O céu não é o limite | Teoria da formação da Lua, 2 superterras descobertas e+


Hoje é sábado, dia de olhar para trás e resgatar as notícias espaciais mais importantes que rolaram na última semana. Uma nova explicação sobre a formação da Lua pode dar uma reviravolta na hipótese da grande colisão com Theia, e duas novas superterras foram confirmadas na órbita de duas estrelas anãs vermelhas.

Além disso, duas brasileiras jovens foram destaque na astronomia durante a semana, por descobrirem novos asteroides e candidatos a asteroides. Confira essas e muitas outras notícias astronômicas do momento!

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(Imagem: Reprodução/American Museum of Natural History)

Como a Lua se formou? Muitos cientistas apostam na hipótese de um protoplaneta, que eles chamam de Theia, ter colidido com a Terra quando ela também era um protoplaneta. Dos destroços, se formou nosso satélite natural. Agora, um novo estudo resolveu alguns problemas dessa hipótese afirmando que foram, na verdade, duas colisões.

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O problema a ser resolvido é que as simulações mostram que a Lua deveria ter composição de 70% a 90% feita do material de Theia, mas as amostras da Lua trazidas pelas missões Apollo dizem que a composição lunar é muito parecida com a de nosso planeta. Mas com a sugestão de uma colisão dupla, a mistura complexa de material entre os dois protoplanetas dariam à Lua uma composição semelhante à que foi encontrada por lá.

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(Imagem: Reprodução/Astrobiology Center)

Os planetas TOI-1634b e TOI-1685b ficam a 114 anos-luz e 122 anos-luz da Terra, respectivamente, e são considerados superterras — ou seja, mundos rochosos mais massivos que a Terra. Eles também levarem menos de 24 horas para orbitarem suas estrelas, duas anãs vermelhas. Estes dois objetos já haviam sido detectados antes, mas ainda tinham o status de candidatos a planeta.

Com o telescópio Subaru, uma equipe de astrônomos de várias instituições confirmou a existências desses mundos e conseguiu informações sobre as estruturas internas e atmosféricas. Curiosamente, eles estão “nus”, ou seja, não possuem atmosferas primordiais de hidrogênio-hélio, talvez por causa das interações com suas estrelas hospedeiras extremamente próximas.

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(Imagem: Reprodução/NASA/Swift/Dana Berry)

A primeira detecção de uma colisão entre duas estrelas de nêutrons, feita em 2017, foi provavelmente o evento cósmico que mais movimentou astrônomos de todo o mundo para publicação de artigos científicos. Durou apenas 100 segundos de duração, mas criou uma kilonova que entrou para a história, por confirmar algumas previsões teóricas.

Uma das confirmações foi que a colisão entre esses objetos extremamente massivos cria ondas gravitacionais, um fenômeno previsto pela Relatividade Geral de Einstein. Os pesquisadores detectaram essas ondulações no espaço-tempo e, com isso, descobriram muita coisa sobre o evento. Outro fator importante foi a confirmação de que esse tipo de colisão espalha elementos preciosos, como ouro, pelo universo.

Por fim, a kilonova liberou raios gama misteriosos, que não foram totalmente compreendidos, mas que ajudou a confirmar que as ondas gravitacionais viajam no universo praticamente à velocidade da luz.

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(Imagem: Reprodução/NASA)

A imagem acima mostra a conjunção entre Marte, o Sol e a Terra, que começa a acontecer hoje (2) e prejudicará a comunicação entre as sondas em Marte e os centros de controle das missões em nosso planeta. Como a transmissão de dados não será possível, a NASA e a CNSA decidiram colocar seus respectivos rovers “para dormir”.

Contudo, eles não ficarão totalmente inativos. O Perseverance usará seus sensores para coletar medidas do clima e acompanhar as tempestades que formam os “demônios de poeira”, enquanto o helicóptero Ingenuity continuará onde está, a 175 m do rover.

