Especialistas recomendam reforço de vacina da Moderna em idosos – Notícias



Um painel de especialistas consultores da FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) recomendou por unanimidade, na quinta-feira (14), uma dose de reforço da vacina contra Covid-19 da Moderna para pessoas com 65 anos ou mais e aquelas com alto risco de doença grave.


Se a FDA acatar a recomendação dos conselheiros e aprovar o reforço da vacina da Moderna, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) fará recomendações específicas sobre quem deveria recebê-lo. O CDC deve se reunir para debater a questão na próxima semana.


O Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA se reuniu nesta quinta para considerar a dose adicional da vacina da Moderna, e vai avaliar se fará uma recomendação semelhante para o imunizante da Johnson & Johnson na sexta-feira. O resultado da votação para apoiar o reforço da Moderna foi 19 a 0.


A Moderna está buscando autorização para um reforço que contém 50 microgramas de vacina, metade da força de sua dose normal, mas ainda maior que a da injeção da Pfizer/BioNTech, de 30 microgramas.


Além de contemplar as pessoas com 65 anos ou mais e aquelas em risco de Covid-19 grave, o painel de especialistas votou para recomendar a autorização de uma terceira dose da vacina da Moderna para indivíduos de 18 a 64 anos em risco de exposição frequente a infecções por coronavírus devido ao trabalho. As doses seriam administradas pelo menos seis meses após a inoculação inicial de duas doses.


As autoridades de saúde dos EUA estão sob pressão para autorizar as doses de reforço de vacinas contra Covid-19 depois que, em agosto, a Casa Branca anunciou que planejava uma ampla campanha de reforço, a depender das aprovações da FDA e do CDC.


Durante a reunião dos conselheiros da FDA, autoridades de saúde de Israel disseram que as doses de reforço da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech melhoraram a proteção contra casos graves da doença em pessoas de 40 anos ou mais velhas.



“O que estamos vendo é uma ruptura na curva epidêmica em Israel”, disse Sharon Alroy-Preis, diretora dos serviços de saúde pública do Ministério da Saúde israelense.


Ela disse que o programa de vacinação de reforço, que agora inclui 50% da população de todas as faixas etárias, está começando a diminuir as infecções mesmo entre os moradores não vacinados do país.


Israel, que monitora atentamente as vacinas em sua população, disse em uma apresentação de slides que administrar uma dose de reforço levou a uma proteção maior contra infecções confirmadas entre pessoas de 16 anos ou mais.


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