Não existe um jeito superior de viajar, diz autora de livro – 01/12/2021 – Check-in

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O blog Check-in agora está em endereço novo e, para marcar essa mudança, trago o relato de Luísa Ferreira (@janelasabertas), que está lançando um livro justamente sobre transformações envolvendo viagens.

De acordo com ela, “Guia de viagens pra dentro e pra fora” é um manifesto por jornadas com mais profundidade e senso crítico, sem deixar de lado a leveza, a criatividade e a poesia.

Com várias histórias vividas pelo mundo e dicas práticas, a jornalista aborda temas ligados ao autoconhecimento, turismo responsável e planejamento de viagens.

Abaixo, um trecho do livro, que está sendo lançado por uma campanha de financiamento coletivo que funciona como uma pré-venda.

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O que não falta no mundo de viagens é a presunção de que existe um jeito superior de viajar. Muitas vezes, esse discurso divide as pessoas entre “saidores da zona de conforto” versus “conformadas com a rotina”, ou “mochileiras descoladas” versus “turistas bitoladas” e similares. Não sei você, mas eu acho isso muito simplista. Afinal, somos mais do que rótulos maniqueístas.

Mas parece que essa mania de hierarquia entre viajantes é bem antiga: dizem que essa necessidade de distinção social é milenar, tendo sido observada 2.000 anos atrás entre romanos que competiam sobre quem tinha a experiência de estilo de vida grego mais autêntica.

“Como numa caricatura das relações sociais que mantêm em casa, os geólogos da Antártica se sentem superiores aos antropólogos durante suas viagens, que por sua vez se sentem superiores aos jornalistas de viagens, que se sentem superiores aos mochileiros, que se sentem superiores aos turistas de massa”, diz o livro “Couchsurfing Cosmopolitanisms” (tradução livre).

Para algumas pessoas, o ideal é conhecer muitos destinos diferentes numa só viagem; para outras, é mais gostoso ter uma rotina em cada lugar. Algumas precisam ou preferem economizar cada centavo, e outras não abrem mão de certo luxo. Tem quem ame seguir o fluxo imprevisível da vida, enquanto outras adoram planejar tudo. E, ao contrário do que muita gente parece pensar, não é escolher entre uma mochila ou mala de rodinhas que define uma viagem.

Viajar tem a ver com superar limites, sair da zona de conforto e experimentar coisas diferentes. Por isso, em muitos casos vale a pena tentar realizar aquilo que o medo ou a mesmice da rotina não te levariam a fazer naturalmente. Mas viajar também tem muito a ver com respeitar quem você é, o momento que está vivendo e o que você sente que é confortável, seguro ou agradável.

Se não estiver fazendo mal ao destino, você não precisa se preocupar com as opiniões de parentes, colegas ou seguidores nas redes sociais sobre seu jeito de viajar. O que importa é o que VOCÊ quer hoje – lembrando, é claro, que amanhã isso já pode ser algo totalmente diferente.

Pergunte-se: ao planejar uma viagem, você pensa no que realmente quer, ou se deixa influenciar pela ideia que outras pessoas têm sobre uma viagem legal?

Aviso aos passageiros 1: Na estrada desde 2016, Manoela Ramos tem tanta história para contar que publicou o livro “Confissões de Viajante (Sem Grana)”

Aviso aos passageiros 2: Joana Silva escreveu um livro recentemente sobre o período em que viveu na China, o “As Lições que eu Aprendi Viajando e Morando na China”


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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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