Neymar demonstrou cansaço mental e visão pessimista sobre o futuro – 12/10/2021 – Tostão


A seleção brasileira, que costuma vencer ou pelo menos não perder, mesmo quando joga mal, tem nove vitórias e um empate nas dez partidas pelas Eliminatórias. Já a Argentina, que tem atuado muito bem, está invicta há 24 jogos, com 15 vitórias e nove empates, a maior invencibilidade atual entre as seleções de todo o mundo.

O sistema defensivo do Brasil é melhor que o da Argentina, por ter um grande goleiro (qualquer um dos três) e dois excepcionais zagueiros (Marquinhos e Thiago Silva), além de ser bem protegido por dois volantes bastante marcadores (Casemiro e Fred), embora a Argentina tenha melhorado muito com as descobertas de um ótimo goleiro (Emiliano Martínez) e um excelente zagueiro (Cristian Romero).


A superioridade da Argentina sobre o Brasil está no meio-campo, com a presença de um trio talentoso, formado por um volante (Paredes) e um meio-campista de cada lado (De Paul e Lo Celso), que marcam e atacam, além de Messi, que volta para formar um quarteto. Os quatro se aproximam, trocam passes e fazem triangulações até a área adversária, formando um bloco. Já a seleção brasileira possui dois volantes em linha, recuados, que entregam a bola para Neymar fazer a conexão com o ataque.

Contra a Colômbia, os únicos dois ótimos momentos ofensivos do Brasil ocorreram no primeiro tempo, quando Neymar recebeu a bola perto do gol e deu dois precisos passes, para Paquetá e Fred, livres, perderem os gols. É aí o lugar de Neymar, mais perto da área. Foi a única vez no jogo em que Fred chegou ao ataque.

A Argentina já definiu a equipe titular e a maneira de jogar há tempos, com pequenas variações, enquanto o Brasil muda a cada partida, na escalação e na estratégia. Em cada convocação, há uma nova esperança. Dessa vez, é Raphinha. Outros já foram também badalados e, posteriormente, substituídos, como Everton Ribeiro, Gerson, Everton Cebolinha, Arthur, Bruno Guimarães e Renan Lodi. Se Gabigol fizer dois gols em uma partida, será comparado a Romário e a Ronaldo.

No trabalho de um treinador, tão importante quanto o conhecimento científico é a capacidade de ver os detalhes, subjetivos e objetivos, e de fazer as escolhas certas, individuais e coletivas. Vejo Tite confuso e inseguro, embora reconheça as dificuldades, como a de decidir entre jogadores do mesmo nível em várias posições.

O Brasil precisa evoluir coletivamente. Itália e Espanha não têm um jogador como Neymar nem um elenco superior ao do Brasil, mas jogam no mesmo nível de qualquer equipe europeia, incluindo a França, a melhor de todas.

Enquanto Messi mostra, a cada jogo, a mobilidade e a velocidade de um garoto, Neymar, recentemente, na seleção e no PSG, tem sido lento, pesado, sem dar suas incríveis arrancadas até o gol. Seria uma situação passageira ou um declínio físico? Neymar é jovem, mas cada atleta tem sua história.

Neymar, em uma recente entrevista, demonstrou um cansaço mental, um fastio pela fama e uma visão pessimista de que a Copa no Qatar deve ser sua última. Ele, tão envolvido com o mundo das redes sociais, parece perceber o desprazer e o perigo dessa intimidade. As celebridades, com frequência, sentem-se inseguras, estranhas, diante da divisão entre a criatura e a personagem.

Pressinto que Messi e Neymar, por acharem que em 2022 será o último Mundial, vão se preparar muito para brilhar intensamente, como fez Pelé na Copa de 1970. Porém, só um poderá ser campeão.


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