Ministro da Defesa do Peru se demite após denúncias de promoção irregular de militares – 09/11/2021 – Mundo

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O governo do presidente Pedro Castillo no Peru, em crise constante desde que assumiu, assistiu à saída de mais um ministro nesta segunda-feira (8). O titular da pasta de Defesa, Walter Ayala, apresentou sua renúncia após virem à público informações de que ele teria buscando promoções para militares próximos ao chefe de Estado.

Castillo ainda não confirmou se aceita a renúncia de Ayala, um ex-juiz. Caso aceite, seria o décimo ministro trocado em seu gabinete em pouco mais de três meses de governo –ele tomou posse em julho. Há uma semana, Luis Barranzuela (Interior) deixou o governo após realizar uma festa em meio à proibição para eventos do tipo no país.

O novo capítulo da crise no governo teve início após o presidente demitir os comandantes do Exército, general José Vizcarra, e da Força Aérea, Jorge Chaparro. Os dois disseram, posteriormente, que foram pressionados para promover de maneira irregular algumas figuras das Forças Armadas. Segundo afirmam, as tentativas partiram do ministro Ayala e de Bruno Pacheco, secretário de Castillo.

“Respondi que [não faria isso] de maneira nenhuma, que iria respeitar a meritocracia e os procedimentos que estavam estabelecidos na lei”, disse Chaparro ao jornal peruano El Comercio. Após as declarações, parlamentares de oposição anunciaram que tentariam retirar o ministro do cargo. Horas depois, ele apresentou sua renúncia.

“Coloco meu cargo à disposição, agradecendo ao meu país e cumprindo meu dever com a pátria”, escreveu Ayala em uma publicação no Twitter. “Não usem pretextos contra a democracia”, completou.

Os dois ex-comandantes vão testemunhar na tarde desta terça na Comissão de Defesa e Ordem Interna do Congresso peruano, que deve avaliar o pedido de uma investigação sobre possíveis pressões exercidas por Pedro Castillo nas Forças Armadas. Teriam sido favorecidos os generais Ciro Bocanegra Loayza e Carlos Sánchez Cahuancama, dizem Vizcarra e Chaparro.

O parlamentar José Williams Zapata, do Avança País, que preside a comissão, disse que mesmo a saída de Ayala –caso a renúncia seja acatada por Castillo– não coloca um ponto final na crise.

O congressista afirmou que as denúncias revelam um “grande erro” das autoridades políticas. “Já vimos que envolver as Forças Armadas na política é o pior que se pode fazer”, disse. “As Forças Armadas não são do presidente, não são do governo, mas sim da nação, do povo, e devem obedecer à Constituição.”

Em uma rede social, o Comando Conjunto das Forças Armadas postou um vídeo no qual, ainda que sem fazer menção às denúncias, diz que “um dos fatores mais importantes dos militares é o respeito”.

Há um mês, em busca de governabilidade, Castillo trocou o presidente do Conselho de Ministros, figura que no Peru corresponde ao cargo de premiê, e parte de seu gabinete ministerial. Os novos nomes propostos pelo presidente foram motivo de divergências internas no partido governista, o Perú Libre, e aprovados na última quinta (4) pelo Legislativo.

Pedro Castillo derrotou com uma pequena margem a direitista Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, que liderou o país de 1990 a 2000 e está preso por corrupção e crimes contra a humanidade.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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