Games de 2021: Veja os melhores, os piores e os memes que se destacaram – 31/12/2021 – Nerdices

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São Paulo

​Dos memes apimentados com uma vampira sexy de três metros a uma trilha sonora com jeito de rock farofa dos anos 1980, passando pela consagração do diretor que mandou o Oscar se foder, é difícil enquadrar os games do ano que se encerra.

Resumir 2020 foi mais fácil. “The Last of Us Part 2” se destacou entre as grandes produções, “Hades” nos independentes, enquanto “Cyberpunk 2077” foi a decepção do ano. Agora, em 2021, o foco se divide, possibilitando um cardápio mais variado.

Games testaram formatos. Houve espaço para a importação de mecânicas de nicho para o público amplo –“Deathloop”, “Returnal”–, o resgate dos jogos de plataforma 3D –”Psychonauts 2″, “It Takes Two”, “Bowser’s Fury”– e até gráficos desenhado à mão –”Mundaun”.

Para fechar esse período efervescente, o F5 preparou uma seleção com 14 destaques positivos, negativos e engraçados. Tem Lionel Messi deformado, casal brigando, surpresa da Nintendo… confira!

DESTAQUE DA CRÍTICA: ‘FORZA HORIZON 5’

Desenvolvedor: Playground Games

Xbox e PC

O nome do desenvolvedor é adequado. Forza Horizon 5 é um parque de diversão dos carros. O dirigir vem sem a chatice de abastecer, trocar pneu, pagar IPVA, multa, pedágio. Algumas leis da física enfadonhas também foram suprimidas. Os críticos aprovaram a festa em quatro rodas: os agregadores de resenhas apontam “Forza Horizon 5” como o jogo mais bem avaliado do ano. O diferencial deste jogo de mundo aberto vem do cenário. A franquia trocou a fleuma britânica da edição anterior pelo colorido festivo do México. A euforia típica de “Forza Horizon” casou bem com as pinhatas, luta livre, desertos, praias e montanhas. Mesmo quem não gosta automobilismo tem em “Forza Horizon 5” um convite para testar até onde vai o ponteiro do velocímetro.

DESTAQUE AVACALHAÇÃO: ‘eFOOTBALL’

Desenvolvedor: Konami

PlayStation, Xbox e PC

Jogos de futebol são piada recorrente no mundo dos games por serem lançados anualmente sem grande diferença. Concorrente da série “Fifa”, a transição da franquia “Pro Evolution Soccer” (“PES”) para um modelo gratuito parecia fazer sentido. Com novo nome, “eFootball”, a estreia foi marcada por uma quantidade excessiva de bugs e jogadores de rosto deformado. A cara do craque Lionel Messi foi particularmente embaraçosa. É o pior jogo de 2021, segundo o Metacritic, e um dos piores da história da loja virtual Steam. Justiça seja feita, o jogo melhorou bastante desde o seu lançamento – uma questão que vale para muitos jogos de 2021. Não há segunda “primeira impressão”, mas a história do videogame tem histórias de redenção que podem inspirar “eFootball”.

DESTAQUE DOS MEMES: ‘RESIDENT EVIL VILLAGE’

Desenvolvedor: Capcom

PlayStation, Xbox, PC e Stadia

Foi o mais zerado do ano, o mais aplaudido pelo público, mas “Resident Evil Village” também entra para a história como maior meme de videogame de 2021. O feito se deve à vampira de quase três metros de altura Lady Dimitrescu, que surgiu de surpresa no final da demonstração do jogo. Desde então, ela cativou a atenção do público com seus atributos e estilo de vestuário, um disparador de piadas e taras – foi exercitada a regra 34 da internet, que prevê que, para cada coisa existente no mundo real, há uma versão pornográfica no mundo virtual. Dimitrescu compõe o clima gótico do mais recente “Resident Evil”. Continua a história “Resident Evil 7” agregando lobisomens e elementos da ação vista no celebrado “RE 4”, sem perder os atributos que fazem da série uma das mais celebradas dos videogames: terror, quebra-cabeças e nonsense.

