Djokovic é vítima da política e está em cativeiro, diz família do tenista – 06/01/2022 – Esporte

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A família de Novak Djokovic disse que ele foi vítima de uma “agenda política” na Austrália após ter sua entrada negada no país.

Djokovic, 34, havia recebido uma isenção médica de comprovação da vacina contra a Covid-19 para competir no Australian Open, primeiro Grand Slam do ano. Depois de um clamor público, porém, o tenista número 1 do mundo acabou detido por oficiais na fronteira e teve o seu visto cancelado por não conseguir provar as razões médicas que justificariam a dispensa da imunização.

O atleta está agora em um hotel de quarentena em Melbourne. Seus advogados conseguiram um acordo para ele ficar no país pelo menos até uma audiência marcada para a segunda-feira (10), na qual esperam derrubar a proibição do governo federal sobre a entrada.

“Eles o estão mantendo em cativeiro. Eles estão pisando em Novak para atacar a Sérvia e o povo sérvio”, disse o pai de Djokovic, Srdjan, a jornalistas em Belgrado.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmara que Djokovic não receberia nenhum tratamento especial.

“Morrison e outros semelhantes ousaram atacar Novak para colocar a Sérvia de joelhos. A Sérvia sempre mostrou que vem de uma nação orgulhosa”, declarou Srdjan. “Isso não tem nada a ver com esportes, é uma agenda política. Novak é o melhor jogador e o melhor atleta do mundo, mas várias centenas de milhões de ocidentais não suportam isso.”

Ele ainda invocou referências religiosas na véspera do Natal Ortodoxo, que a família celebra. “Jesus foi crucificado na cruz, mas ainda está vivo entre nós. Eles estão tentando crucificar e menosprezar Novak e jogá-lo de joelhos.”

No início do dia, Srdjan descreveu seu filho para o site Telegraf como “o Spartacus do novo mundo que não tolera injustiça, colonialismo e hipocrisia”.

A mãe de Djokovic, Dijana, descreveu a situação como “escandalosa”. “Eles querem cortar suas asas, mas sabemos o quão forte ele é.”

A família exibiu os nove troféus do Australian Open que o atleta ganhou no local da entrevista coletiva, acrescentando que iria organizar uma manifestação de apoio em frente ao prédio do parlamento da Sérvia, no centro da cidade.

Niki Pilic, que supervisionou a carreira de Djokovic quando adolescente, disse à Reuters que a situação era “farsesca”. O primeiro-ministro australiano estava, para ele, tentando agradar uma parte da sociedade do país e melhorar sua má avaliação política.

O ex-técnico da Copa Davis da Iugoslávia, Radmilo Armenulic, afirmou que Djokovic foi tratado “como um criminoso”. “Esta decisão, em minha opinião, reflete a ilegalidade e não o estado de direito. Eles trataram Novak como um criminoso e um vilão para impedi-lo de ganhar seu 21º Grand Slam.”

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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