Funcionários de empresa que prestava serviços à Ford na Bahia aprovam plano de demissão com garantia de indenizações | Bahia


Funcionários da empresa Sodecia Planta 2, que prestava serviços à Ford em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, aprovaram, na quinta-feira (15), o Plano de Demissão Incentivada (PDI), com garantia de indenizações.

A decisão foi tomada por meio de assembleia, realizada em frente à empresa. Já o acordo do PDI foi negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, com mediação da Superintendência Regional do Trabalho.

Segundo Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, o resultado positivo da negociação foi uma vitória para a categoria.

“Negociamos com uma empresa parada, fechada, com cadeado na porta, sem nenhuma produção e que não tem mais maquinário. Então negociar com uma empresa que não existe mais na região é mais que uma vitória, porque existe uma tendência de calote de empresas que saem da região. Conseguimos tirar leite, ainda com mel, da pedra”, comenora.

Conforme Júlio, 168 funcionários aguardavam ansiosos por um desfecho favorável nas negociações referentes às indenizações, tendo em vista a resistência das empresas de autopeças fora do Complexo Ford em negociar com o sindicato.

Bonfim ainda explica que uma ação civil pública está sendo movida pelo sindicato contra empresas que continuam resistentes em negociar.

O acordo de PDI com a Sodecia Planta 2 tem as mesmas premissas do que foi negociado com o Complexo Ford, após o anúncio do fechamento da montadora em Camaçari, no início deste ano.

A partir da assinatura do acordo com o sindicato, a Sodecia abre prazo de 15 dias para que o trabalhador faça a adesão ao plano.

O sindicato ainda informa que vai continuar tentando expandir o PDI para as outras empresas de autopeças, utilizando de todas as formas possíveis, inclusive no campo judicial, para assegurar os mesmos direitos para todos os trabalhadores do setor.

Complexo da Ford em Camaçari, na Bahia — Foto: Divulgação

Confira as principais premissas do acordo:

  • 2,05 salários por ano trabalhado com garantia de valor mínimo a receber de R$ 52.000,00
  • Valores adicionais
  • Quem receber até:
  • R$ 52.000,00 – s/ valor adicional
  • De R$ 52.000,00 a R$ 60.000,00 adicionar ao valor calculado mais R$ 8.000,00
  • Acima de R$ 60.000,00 – adicionar ao valor calculado mais R$ 12.000,00

Trabalhadores com restrição médica ocupacional com benefício previdenciário B-94 com tempo de empresa

  • De 0 a 10 anos 11meses e 29 dias – adicionar ao valor mais R$ 150.000,00
  • De 11 a 20 anos 11meses e 29 dias – adicionar ao valor mais R$ 110.000,00
  • Acima de 21 anos – adicionar ao valor mais R$ 70.000,00

Mensalistas Administrativos

  • 1,0 salário por ano trabalhado com garantia do valor mínimo de R$ 52.000,00

Para todos os trabalhadores que optarem ao PDI

  • Adesão Individual
  • Quitação plena do contrato de trabalho, exceto os processos trabalhistas coletivos, individuais ou plurimos, com decisão final de mérito transitado em julgado.

Em fevereiro, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar que suspendia a demissão coletiva de funcionários da Ford de Camaçari. A decisão proibia as demissões, até que o acordo entre a empresa e os funcionários fosse encerrado.

Ainda em fevereiro, a Ford e os trabalhadores da montadora chegaram a um acordo parcial durante audiência realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5). No acordo, a empresa se comprometeu a garantir os salários de todos os trabalhadores que fossem ou não convocados para o trabalho.

Já no mês de maior, a Ford informou que fechou um acordo coletivo negociado com o Sindicato dos Metalúrgicos por causa do encerramento da produção na unidade de Camaçari.

No entanto, funcionários de empresas prestadoras de serviço da Ford protestaram, ainda no mês de maio, no polo petroquímico de Camaçari. Eles reivindicaram o pagamento de indenizações após a montadora fechar fábricas no Brasil.

No mês de junho, o governo da Bahia foi indenizado em R$ 2,15 bilhões pela Ford por causa do fechamento, em janeiro deste ano, da planta industrial em Camaçari. A indenização foi resultado de um acordo entre as partes.

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