Mudança de nome, vazamentos e queda: o ano 2021 do Facebook

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2021 foi um ano para se esquecer na vida de Mark Zuckerberg. Com exceção de quando apareceu surfando em uma prancha elétrica carregando uma bandeira dos EUA, o fundador do Facebook só ganhou os noticiários com manchetes negativas sobre ele e sua empresa, que vão desde vazamentos de dados, até um apagão.

A coisa foi tão feia lá em Menlo Park em 2021, que foi necessário trocar o nome da controladora das empresas de propriedade do Facebook para tentar conter um pouco a crise de imagem. Mas, em um primeiro momento, até isso não deu tão certo e a mudança para Meta foi alvo de piadas e acusações de plágio no logo.

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O Facebook passou por tanta coisa em 2021 que o Olhar Digital precisou preparar uma mini retrospectiva para poder elencar tudo que não deu certo para a maior rede social do mundo em seu décimo sétimo ano de existência.

Investigação antitruste

O ano começou com um problema herdado de 2020, uma investigação antitruste na Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), órgão que é semelhante ao nosso Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por regulamentar a concorrência dentro de mercado no país.

O órgão investiga o Facebook por práticas que prejudicam a concorrência no mercado de redes sociais, como a compra de outras empresas, como ocorreu com Instagram e WhatsApp, ou o estrangulamento por meio da adição de determinados recursos em suas plataformas, como foi feito com o Snapchat.

No decorrer do ano, a empresa chegou a pedir o afastamento da presidente do FTC por parcialidade. De acordo com a empresa, Lina Khan, uma crítica ferrenha do poder das “Big Techs”, estaria direcionando os trabalhos do órgão para uma decisão contrária ao Facebook no julgamento do caso.

Vazamento de dados de contas

Em abril de 2021, veio a primeira grande falha envolvendo o Facebook. Na ocasião, a rede sofreu uma gravíssima violação de segurança e os dados de 533 milhões de contas de usuários foram vazados e ficaram disponíveis na internet.

Informações sensíveis, como números de telefone e e-mails ficaram na mão de hackers e foram vendidos para qualquer pessoa que pudesse pagar. Essa, inclusive, não foi a primeira vez que a rede de Zuckerberg passou por uma situação assim. Em 2019, outro vazamento expôs milhares de números de telefone.

Na ocasião, o Facebook garantiu que o problema havia sido resolvido e os dados estavam seguros. O site de mapeamento de vulnerabilidades “Have I Been Pwned?” pode mostrar se você teve dados vazados. Para saber, basta acessar o site e digitar todos os endereços de e-mail que você utiliza com a rede social.

As denúncias de Frances Haugen

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Frances Haugen vazou uma série de documentos internos do Facebook para realizar denúncias contra a empresa. Imagem: Divulgação CBS

A principal crise de imagem enfrentada pelo Facebook em 2021 foi o vazamento de documentos internos pela ex-funcionária da empresa Frances Haugen, Ela se demitiu, mas não sem antes levantar um dossiê contra a companhia e divulgá-lo para um consórcio de veículos de imprensa.

Entre as denúncias de Haugen, está a alegação de que o Facebook foi alertado por funcionários que o foco em engajamento da rede social estava ajudando no espalhamento de notícias falsas. Porém, a empresa teria ignorado os avisos em nome da maximização dos lucros e do domínio do mercado.

Outra denúncia da ex-funcionária dizia que a empresa sabia que o Instagram era um ambiente tóxico para adolescentes e jovens adultos, mas não fez nada para mudar esse cenário. Isso fez com que o CEO do Instagram, Adam Mosseri, fosse convocado a prestar esclarecimentos no Senado dos Estados Unidos.

Queda geral

Queda do WhatsApp repercute nas redes sociais: confira os memes que bombaram
Queda das redes sociais da Meta gerou uma onda de memes nas redes sociais. Imagem: Reprodução

Em 4 de outubro, o Facebook passou por aquele que pode não ser o mais grave, mas certamente será o episódio mais lembrado do turbulento ano de 2021 da empresa. Em um início de tarde que tinha tudo para ser tranquilo, os serviços de todas as redes do conglomerado sofreram uma queda de mais de seis horas.

Entre às 13h e às 18h daquela segunda-feira, Facebook, Instagram e WhatsApp não funcionaram por conta de uma falha no DNS. O problema também afetou outras plataformas, como o Telegram, que enfrentou um aumento abrupto no número de downloads e acessos simultâneos e apresentou instabilidades.

O apagão gerou uma série de efeitos negativos, como perda de negócios para empresas que utilizam as redes sociais para se comunicar com seus clientes e realizar vendas. Só de publicidade, estima-se que a empresa tenha perdido US$ 80 milhões (cerca de R$ 435 milhões, na cotação do dia).

Mark Zuckerberg interagindo com avatar
Usuários não gostaram muito da estética escolhida por Zuckerberg para anunciar a mudança de nome de sua empresa. Crédito: Meta/Divulgação

Com tantos arranhões em sua imagem, o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, tomou uma decisão ousada para tentar melhorar a imagem pública da companhia. Notório entusiasta do conceito de “metaverso”, Zuckerberg resolveu mudar o nome da controladora de suas empresas para Meta Platforms.

O anúncio foi feito durante um evento na sede da empresa, em que Zuckerberg apresentou o que acredita ser o futuro das comunicações em das redes sociais. Para o empresário, as casas dos usuários serão espaços pessoais, de onde eles vão poder se teleportar para onde quiserem, como e quando quiserem.

Porém, a estética do anúncio não foi muito bem recebida pelo público. Segundo alguns usuários, o Metaverso imaginado por Zuckerberg lembra muito o universo distópico do episódio “Quinze Milhões de Méritos”, o segundo da primeira temporada da série britânica Black Mirror, que agora é da Netflix.

Pior empresa do ano

Por mais que essas tenham sido as piores crises enfrentadas pelo Facebook, ou Meta, como queiram, em 2021, elas não foram as únicas. A empresa também passou por crises severas de imagem junto ao público e foi bastante criticada em pesquisas de opinião.

Um levantamento da CNN dos Estados Unidos realizado em novembro mostrou que três em cada quatro adultos acreditam que o Facebook está ajudando a piorar a sociedade americana. Segundo a pesquisa, 49% das pessoas conhecem alguém que passou a acreditar em teorias da conspiração por conta da plataforma.

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Em uma outra pesquisa, realizada pelo Yahoo Finance, o Facebook foi eleito como a pior empresa de 2021 pelos usuários do site. O desempenho da empresa neste levantamento foi tão ruim, que a companhia teve 50% mais votos que o segundo colocado, a plataforma de comércio eletrônico chinesa Alibaba.

Porém, apesar do ano ruim, esse não é o fim do mundo para a Meta, já que a empresa controla duas das redes sociais mais usadas no mundo, além do aplicativo de troca de mensagens mais popular do planeta. Ou seja, nada é 100% ruim para uma companhia com um poder deste tamanho.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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