fazer parte do meu grupo, trabalhamos durante muitos anos. Ele sempre foi um cara extremamente dedicado, um cara que só tinha amigos”, diz Domingues.

Ele foi treinador de Prates na conquista do ouro em Guadalajara e lembra que, já naquela época, o atleta dividia a jornada esportiva com a de policial.

“Queria te contar um detalhe. Eu acredito que ele não fosse o único que treinava e trabalhava, mas não sei quantos ganharam medalha de ouro assim. E ele trabalhava de noite, fazia rondas de sei lá quantas horas, a noite toda, e depois ia encontrar a gente. Saía 6 horas [da manhã] e ia para os treinos”, completa.

Recentemente, o corredor havia comprado uma casa em Atibaia e passado a se dedicar mais a provas de rua. Por conta da distância, a parceria com o treinador foi encerrada em comum acordo.

Seu esforço na ONG Sylvio Magalhães era bastante elogiado.

“O que ele fazia com os meninos… Uns cinco anos atrás, levamos as crianças para conhecer o trabalho da polícia. Tem outro lado, existe o policial ruim, mas tem um trabalho sério também, daqueles policiais que realmente se preocupam com a sociedade, apesar dos perigos”, disse a vice-presidente do instituto, Josiene Ximenes.

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