Novo unicórnio brasileiro será Mercado Livre do transporte rodoviário, segundo fundador – 30/11/2021 – Mercado

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Federico Vega, fundador do novo unicórnio brasileiro, quer fazer da Frete.com o Mercado Livre do transporte rodoviário no Brasil. Isso significa que, além de conectar transportadoras e caminhoneiros, serviço semelhante à empresa de transporte Uber, ele também oferece serviços financeiros e auxílio para digitalização dos clientes.

Sob o guarda-chuva da holding estão as startups do setor de transporte de cargas FreteBras, CargoX e FretePago, criadas em 2008, 2016 e 2021, respectivamente. Os investimentos que a levaram a esse patamar somam US$ 200 milhões (R$ 1,14 bilhão) e foram liderados por gestores como Softbank e Tencent, que também fizeram a sua precificação.

A ideia da empresa começou na Patagônia argentina, onde Vega nasceu. Andando de bicicleta, encontrava caminhoneiros e percebia os problemas do setor. “Temos um mundo que está defasado, porque as cargas e os caminhões estão offline”, afirma.

A ideia

“Hoje, o caminhoneiro fica rodando e procurando cargas. Entre 45% e 65% do tempo, ele fica vazio. A gente tem que trazer eficiência para o mercado ajudando a transportadora, que tem a carga, a encontrar caminhões online. Reduzindo a quantidade de tempo ocioso do caminhoneiro, ele ganha mais e o transportador economiza nos custos, porque utiliza a capacidade ociosa dos caminhões.”

Expansão

“Uma vez que fizemos conectamos as duas partes, pensamos: o mercado tem outros problemas. O caminhoneiro corre risco de um calote, a transportadora corre o risco de roubo de carga. Precisamos trazer segurança, e fazemos isso intermediando os pagamentos dentro da plataforma e oferecendo capital de giro para o caminhoneiro. Como se fosse o Mercado Livre.

O Mercado Livre começou conectando vendedores e compradores. Nós conectamos transportadores que tem cargas com caminhoneiros pela FreteBras. Depois disso, pensamos: temos que oferecer intermediação financeira e capital de giro, e assim criamos a FretePago, uma fintech que ajuda a mediar as transações. Depois criamos a CargoX, que ajuda as transportadoras a entrar no mundo digital. O grupo Frete.com tem três empresas.”

Digitalização

“Trabalhamos em um mercado extremamente fragmentado, trabalhamos com milhares de transportadoras e milhões de caminhoneiros. As transportadoras têm um processo muito manual para emitir documentação, monitorar o caminhão. Com a CargoX, ajudamos a digitalizar a operação, emitir documentação, monitorar o caminhoneiro.”

Patagônia

“Eu nasci na Patagônia argentina. Quando eu tinha 9 anos, já fazia viagens com uma associação de mountainbike pela região. Quando pedíamos água pela estrada, eram os caminhoneiros que paravam. Assim eu comecei a entrar no mundo de caminhões. Os caminhoneiros te abraçam quando você chega.

Quando eu comecei a estudar um pouco mais, e depois de ter feito um monte de viagens de bicicleta já adulto, comecei a interagir muito com esse mundo. Em todo posto de caminhoneiro que eu chegava, algum caminhoneiro me falava: aquela transportadora é ruim porque paga pouco pelo frete. E as transportadoras também falavam: olha, o caminhoneiro é muito caro e, quando pega a carga, me rouba.

Temos um mundo que está defasado, porque as cargas e os caminhões estão offline. Comecei na Argetina e vi que o terceiro maior mercado de caminhões é o Brasil e, além disso, está no centro da América Latina. Percebi que ia começar a acontecer o que ocorre hoje: os caminhões começam a entregar cargas na Argentina e empresas de transporte de lá querem contratar os caminhões brasileiros para fazer a viagem de retorno.”

Impacto do coronavírus no setor

“A pandemia fez no mundo de caminhões o mesmo que fez com ecommerce e entrega de comida. Em uma pandemia você não pode mais ir no posto fisicamente [para encontrar clientes], e o caminhoneiro e a transportadora precisavam de um lugar onde se encontrar no mundo virtual. Por isso começamos a crescer muito rápido e os investidores viram uma oportunidade. A gente hoje está com 1.300 colaboradores e vamos contratar 3.500 até o final de 2022.”

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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