DESTAQUE DO BRASIL: ‘UNSIGHTED’

Desenvolvedor: Pixel Punk

Switch, PlayStation, PC e Xbox

Foi um ano forte para os jogos brasileiros. Produções como “Dodgeball Academia“, “Tetragon” e “Dandy Ace” mostraram como o Brasil pode também ser exportador de games. O grande destaque da temporada é “Unsighted”. Criado pelas desenvolvedoras Tiani Pixel e Fernanda Dias, trata-se de um jogo de ação com vista aérea com elementos de “Zelda” e “Dark Souls”. A protagonista e seus amigos estão em seus últimos momentos de vida. Ao jogador cabe lutar contra o tempo. Há paliativos para estender a vida de alguns deles, mas quais? Calma. Há opções que facilitam “Unsighted” para quem não quiser se deparar com esse dilema e ganhar mais tempo para explorar os cenários feitos em pixels.

DESTAQUE FESTA: ‘MARIO PARTY SUPERSTARS’

Desenvolvedor: Nintendo

Switch

Esta lista evita relançamentos. “Diablo II: Ressurected”, “The Legend of Zelda: Skyward Sword HD”, “Pokémon Diamond / Pearl” surgiram em 2021, mas são em essência jogos antigos atualizados. Pois “Mario Party Superstars” quase cai por esse critério, mas é um jogo novo que remixa conteúdo antigo. Com o polimento que caracteriza os produtos Nintendo, ele reúne minijogos de toda a série em tabuleiros da época do Nintendo 64. A estrutura é a mesma vista nesta série iniciada nos anos 1990. A ação se passa em um tabuleiro, com aleatoriedade vinda do rolar dos dados. A cada rodada os participantes se enfrentam em um joguinho. Ganha quem reunir mais estrelas. Com opções para moldar a jogatina de até quatro jogadores simultâneos, “Mario Party Superstars” está talhado para alegrar confraternizações, presenciais ou virtuais.

DESTAQUE TÉCNICO: ‘RATCHET & CLARK: EM UMA OUTRA DIMENSÃO’

Desenvolvedor: Insomniac Games

PlayStation 5

A nova geração de consoles chegou no final de 2020 e ficou por alguns meses sem provar seu potencial. A demora é normal, pois os desenvolvedores aproveitam a maior base instalada da geração antiga para vender mais. Exclusivo de PlayStation 5, “Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão” mostra o que as novas máquinas são capazes de fazer, com gráficos que não ficam nada a dever às animações da Pixar e transições de cenários imediatas com notória riqueza de elementos. Tecnologia a serviço da narrativa, que versa sobre um acidente que mistura diferentes universos. Foi escolhido pelo canal de análises técnicas Digital Foundry como o melhor gráfico do ano. Há também bom casamento com o hardware, pois o jogo tira proveito do controle do Dual Sense, com diferentes tipos de disparo conforme a pressão nos gatilhos. “Ratchet & Clank” aponta um futuro promissor.

DESTAQUE MULTIJOGADOR: ‘CALL OF DUTY: VANGUARD’

Desenvolvedor: Sledgehammer Games

PlayStation, Xbox e PC

Tradicional feito o especial de Roberto Carlos com seus lançamentos anuais, “Call of Duty” sempre garante alto nível técnico. Neste ano, a série voltou para a Segunda Guerra Mundial com “Vanguard”. Faz o serviço completo, com uma campanha, modo online cooperativo de zumbis e multijogador competitivo. É neste último que a série tradicionalmente brilha. Uma novidade animadora para esse modo: o sistema Ricochet para combater trapaças foi implementada e baniu 48 mil trapaceiros em um dia tanto em “CoD: Vanguard” quanto no gratuito “CoD: Warzone”. Com o inevitável crossplay, misturando jogadores de consoles, PCs e até smartphones, uma disputa limpa é o mínimo.

