Guerra na Ucrânia: Rússia usa míssil hipersônico no oeste do país – 19/03/2022 – Mundo

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A Rússia afirmou neste sábado (19) que lançou mísseis hipersônicos Kinjal para destruir um depósito de armas na cidade de Ivano-Frankivsk, no oeste da Ucrânia. Essa teria sido a primeira vez que os russos usam armas do tipo desde o início da guerra no Leste Europeu, de acordo com a agência de notícias Interfax.

Armas rápidas que podem evitar a detecção por sistemas de defesa antimísseis, os mísseis Kinjal, segundo os militares russos, podem atingir alvos a uma distância de mais de 2.000 km.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que o depósito atingido na sexta-feira (18) abrigava mísseis ucranianos, informação que não pôde ser confirmada de maneira independente. Ele também alegou que forças russas destruíram rádios militares e centros de reconhecimento ucranianos perto da cidade portuária de Odessa usando sistemas russos de mísseis costeiros Bastion.

No 24º dia de guerra, a cidade portuária de Mariupol, área estratégica para a construção de uma ponte ligando a península da Crimeia, anexada pela Rússia, à região do Donbass, onde estão duas autoproclamadas repúblicas separatistas, assistiu à intensificação dos ataques.

O Ministério da Defesa da Rússia alega que suas tropas, com apoio dos separatistas do leste, apertaram o cerco e já estão presentes no centro da cidade, de 400 mil habitantes. Autoridades da Ucrânia, por sua vez, afirmam que os bombardeios na região têm prejudicado a busca por sobreviventes e descrevem Mariupol como uma região sensível.

O governo local calcula que 40 mil pessoas tenham deixado a cidade nos últimos cinco dias e que outras 20 mil esperem para ser retiradas, somando-se aos mais de 6,4 milhões de deslocados internos.

Também afirmam que 2.500 pessoas morreram desde o início da invasão russa, informação difícil de ser confirmada de forma independente, em especial porque organizações internacionais, como as Nações Unidas e a Cruz Vermelha, têm pouco ou nenhum acesso ao local. Até aqui, a ONU confirma a morte de 816 civis em toda a Ucrânia, ainda que reconheça tratar-se de uma cifra subnotificada.

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshchuk, afirmou que o país pretende abrir dez corredores humanitários para retirada de civis neste sábado. Um deles seria justamente em Mariupol, embora esforços anteriores tenham sido frustrados uma vez que o cessar-fogo temporário, acordado em negociações, foi desrespeitado.

À rede americana BBC um parlamentar ucraniano cujos pais estão em Mariupol descreveu o cenário como “medieval”. “As pessoas estão sem comida e sem água”, disse Dmitro Gurin. “E, há vários dias, tanques começaram a atirar em prédios residenciais. Todos estão sentados em seus apartamentos e porões pensando se vão morrer na próxima hora.”

A Ucrânia havia afirmado, na sexta, que perdera acesso ao mar de Azov, região onde está Mariupol, “temporariamente”.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), um think tank americano, disse em seu último relatório, porém, que as forças russas continuam a obter ganhos territoriais apenas no entorno da cidade, portuária e não no centro da região, em grande parte devido a problemas logísticos e de abastecimento das tropas.

Também foram registrados novos bombardeios em Zaporíjia, na porção sul do país, onde pelo menos nove pessoas morreram e 17 ficaram feridas, disse o vice-prefeito Anatoli Kurtiev. O governo decretou toque de recolher na região por pelo menos 38 horas.

Enquanto isso, as negociações diplomáticas seguem com resultado incerto. A última semana foi marcada por declarações otimistas, sobretudo vindas de Moscou, sobre um possível acordo.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, disse em seu último discurso que “chegou a hora de conversar”, e a chancelaria russa sinalizava que um acordo sobre a neutralidade ucraniana, demandada pelo líder russo Vladimir Putin, poderia estar na esteira.

Até agora, porém, nenhum cessar-fogo foi formalizado. O principal assessor de Zelenski, Mihailo Podoliak, voltou a criticar, em uma rede social, a falta de disposição da Otan (aliaça militar ocidental) para estabelecer uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, demanda que o governo local reforçou na última semana. “Essas declarações encorajam a Rússia a massacrar a Ucrânia”, afirmou.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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