Fotos de galxias prximas ajudam a esclarecer mistrios da formao de estrelas


Planto

Com informações do ESO – 16/07/2021

Fotos de gal

Mosaico de algumas das galxias observadas durante o projeto PHANGS (NGC 1300, NGC 1087, NGC 3627 (no alto, da esquerda para a direita), NGC 4254 e NGC 4303 (embaixo, da esquerda para a direita).
[Imagem: ESO/PHANGS]

Formao de estrelas

Astrnomos divulgaram novas observaes de galxias prximas da Via Lctea que parecem fogos de artifcio csmicos coloridos.

As imagens, obtidas com o auxlio do telescpio VLT, no Chile, mostram diferentes componentes das galxias em cores distintas, permitindo que os astrnomos identifiquem a localizao de estrelas jovens e o gs que elas aquecem ao seu redor.

E, ao combinar estas novas observaes com dados do radiotelescpio ALMA, a equipe est ajudando a lanar uma nova luz sobre o que aciona o gs para formar estrelas.

Os astrnomos sabem que as estrelas nascem em nuvens de gs, mas o que d origem formao estelar, e como que as galxias como um todo participam neste processo, permanece um mistrio. Para compreender este fenmeno, os pesquisadores observaram vrias galxias prximas com diversos telescpios, tanto a partir do solo como do espao, mapeando as diferentes regies galcticas envolvidas no nascimento das estrelas.

“Pela primeira vez conseguimos resolver unidades individuais de formao estelar para uma grande variedade de locais e ambientes em uma amostra que representa bem os diferentes tipos de galxias,” disse Eric Emsellem, do Observatrio Europeu do Sul (ESO). “Podemos observar diretamente o gs que d origem s estrelas, vemos as prprias estrelas jovens e testemunhamos sua evoluo em vrias fases”.

Fotos de gal

ESO/PHANGS
[Imagem: Galxias NGC 4303 (esquerda) e NGC 4254 (direita).]

Mistrios a desvendar

O que a equipe divulgou agora o mais recente conjunto de imagens, obtidas com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT. O instrumento permitiu observar estrelas-recm nascidas e o gs quente que as rodeia, o qual iluminado e aquecido pelas prprias estrelas, tornando-se assim uma prova concreta da ocorrncia de formao estelar.

O MUSE coleta espectros – os “cdigos de barras” que os astrnomos analisam para desvendar as propriedades e natureza dos objetos csmicos – em cada local dentro de seu campo de viso. Nesta campanha, o instrumento observou 30.000 nebulosas de gs quente e coletou cerca de 15 milhes de espectros de diferentes regies galcticas. As observaes ALMA, por sua vez, permitiram mapear cerca de 100.000 regies de gs frio em 90 galxias prximas, produzindo um atlas de berrios estelares do Universo prximo com uma nitidez sem precedentes.

Ao combinar imagens MUSE e ALMA, os astrnomos conseguiram examinar as regies galcticas onde a formao de estrelas est acontecendo e compar-las aos locais onde se espera que este fenmeno ocorra, para entender melhor o que desencadeia, aumenta ou impede o nascimento de novas estrelas.

“H tantos mistrios que queremos desvendar,” comentou Kathryn Kreckel, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. “Ser que as estrelas nascem mais frequentemente em regies especficas das suas galxias hospedeiras – e, se sim, por qu? E, aps o seu nascimento, ser que a sua evoluo influencia a formao de novas geraes de estrelas?”

Bibliografia:

Artigo: Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS
Autores: Eva Schinnerer et al.
Revista: The Messenger
Vol.: 177, 36-41
DOI: 10.18727/0722-6691/5151

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