No fim da COP26, China e Índia ganham briga pela continuidade do carvão – 13/11/2021 – Ambiente

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Nas últimas horas da COP26, a 26a Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a China e a Índia se uniram em defesa da continuidade do consumo de carvão. Os dois dependem majoritariamente do uso de carvão e defendem que os países em desenvolvimento não estão prontos para eliminar essa fonte de energia.

Nos corredores da conferência, até mesmo negociadores de países em desenvolvimento que não seriam afetados pelo texto concordaram com o argumento, em um sinal político ao mundo desenvolvido de que a COP26 não poderia entregar uma decisão considerada histórica e bem-sucedida sem se comprometer com o financiamento climático.


A menção à eliminação de subsídios aos combustíveis fósseis no texto da decisão da COP26 apareceu no rascunho publicado na última quarta-feira (10) e foi considerada histórica —a referência não aparecia em um documento da ONU desde o Protocolo de Kyoto (1997), segundo observadores das negociações.

“A COP26 exorta os países a acelerar a eliminação progressiva do carvão e dos subsídios aos combustíveis fósseis”, dizia o texto proposto pela presidência da COP26 na quarta. No entanto, havia dúvida sobre a chance da referência sobreviver ao final das negociações.

Ainda na quarta, a China anunciou junto aos Estados Unidos uma declaração com compromissos que incluíram a redução do consumo de carvão pela China na segunda metade da década.

Na plenária final da COP26, na tarde do sábado (13), a China citou que concordava com a decisão, mas discretamente sugeriu alterar o artigo 36 do texto final. “Certas expressões poderiam seguir a declaração conjunta EUA-China”, disse o porta-voz chinês.


Antes que a decisão fosse adotada, no entanto, a Índia se juntou à reivindicação, o que levou a um tenso intervalo de negociações informais. Foi nos corredores da plenária e fora dos microfones que os países acertaram a troca do termo “eliminação” por “redução” do consumo de carvão.

O parágrafo histórico da decisão, no entanto, já havia sido enfraquecido no último rascunho, com mudanças que foram atribuídas por observadores ao lobby das indústrias de petróleo e carvão.

Na última versão do texto, a frase passou a se referir apenas ao consumo de carvão “desenfreado” —interpretada como uma referência ao consumo maior dos países em desenvolvimento, em comparação com a matriz energética mais balanceada dos países desenvolvidos.

A referência à eliminação dos subsídios à energia de fontes fósseis ficou restrita a “subsídios ineficientes”. As brechas permitem ao setor continuar atuando com tecnologias vendidas como “mais limpas e eficientes”.

Apesar de ter concluído a regulamentação do Acordo de Paris, a COP26 foi encerrada com clima de fracasso diante da urgência climática. Ao evitar se comprometer com o aumento do financiamento para ações climáticas, o bloco desenvolvido gerou uma reação entre os países em desenvolvimento, que também não apresentaram metas de redução de emissão mais ambiciosas.

A jornalista viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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