Na mesma, PIB ainda despiora, volta a 2019 e deixa o povo para trás, sem emprego e renda – 01/09/2021 – Mercado

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A economia brasileira não cresceu nada no segundo trimestre, em relação ao primeiro. No número exato, caiu um tico, 0,054%, o que continua a ser nada. Isso mexe com aquelas estimativas de que o país cresceria perto de 5% neste 2021? Não. Mas onde está, estará ou estaria esse crescimento? É uma recuperação das perdas de 2020, quase apenas isso, embora mais rápida do que se esperava até fins do ano passado. É uma despiora, de resto horrível em termos sociais: a recuperação do PIB é desigual e não se reflete em consumo, salários, emprego. Enfim, na média dos PIBs trimestrais, 2021 vai ser bem melhor do que 2020 e mais ou menos igual a 2019.

O PIB do segundo trimestre foi um pouco pior do que a estimativa média dos economistas que trabalham na finança, “o mercado”. O que houve?

Basicamente, o investimento em novas fábricas, casas, equipamentos, máquinas etc. caiu além da conta (e a economia parou de “investir” em estoques, o que tinha engordado o PIB do primeiro trimestre).

O dito “consumo das famílias” (consumo privado) ficou estagnado (todas essas comparações são com o primeiro trimestre). Nos últimos quatro trimestres, o PIB cresceu 1,8%. O consumo privado caiu 0,4%.

Note-se de passagem que o PIB trimestral já voltou ao nível anterior ao da epidemia. Mas, por exemplo, o número de pessoas ocupadas e a massa (soma) dos rendimentos do trabalho ainda não. O número de pessoas ocupadas no segundo trimestre deste ano é ainda inferior ao do segundo trimestre de 2019 (-6%). A massa de rendimentos também está cerca de 6% abaixo do que se via em meados de 2019.

Em resumo, os números mais gerais do PIB indicam que quem tem dinheiro não gasta ou não investe tanto (em novas atividades e bens de produção, em “capital fixo”); um monte de gente perdeu renda ou não tem nenhuma. Essa é a história principal do PIB. No mais, ainda dá para crescer, “despiorar”, algo perto de 5%. Isto é, se não houver colapso de energia e se Jair Bolsonaro não conseguir destruir o que sobra da economia.

Quando se considera a produção, a agricultura encolheu. Mas isso não é lá muito importante. Estamos falando aqui de décimos de porcentagem aqui (de um décimo, aliás).

Seria importante prestar atenção à taxa de poupança da economia em geral: chegou a 20,9% do PIB, a maior deste século, e bem maior que a taxa de investimento (em novas atividades e bens de produção).

Grosso modo, o país não está “gastando”, por precaução ou penúria. Uns têm medo do futuro; outros não têm presente.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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