Krejcikova fecha jornada surpreendente com título inédito em Roland Garros – 12/06/2021 – Esporte


A tenista tcheca Barbora Krejcikova, 25, é a mais nova vencedora de um torneio do Grand Slam. Neste sábado (12), ela derrotou a russa Anastasia Pavlyuchenkova, 29, por 2 sets a 1 (6/1, 2/6 e 6/4) e conquistou o título de Roland Garros.

A final surpreendeu por reunir duas tenistas pouco cotadas no início do campeonato e que nunca haviam feito uma decisão de um evento desse nível. Krejcikova, 33ª colocada do ranking, nem sequer era cabeça de chave e entrou pela primeira vez no top 50 em março deste ano. Agora subirá para a 15ª posição.

Pavlyuchenkova, 32ª, integra o grupo das 50 melhores desde 2008 e levou 52 participações em Slams para chegar a uma final (um recorde no circuito) —parou seis vezes nas quartas.

“É difícil reunir as palavras agora. Não consigo acreditar no que acabou de acontecer, que acabei de ganhar um Grand Slam”, disse Krejcikova.

Com exceção do primeiro game, quando fez duas duplas faltas e teve seu saque quebrado, a tenista da República Tcheca dominou o início da partida com uma performance de manual. Exibiu repertório variado de golpes enquanto a rival se apressava na definição dos pontos e precisou de apenas 30 minutos para emendar seis games consecutivos: 6/1.

Mais paciente, a russa reagiu no segundo set, enquanto Krejcikova passou a errar mais. Mesmo com a necessidade de receber atendimento médico e enfaixar a coxa esquerda, Pavlyuchenkova se manteve superior e fechou a parcial em 6/2.

No desempate, marcado pela tensão diante da oportunidade inédita para ambas, a tcheca voltou a ser superior e fechou o jogo com 6/4 após 1 hora e 58 minutos de partida. Venceu quem acertou mais (34 bolas vencedoras contra 23), ainda que também tenha cometido mais erros não forçados (31 a 16).

Krejcikova jogará neste domingo (13) a final de duplas, ao lado da compatriota Katerina Siniakova. Elas enfrentarão a parceria da americana Bethanie Mattek-Sands com a polonesa Iga Swiatek.

A nova campeã de simples já tem um currículo bastante respeitável nas duplas: conquistou dois títulos de Slam (Roland Garros e Wimbledon) ao lado Siniakova e foi número 1 do mundo, em 2018. Possui ainda três troféus do Australian Open em duplas mistas. Ela poderá voltar à liderança do ranking caso triunfe na decisão de domingo.

Com a conquista deste sábado, Krejcikova alcançou o que almejava: reproduzir em simples o sucesso obtido cedo nas duplas. Foi nesse terreno que ela desenvolveu ferramentas para um jogo bem variado e tático, além de ter acumulado experiência em importantes decisões. Seu primeiro troféu individual foi conquistado há duas semanas, em Estrasburgo.

Krejcikova teve como mentora no início de carreira a compatriota Jana Novotna, campeã de Wimbledon em 1998 e que morreu em 2017, vítima de um câncer.

“Eu passei por um período muito difícil quando Jana estava morrendo. Eu estava com ela a maior parte do tempo e queria estar ali porque achava que ia me fazer muito forte. As últimas palavras dela foram ‘aproveite, tente ganhar um Grand Slam’. Sei que, de algum lugar, ela está cuidando de mim”, disse.

A única tenista do país a ganhar no saibro francês até então havia sido Hana Mandlikova, 40 anos atrás, em 1981. Martina Navratilova (1975), Renata Tomanova (1976), Lucie Safarova (2015) e Marketa Vondrousova (2019) foram vices.

Roland Garros se manteve em 2021 como um ótimo palco para “iniciantes”. Após Garbiñe Muguruza, Jelena Ostapenko, Simona Halep, Ashleigh Barty e Iga Swiatek, a tcheca se tornou a sexta em seis anos a conseguir seu primeiro título de Slam em Paris.

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