Ex-funcionárias de time da NFL cobram resultado de investigação de assédio – 28/10/2021 – Esporte

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​Quando os proprietários dos 32 times da NFL se reuniram em um hotel de Washington, na terça-feira (26), para sua discussão trimestral dois negócios da liga dos Estados Unidos de futebol americano, duas mulheres que no passado trabalharam para o Washington Football Team incluíram um item inesperado na agenda.

Melanie Coburn, ex-cheerleader e diretora de marketing, e Ana Nunez, que trabalhava na área de vendas, entregaram uma carta de duas páginas aos participantes da reunião na qual imploravam ao Grupo de Trabalho pela Justiça Social, um comitê formado por cinco proprietários de clubes da NFL, que divulgasse os resultados de uma investigação de dez meses de duração sobre o que elas definem como “a cultura sexista e misógina do time”.

Em julho, a NFL multou o Washington em US$ 10 milhões (cerca de R$ 56 milhões, na cotação atual), depois de uma investigação de um ano sobre a cultura descontrolada de assédio sexual perpetuada pelos gestores e executivos do clube sob a propriedade de Daniel Snyder. O time também será monitorado por consultores de recursos humanos durante dois anos.

Mas a liga não divulgou os resultados da investigação, comandada por Beth Wilkinson, uma advogada de Washington, que em lugar disso foi convidada a apresentar seu relatório em forma oral. A apresentação dela serviu como base para a decisão da liga de punir o time.

Sem um relato transparente dos delitos de conduta identificados pela investigação, argumentaram Coburn e Nunez e dez outros signatários da carta, torna-se impossível saber “se as ações corretivas tomadas pelo grupo de trabalho são suficientes para resolver os problemas subjacentes que nós, e outras pessoas como nós, reportaram a Wilkinson”.

O apelo delas para que a liga divulgue publicamente as constatações da investigação veio depois que o The New York Times e o The Wall Street Journal publicaram, no começo de outubro, emails internos escritos e recebidos por Bruce Allen, antigo presidente do Washington Football Team. As mensagens estavam repletas de linguagem racista, homofóbica e misógina, e continham fotos topless de cheeerleaders do time.

Allen foi demitido em dezembro de 2019. A publicação de sua troca de mensagens com Jon Gruden, até recentemente treinador do Las Vegas Raider, levou à renúncia deste em 11 de outubro.

De lá para cá, defensores dos direitos das mulheres, jogadores da NFL e, na semana passada, dois legisladores federais americanos, exigiram que a liga divulgue as constatações e as 650 mil mensagens de email recolhidas como parte do inquérito.

Jeff Miller, porta-voz da NFL, recusou-se a comentar quando questionado se os proprietários de times tinham lido a carta. A liga anunciou que não divulgou suas constatações a fim de proteger as identidades de alguns ex-empregados do Washington.

“Quando você promete que protegerá o anonimato de alguém”, disse Roger Goodell, comissário da NFL, na terça-feira, “é necessário cumprir essa promessa”.

Cerca de 50 ex-funcionários falaram ao The Washington Post e a outros veículos de mídia sobre o assédio sexual e intimidação generalizados. Mas muitos outros, que se recusam a falar com a mídia, ainda assim querem a divulgação do relatório, de acordo com Coburn e Nunez.

“Existem muitos ex-empregados que continuam se sentindo intimidados e com medo, ainda não se apresentaram. Queremos garantir que as histórias deles sejam ouvidas”, disse Coburn, que foi cheerleader e diretora de marketing do Washington Football Team por 14 anos, antes de deixar a organização em 2011. “Quando vi que o relatório seria oral, a coisa toda começou a me parecer falsa.”

Embora a situação do Washington Football Team não estivesse na agenda da reunião dos proprietários, alguns deles a discutiram de modo informal.

Ao chegar à reunião, na terça-feira, Woody Johnson, proprietário do New York Jets, negou-se repetidamente a discutir o assunto, encaminhando qualquer questionamento ao comando da liga.

A divulgação dos emails “reacendeu o fogo” da campanha pela divulgação do relatório, disse Coburn. “Serviu para demonstrar que os vídeos e fotos [das cheerleaders] circularam muito mais na NFL do que poderíamos ter imaginado.”

“Queremos que o público saiba a verdade”, concluiu ela.

Tradução de Paulo Migliacci

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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