Jovem de 24 anos com Covid-19 precisa de ‘pulmão artificial’ e família luta por R$ 240 mil para tratamento | Mais Saúde


A família de um jovem de 24 anos que sofre com complicações da Covid-19 luta para conseguir o valor de R$ 240 mil para pagar o tratamento com Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), conhecido como um pulmão artificial. Morador de São Vicente, no litoral paulista, o engenheiro Kauê Janak Alvarez Claudino está internado há 13 dias, e a família fez sua transferência para a Capital, para ele fazer a ECMO e ter maiores chances de recuperação.

“Não é uma cura, mas é uma grande chance. Somos de família humilde, estamos fazendo o impossível”, desabafa Alessandra Alvarez, mãe de Kauê.

Ao G1, ela explicou que o filho começou a apresentar os sintomas no dia 11 de junho. Com o quadro piorando, ele foi diversas vezes ao hospital, e foi internado no dia 23 do mesmo mês. Dois dias depois, precisou ser intubado. Desde então, explica a mãe, a equipe tenta fazer diversos tratamentos para a melhora do rapaz.

“Ele usa a manobra de prona, respondeu às primeiras, mas da quarta em diante não está respondendo mais. Ele ainda tem outros problemas, precisa fazer hemodiálise nos rins, teve bactéria e usa 100% do oxigênio”, conta Alessandra. Mesmo sem comorbidades, ele teve problemas como bronquite durante a infância, e os médicos avaliam se essa pode ter sido a causa da gravidade do quadro. Diante da constante piora, a família decidiu, após buscar informações com a equipe médica, fazer a ECMO.

Kauê é casado e tem uma filha de sete meses — Foto: Arquivo Pessoal

O equipamento age como um pulmão artificial e oxigena o sangue fora do corpo. Utilizado em casos de Covid-19, ele é um tratamento que não é feito em muitos hospitais, e tem um custo alto. Alessandra conta que os médicos decidiram fazer a transferência do rapaz o mais rápido possível, para melhorar as chances de recuperação.

A transferência aconteceu nesta segunda-feira (4), de um hospital em Santos, cidade vizinha, onde estava internado, para a capital paulista, onde há o tratamento necessário. Para que ele fosse encaminhado a essa unidade, a família precisou de R$ 190 mil. Alessandra conta que os parentes tiveram que buscar empréstimos e pedir ajuda de amigos próximos. Contando esse valor, mais outros custos, eles calculam R$ 240 mil em despesas para que o rapaz passe pelo tratamento.

O engenheiro é casado e tem uma filha de apenas 7 meses. Alessandra conta que ele tem uma ligação muito especial com a menina, e que o período de internação, com piora no quadro, está sendo desesperador para os familiares, que vivem uma incerteza constante. Desde então, eles criaram um perfil nas redes sociais, ‘Salvem Kaue Janak’, para ajudar na arrecadação do valor do tratamento. “Kaue e a família estão lutando contra o tempo”, diz a descrição do perfil.

Família luta para conseguir valor do tratamento e aumentar chances de recuperação do jovem — Foto: Arquivo Pessoal

“Estou noites sem dormir, sem comer, parece um pesadelo. Quando você vê um jovem de 24 anos assim, é surreal para mim. Eu só peço a Deus para não perder minha fé”, desabafa a mãe.

A fisioterapeuta intensivista e professora na Universidade Santa Cecília, Maria Flávia Caseri Cardoso, explicou ao G1 o papel da Oxigenação por Membrana Extracorpórea. “É um aparelho que faz o sangue circular pelo corpo, mas o principal foco da ECMO é a membrana de oxigenação. A forma mais correta de definir é ‘circulação pulmonar artificial'”, diz a especialista.

Em alguns pacientes, o pulmão se torna incapaz de absorver o oxigênio, e devido a isso, é preciso “substituir” o órgão. Nesse momento, o equipamento age como um pulmão artificial e oxigena o sangue fora do corpo. “Quando a gente chega em um certo ponto da ventilação mecânica que não consegue ofertar mais volume de ar, não consegue melhorar a pressurização para manter a via aérea aberta, quando chega no limite de segurança para o paciente, entra a ECMO para ajudar”, descreve Maria Flávia.

Kauê foi transferido para um hospital na capital paulista — Foto: Arquivo Pessoal

O tratamento ficou conhecido por ter sido utilizado em diversas pessoas contra a Covid-19, dentre elas o ator Paulo Gustavo, que fez uso do equipamento. A fisioterapeuta conta que, nos casos de pessoas que se infectaram com o vírus, esse tratamento pode ser necessário pelo fato de o pulmão ser o órgão mais prejudicado.

“A forma mais grave de Covid é uma forma que reduz muito a complacência pulmonar, que é o quanto ele distende para receber o ar que entra. Por conta da inflamação, fica cheio de edema, inchaço, material inflamatório, pus, então, esse pulmão fica rígido. Imagina ventilar um paciente com um pulmão que não expande, ocorre a limitação ventilatória”, salienta.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original



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