DESTAQUE ATUAÇÃO (OU VIROU HOLLYWOOD?): ‘FAR CRY 6’

Desenvolvedor: Ubisoft

PlayStation, Xbox, PC e Stadia

O ator Giancarlo Esposito é mais que Gus Fring, o chefão das drogas da série “Breaking Bad”. Prova disso, está em “Far Cry 6”, série que se esmera em trazer antagonistas marcantes. Esposito interpreta Antón Castillo, presidente de Yara, fictícia ilha caribenha que esconde por trás de seu carisma atos opressores. “Far Cry 6” é um raro jogo de alta produção que tem coragem de elaborar metáforas políticas explícitas – as comparações com Cuba são inevitáveis. Cabe ao jogador assumir o papel de um(a) guerrilheiro(a) e derrubar o governo. Segue o esquema tradicional da série: mundo aberto, coleta de recursos para criar itens, dezenas de horas de conteúdo, gráficos de ponta. Um AAA típico. Já que o assunto aqui é atuação, cabe uma menção a outro jogo, só para não perder a oportunidade. Os bate-bocas entre Colt (interpretado por Jason E. Kelley) e Julianna (Ozioma Akagha) são fundamentais para o clima de “Deathloop”.

DESTAQUE INDIE: ‘MUNDAUN’

Desenvolvedor: Hidden Fields

Switch, PlayStation, Xbox e PC

Jogos independentes são uma galáxia própria nos videogames. De uma tocante história contada por meio de caixas de mudança de “Unpacking” à aventura cíclica de “Loop Hero”, as inovações indies afetam as grandes produções. Vide “Returnal” importando mecânicas típicas dos jogos menores. Nesse universo de experimentação, cabe até “Mundaun“, uma história de terror europeia com gráfico desenhado à mão pelo artista Michel Ziegler. Com perspectiva em primeira pessoa, “Mundaun” é protagonizado por um rapaz que investiga um pacto que o avô fez com o diabo para se salvar de uma emboscada na guerra. As respostas estão em uma pequena comunidade, cheia de segredos. Cuidado: uma menina dona de um olhar maligno pode habitar seus pesadelos por alguns dias.

DESTAQUE NO CELULAR: ‘LEAGUE OF LEGENDS: WILD RIFT’

Desenvolvedor: Riot Games

Android e iOS

Moba é um dos gêneros mais difíceis de definir. A grosso modo, trata-se de uma disputa entre duas equipes de cinco jogadores. Ganha quem quebrar a base adversária antes. “Pokémon Unite”, o moba dos monstrinhos de bolso japoneses, chegou para celulares neste ano trazendo algumas inovações nessa fórmula. Seria o destaque do ano, se não fosse pela vinda do jogo que simplesmente definiu o gênero moba: “League of Legends: Wild Rift”. Nele estão os campeões que já são famosos nos computadores e que também se destacaram em “Arcane“, aplaudida série animada na Netflix. O controle ainda não supera o tradicional mouse e teclado do PC, mas a adaptação para a tela sensível ao toque é feliz e precisa, com profundidade suficiente para entreter o jogador por horas.

DESTAQUE MUSICAL: ‘MARVEL’S GUARDIAN OF THE GALAXY’

Desenvolvedor: Eidos-Montréal

PlayStation, Xbox, Switch (via nuvem) e PC

Lembra quando a Marvel anunciou que faria um filme de Guardiões da Galáxia e ninguém deu muita bola para depois adorar? Pois no videogame ocorreu algo parecido, com o anúncio não chamando muito a atenção. Pois a narrativa bem amarrada do game chamou atraiu os olhares e isso acabou por afetar a música. Nesta versão, Peter Quill, o protagonista de Guardiões da Galáxia, adotou o nome Star-Lord por causa de sua banda favorita dos anos 1980. Explicação legal, mas cadê essa banda? Pois eis que surge um álbum inteiro inédito só para preencher essa lacuna. O disco é de 2021, mas o sabor de rock farofa dos anos 1980 está lá. Parece um disco perdido, oriundo de alguma orgia satânica entre Mötley Crüe, Savatage, Judas Priest e Poison. Quem quiser ouvir e se animar a jogar, vai se deparar com um jogo cheio de diálogos espertos, espírito fiel aos filmes dos Guardiões da Galáxia e jogabilidade que lembra um “Mass Effect” mais empolgado.