O Curiosity também seguirá coletando medidas do clima e de radiação e a sonda InSight seguirá acompanhando tremores sísmicos em Marte. Por fim, a CNSA deixará o rover Zhurong e o orbitador Tianwen-1 “descansando” por um período de aproximadamente 50 dias, em modo de segurança.

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 (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada, Exeter/Kraus et al.)

Um sistema estelar inusitado, formado por um grupo de três estrelas que têm ao redor de si um grande disco protoplanetário (onde planetas se formam) no formato de anéis afastados um do outro, parece ter um planeta gigante gasoso. Essa é a suspeita de um grupo de pesquisadores que investigaram o motivo do espaço entre os anéis de gás e poeira.

De acordo com os cientistas, o espaço vazio no disco seria o resultado da órbita de um planeta massivo que “limpa” o caminho por onde passa à medida que orbita o trio de estrelas. Se isso for confirmado, seria o primeiro planeta descoberto a orbitar três estrelas de uma só vez.

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(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/Michael H. Wong)

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é alvo de estudos desde 1665 (ou mesmo ainda disso), mas ainda reserva surpresas para os astrônomos. É que um novo estudo, que analisou os dados de 10 anos de observação, descobriu que a parte externa do ciclone é mais rápida que a parte interna. E continua acelerando!

Ao que tudo indica, as ventanias colossais no lado externo da mancha vermelha ganham um aumento de 2,5 km/h todos os anos. Essa mudança é tão pequena que os pesquisadores só conseguiram detectar graças a uma década de dados coletados pelo Hubble.

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 (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger)

Já imaginou que asteroides também poderiam ter anéis? Pois é, dois deles já foram encontrados pelos astrônomos: Chariklo e Haumea. Ainda não se sabe exatamente como isso pode acontecer, mas os astrônomos fizeram simulações que apontaram para a atuação de um fenômeno chamado ressonância orbital.

Uma vez que a ressonância é ativada, o período orbital das partículas que compõe o anel é uma fração da rotação do asteroide. Por exemplo, o asteroide gira em torno de si duas vezes para cada órbita da partícula ao redor dele. Pense nisso como balançar as pernas em um balanço para ir mais alto sem que alguém precise empurrar. Isso faz com que as partículas do anel, que poderiam se afastar para se livrar da influência gravitacional do asteroide, sejam puxadas de volta.

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(Imagem: Reprodução/Stellarium)

O cometa 29P, famoso por seu comportamento explosivo cruzou o céu noturno a uma altura bastante favorável para a observação, no momento em que passava por uma série de pelo menos quatro explosões sucessivas. Esse fenômeno ocorre porque o cometa possui voláteis congelados em seu interior.

Quando o 29P se aquece com os raios solares, os voláteis evaporam instantaneamente, criando pressão e estourando uma parte da crosta do asteroide e criando uma explosão brilhante no céu. Esses vulcões criogênicos do cometa explodem cerca de 7 vezes ao ano, mas nem sempre é possível observá-lo. Contudo, para vê-lo mesmo em noites favoráveis, é preciso pelo menos um par de binóculos adequados para astronomia.

Duas brasileiras foram destaque em astronomia essa semana. Uma delas é a mineira de 18 anos Laysa Peixoto Sena Lage, que descobriu em agosto um asteroide durante o projeto de “caça asteroides” da NASA em parceria com a International Astronomical Search Collaboration (IASC). Ela é estudante de física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o asteroide que encontrou foi batizado temporariamente como LPS 003 — em referência às iniciais de seu nome.

A Nicolinha também encantou, e não apenas por sua idade e simpatia contagiante. Ela participou de projetos de ciência cidadã e já descobriu quase 20 candidatos a rochas espaciais, através do mesmo projeto de busca por asteroides. Ela pretende dar aos “seus” asteroides os nomes de cientistas brasileiros ou de membros da minha família. Antes disso, os candidatos ainda deverão passar por um processo de análise para confirmar que se tratam mesmo de rochas espaciais. Nicolinha podrá se tornar a pessoa mais jovem do mundo a descobrir um asteroide oficialmente.

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