EUA e China seguem rotina de aproximação e ameaças – 07/10/2021 – Nelson de Sá


Um mês atrás, Joe Biden ligou para Xi Jinping, num esforço de aproximação. Uma semana depois, anunciou um pacto militar com a Austrália, inclusive submarinos com propulsão nuclear, contra a China.

Agora, os principais assessores de política externa de ambos se reuniram na quarta (6). No destaque do New York Times, acertaram uma “cúpula virtual” entre os líderes. O chinês Global Times manchetou que a reunião trouxe “sinais positivos”.

No dia seguinte, por NYT e outros americanos, “Reorganização da CIA vai colocar foco na China”.

Também na quinta, Wall Street Journal e Reuters citaram fontes anônimas para destacar que os EUA estão com fuzileiros navais em Taiwan, treinando soldados locais contra a China.

O editor da newsletter Sinocism, de Washington, lembrou que a presença dos militares já havia sido noticiada em novembro passado, inclusive nos EUA e com confirmação pelo governo de Taiwan. “É digno de nota que estejam vazando isso agora”, disse. “Por quê?

Para o editor do nacionalista Global Times, não importa: “Os EUA deveriam tornar público o local onde os militares estão. Para ver se o Exército de Libertação Popular lança um ataque aéreo para eliminar os invasores!”. Virou manchete no Drudge Report.

‘GOLPE NO FMI’

O britânico Financial Times segue quase sozinho no noticiário crítico à diretora do FMI, Kristalina Georgieva, acusada de favorecer a China. Noticia agora que uma reunião nesta sexta pode derrubá-la. Cita que a França vai defender Georgieva, mas o Reino Unido e outros estariam aguardando os EUA. O cargo é de indicação europeia.

Georgieva tem sido apoiada por artigos de economistas como Joseph Stiglitz, que vê “Tentativa de golpe no FMI”.

‘SPORTSWASH’

FT e outros britânicos destacam que o fundo saudita “controlado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, superando questões de direitos humanos”, comprou o clube de futebol Newcastle.

O Times de Londres perfilou “o soberano de fato da Arábia Saudita” que estaria tentando “lavar esportivamente [sportswash] sua reputação”. De assassino.

‘COMO VIVEMOS NOSSAS VIDAS’

O que sobrou da Time traz na capa desta semana (à dir.) a sugestão de cancelar Mark Zuckerberg, diante das revelações sobre o Facebook. Logo ressurgiu em mídia social a capa de 2010 (esq.) com Zuckerberg como Pessoa do Ano, “por mudar como vivemos nossas vidas”.


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