Em meio à tensão entre Rússia e Ucrânia, B-52s chegam à Europa

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Enquanto o mundo está roendo as unhas por medo das consequências de uma possível invasão à Ucrânia pela Rússia – e forças da OTAN e Russas cercam o país – quatro bombardeiros nucleares americanos acabam de aterrissar na Inglaterra.

Mas não, não carregam bombas nucleares. Não carregam bomba nenhuma – oficialmente, por enquanto. OS B-52s do 69o Esquadrão de Bombas da USAF (United States Air Force), estão lá para fazer um exercício conjunto com a RAF (Royal Air Force).

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As máquinas gigantescas partiram da Base Minot, Dakota do Norte e abastecidos no Atlântico, numa frota incluindo dois aviões de reabastecimento KC-46 PEsaguis e dois KC-135 Stratotanker, e um cargueiro C-5 Galaxy com tripulação, e pousaram ontem na Base Fairfort, sudoeste da Inglaterra.

Eles devem fazer exercícios em conjunto com outros países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança dos países ocidentais mais a Turquia criada na Guerra Fria, mas que andava meio enfraquecida por conta das ações da Turquia, que tem se aproximado da Rússia, e a ameaça do ex-presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos da coligação.

O coronel William Bolam, da RAF, oficial comandante da Join Air Liaison Organization (“Organização Conjunta de Coordenação Aérea”) afirmou sobre o treino: “Trabalhar com diferentes nacionalidades e uma variedade de tipos de avião garantem que o Reino Unido permanecerá uma força mundial em suporte aéreo próximo e integração ar-terra. Treinar com os B-52s cimenta as táticas e procedimentos de treinamento conjunto e garante que o Reino Unido pode seguramente e com precisão mandar fogo a lado de nossos aliados da OTAN.”

O treino deve durar três semanas, mas, dependendo das ações da Rússia na Ucrânia, a estadia pode acabar estendida.

B-52: do tempo em que Rússia e Ucrânia eram União Soviética

Comemorando 70 anos no ar este ano, o B-52 é um dos ícones máximos da Guerra Fria e do poder americano até hoje. Eles fazem parte da chamada tríade nuclear: aviões, submarinos e mísseis intercontinentais (ICBM).

Um avião tem a vantagem de o inimigo não saber se carrega uma arma convencional ou nuclear, e de ser possível cancelar um ataque, diferente dos mísseis lançados de submarino ou de terra.

Os bombardeiros gigantes, nos piores momentos da Guerra Fria, se mantinham no ar, armados, de prontidão para um ataque. Esse é o enredo do filme Dr. Fantástico (1964), quando um ataque ordenado por um militar fora de controle não pode ser cancelado.

Projetados para levarem armas nucleares (que, obviamente, só foram usadas em testes), os B-52s ficaram mais famosos nos últimos anos por derrubarem a GBU-43/B MOAB (de Massive Ordnance Air Blast, “Explosão Aérea de Carga Massiva”, mas também chamada de Mother of All Bombs, a mãe de todas as bombas).

Essa é a bomba convencional mais poderosa da história, uma legítima arma de destruição em massa usada em 2017 contra o Estado Islâmico, no Iraque.

Via The War Zone

Imagem: Crown Copyright

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