‘Não quero pensar no que passou’, diz Rafaela Silva rumo a Paris 2024 – Esportes

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Não foram dois anos apenas longe das competições. Foram dois anos sem vestir um quimono, sem poder frenquentar o clube em que treinava, sem ter contato com o que fez parte da sua formação como pessoa. Rafaela Silva, suspensa por doping em agosto de 2019, enfim está de volta ao judô. Resiliente, a atleta de 29 anos não quer pensar no que passou, mas focar no que ainda está por vir rumo aos Jogos Olímpicos Paris 2024.


Depois de conquistar o ouro no Pan-Americano Lima 2019, o exame antidoping apresentou resultado positivo para a substância fenoterol, um broncodilator usado em doenças respiratórias que, de acordo com atleta, apareceu acidentalmente em seu exame. Em janeiro do ano seguinte, apesar das suspeitas, a campeã olímpica na Rio 2016 levou um ippon. Estava mesmo fora de Tóquio 2020 fossem eles adiados ou não. Ainda em dezembro do mesmo ano, veio a confirmação da suspensão no CAS (Corte Arbitral do Esporte, na sigla em inglês).





As restrições então não estavam somente ligadas às competições. Treinar era um impedimento. Pior do que uma lesão, por exemplo, em que o atleta pelo menos convive com seus companheiros de clube e médicos designados para o tratamento. A campeã olímpica da Rio 2016, que surgiu para o grande público ainda no Mundial de 2013, disputado também em sua cidade, passou por momentos complicados.


Nessa entrevista exclusiva ao R7, a primeira desde que foi liberada da suspensão, a atleta da categoria até 57 kg contou como foi esse período, a mudança para o Flamengo e o que espera daqui em diante. Rafa, que integra o programa esportivo das Forças Armadas, volta a competir no fim de outubro, no Mundial Militar, em Paris, na França; e, depois, em novembro, no Grand Slam de Baku, no Azerbaijão.


R7: Como foi esse período longe dos tatames para você? Em algum momento você pensou em se aposentar do judô?


Rafaela Silva: Ah… Ficar 24 meses afastada do judô, sem poder treinar, sem pisar no tatame, sem competir, sem estar no ambiente que eu vivi minha vida inteira… Foi bem difícil. Mas em nenhum momento eu pensei em parar. Pensei, sim, em quanto tempo faltava para eu poder voltar a fazer o que fiz a minha vida inteira, que era treinar e competir.


R7: O que levou você a mudar para o Flamengo?


Rafa: Mudar de clube, depois de tantos anos no Reação, foi uma decisão difícil, porque nunca mudei no alto rendimento de clube, de agremiação. Tenho um carinho e respeito enorme pelo Reação, uma história lá. Depois desses dois anos parada, fiz a escolha de buscar um novo clube pensando nos meus objetivos. Um dos pontos que pesou também foi o fato do meu treinador, Geraldo Bernardes, ter se afastado um pouco, por ter se mudado para o Rio Grande do Norte. Ele era uma pessoa que me acompanhava no dia a dia.






R7: Como foi ser recepcionada com o “quimono loiro” (com detalhes em amarelo, uma referência ao ouro olímpico), como você escreveu nas redes sociais?


Rafa: Fui muito bem recebida no Flamengo. Estou me adaptando muito bem, focada nos meus treinos e em novas conquistas, novas medalhas, focada em voltar a lutar o meu melhor judô.


R7: A virada de Londres 2012 para Rio 2016 mostrou que você se recupera, e muito bem, das adversidades. Ficar fora de Tóquio 2020 pode ser um sinal para Paris 2024?


Rafa: Com certeza. Foi bem duro o que eu vivi depois de Londres, algo por que ninguém quer passar. Ao mesmo tempo, aquilo me deu forças, me impulsionou e me fez focar ainda mais para conquista do ouro em 2016.





R7: E como está sua preparação para este ciclo olímpicos?


Rafa: Fiquei fora dos Jogos de Tóquio, mas estou muito forte para brigar pela vaga em Paris. Quem sabe, poder representar o Brasil em mais uma edição de Olimpíadas, disputando duas medalhas, já que além do individual, agora temos a competição por equipes também.


R7: É possível dizer que o judô evoluiu nesse dois anos em que você ficou sem competir?


Rafa: Pude acompanhar bem as competições nesses dois últimos anos. De regra não teve muitas mudanças, mas muitos atletas novos apareceram em várias categorias.





R7: Como você se imagina na próxima Olimpíada? Já pensou que pode liderar uma equipe muito forte do judô brasileiro?


Rafa: Acho que, nesse período que fiquei fora, uma das coisas em que mais pensei foi em Paris 2024. É o meu objetivo. Não quero mais ficar pensando no que aconteceu, no que passou. Estou forte, estou me sentindo bem e vou treinar forte para seguir evoluindo. Quero chegar bem para brigar pela vaga e não quero apenas a classificação, quero chegar com chances para lutar por uma medalha para o Brasil.





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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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