EUA comandam o desmonte da projeção épica de Zelenski – 05/08/2022 – Nelson de Sá

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O ponto de mudança na cobertura ocidental de Volodimir Zelenski poderia ser localizado uma semana atrás, com as fotografias do líder ucraniano e de sua mulher para a revista Vogue, tiradas pela célebre Annie Leibovitz, com resultado grotesco.

“É tudo muito ofensivo, para os ucranianos que morreram e para o contribuinte americano que está pagando por tudo isso”, voltou à carga o apresentador Tucker Carlson, na Fox News. “Por que nós ainda estamos financiando isso?”

Mas uma outra publicação americana, logo em seguida, parece ter peso maior para a virada. Thomas Friedman, colunista de política externa do New York Times com acesso a Joe Biden, divulgou que a Casa Branca não confia em Zelenski, uma “desconfiança profunda”, e que vai voltar ao assunto no jornal.

O texto causou espanto em Washington, de outros colunistas à conservadora National Review, esta apontando que o governo democrata, com o vazamento, busca expor a corrupção de Zelenski para forçá-lo a aceitar acordo de paz ou, do contrário, culpá-lo pela derrota.

Ato contínuo, a Anistia Internacional soltou o relatório “Táticas de combate ucranianas colocam civis em perigo”, mostrando o “padrão” adotado pelo governo de instalar “bases militares em áreas residenciais, inclusive escolas e hospitais”, e depois realizar “ataques lançados de áreas civis povoadas”.

Ou seja, escudos humanos. O líder ucraniano reagiu por Telegram e outras redes sociais, acusando a organização britânica de “justificar” a invasão e dizendo que “não se pode tolerar um relatório em que a vítima e o agressor são a mesma coisa”.

No mesmo vídeo, disparou contra “alguns líderes da União Europeia” pelos US$ 8 bilhões prometidos e “no momento suspensos”, no que qualifica como “um crime”. Sua crítica vem após reportagens contra ele também na imprensa europeia.

O Die Welt, de Berlim, por exemplo, destacou no meio desta semana os “Acordos do presidente Zelenski”, com “revelações sobre contas offshore”, a partir de um documentário sobre o bilionário Ihor Kolomoisky e seus vínculos com o líder ucraniano.

Antes, como manchetou o Financial Times, “Países da União Europeia soam alarme sobre contrabando de armas na Ucrânia”. Armas que eles mesmos forneceram e que, segundo a Europol, a polícia europeia, “começaram a abastecer o crime organizado”, de volta ao bloco.

Agora o Washington Post reporta longamente sobre as “rachaduras” que apareceram entre Zelenski e líderes regionais ucranianos, que tentam obter acesso direto aos “bilhões de dólares em ajuda internacional derramados” no país e são impedidos por ele, até mesmo de viajar ao exterior.

Acumulam-se coisas assim, como a entrega de um “vasto grupo de mídia pelo homem mais rico da Ucrânia” depois da aprovação de uma lei por Zelenski, que foi noticiada pela Reuters, ou as trocas seguidas de autoridades.

Como ironizou Thomas Friedman, é todo um “negócio engraçado”, de “corrupção e maluquices sob as aparências, em Kiev”. Citou a demissão até agora não explicada do ministro da justiça e do chefe da inteligência.

Cercado no Ocidente, Zelenski deu uma entrevista nesta quinta-feira (4) para o South China Morning Post, em que disse compreender a postura “equilibrada” da China diante da guerra —e acrescentou, para a manchete do jornal: “Eu gostaria de falar diretamente com Xi Jinping”.


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