Gestão Doria diz que deputado que propõe CPI da publicidade de SP desconhece contas públicas – 29/09/2021 – Painel


Em meio à coleta de assinaturas na Assembleia Legislativa de São Paulo para a criação de uma CPI que investigue os gastos de publicidade da gestão João Doria (PSDB), o governo paulista afirmou nesta quarta (29) que o orçamento da Secretaria de Comunicação para 2021 é de R$ 38% abaixo da média dos últimos dez anos.

Em nota, a gestão Doria critica o deputado estadual autor do requerimento de criação da comissão. “O deputado bolsonarista Danilo Balas [PSL], negacionista e entusiasta da cloroquina, demonstra desconhecimento pelas contas públicas ao tratar do orçamento da Secretaria de Comunicação”, diz o comunicado.

“Os R$ 142 milhões previstos para a pasta neste ano estão 38% abaixo da média dos últimos dez anos, de R$ 229,7 milhões em valores corrigidos pelo IPCA. Em 2013, esse montante chegava a mais de R$ 427,7 milhões, em valores corrigidos pela inflação​”, afirma o governo.

A articulação para a criação da nova CPI partiu de deputados alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na esteira do pedido de criação de outra comissão investigativa, que mira a operadora de planos de saúde Prevent Senior.

A CPI da Prevent Senior une PT e PSDB, já foi protocolada, e tem potencial para desgastar Bolsonaro. ​Já a da publicidade mira Doria, que quer disputar a eleição de 2022 contra o presidente. Até as 18h desta quarta (29), foram coletadas 18 das 32 assinaturas necessárias para sua criação.

Para serem instaladas, ambas precisam ser aprovadas em plenário por meio de projeto de resolução, porque a Alesp já atingiu o número máximo de CPIs possíveis para este semestre.

Segundo o governo, nos últimos dois anos, a atual gestão “concentrou todos os esforços em ações de saúde para combater a pandemia da Covid-19 e seu impacto social, principalmente para as populações mais vulneráveis”.

“São Paulo faz campanhas pedagógicas com informações e orientações essenciais à prevenção da Covid-19. O investimento em publicidade garantiu adesão em massa da população a vacinação”, diz a nota.

Procurado, Balas afirma que seu levantamento calcula que em três anos os aditamentos aos contratos de publicidade do governo do estado somaram R$ 516 milhões.


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