DESTAQUE SURPRESA: ‘BOWSER’S FURY’

Desenvolvedor: Nintendo

Switch

Aqui está o mundo. Vá coletar. Essa é a proposta de “Bowser’s Fury”, mais um passo no contínuo aprimoramento das aventuras 3D de Mario. A estrutura, um mundo aberto com pequenas ilhas, oferece algo único para Mario. E não só isso, há também um inventário para o personagem escolher o item mais adequado para cada situação. Outro ponto forte é o modo cooperativo, com um jogador assumindo o papel de Bowser Jr. E para fechar, batalhas no estilo kaiju, com Bowser assumindo o papel de monstro do mar gigante à Godzilla. São experimentações bem sucedidas em um jogo curto, de cerca de quatro horas. Depois de jogar “Bowser’s Fury”, é difícil não se animar com o próximo grande título do encanador, que sucederá “Super Mario Odyssey”. “Bowser’s Fury” veio como brinde junto do relançamento de “Super Mario 3D World”, mas acabou ofuscando o carro-chefe. “Psychonauts 2” é muito bom, mas a Nintendo prova, mais uma vez, quem é que domina o gênero de plataforma 3D.

DESTAQUE DECEPÇÃO: ‘GRAND THEFT AUTO: THE TRILOGY – THE DEFINITIVE EDITION’

Desenvolvedor: Grove Street Games

PlayStation, Xbox, Switch e PC

O lançamento mais problemático do ano foi de uma marca que costumava ser sinônimo de alta qualidade. “Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition” reúne em versão remasterizada “GTA III”, “Vice City” e “San Andreas”, alguns dos mais influentes games da história, que ajudaram a moldar o conceito de jogo em mundo aberto. Mas a coletânea estreou com bugs na movimentação, texturas sem renderização, modelos 3D deformadas e, acima de tudo, nada que justificasse o selo de “definitivo”. A Rockstar, distribuidora do game, pediu desculpas, deu jogo grátis, voltou a disponibilizar os títulos originais, mas mesmo assim vai ser difícil apagar essa pisada na bola. Não chegou a ser um desastre do tamanho de “Cyberpunk 2077”, mas certamente a marca “GTA” ganhou alguns hematomas no processo. Se há algo de positivo nisso, o caso mostra didaticamente por que esforços como o da Microsoft de retrocompatibilidade são importantes para manter os games antigos ativos.

DESTAQUE PRÊMIOS: ‘IT TAKES TWO’

Desenvolvedor: Hazelight Studios

PlayStation, Xbox e PC

Nunca uma briga de casal foi tão intensa e fantasiosa. Com ares de “Toy Story” misturado com “Harry e Sally”, “It Takes Two” propõe um jogo de plataforma 3D cooperativo em que marido e esposa são transformados em bonecos no momento em que estão por se divorciar. O jeito é lidar com um livro falante, meio terapeuta, meio canastrão, e tentar reatar. Ao longo da jornada há momentos de luta, nave, brincadeiras, um incessante senso de descoberta e um regicídio de partir o coração. O título foi aclamado em diversas premiações – era o que mais havia colhido reconhecimentos de melhor jogo do ano até a publicação deste texto. Foi o melhor jogo inclusive para o The Game Awards, a láurea mais importante. Foi a deixa para o diretor Josef Fares, que já tinha mandado o Oscar se foder, reforçar as ofensas. “Eu estava naquele palco em 2017 dizendo ‘foda-se o Oscar’. E agora, de certa forma, o Oscar foi fodido porque o Game Awards está ficando muito melhor”, disse um empolgado Fares após receber o prêmio.



Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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