Diretor dos filmes de Richthofen rebate críticas: ‘Não é glamorizar’

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Ao ser anunciado que o caso Von Richthofen seria retratado nos filmesA Menina Que Matou Os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, estrelados por Carla Diaz e Leonardo Bittencourt, houve quem se interessasse pela possibilidade de enxergar por outra ótica o rumoroso crime no qual a filha Suzane, junto com o namorado Daniel Cravinhos, arquitetaram a morte dos pais da garota em 2002. No entanto, diversas críticas foram direcionadas às produções, com uma possível forma de glorificar os assassinatos.

Mauricio Eça, diretor de ambos os longas, rechaça a possibilidade e, em entrevista à Splash, explicou que “apenas está contando uma história, dando a versão de dois dos envolvidos”. Nos títulos, é possível acompanhar a história pelo lado de Suzane Von Richthofen e também o olhar de Daniel.

Muita gente fez a crítica do trailer. As pessoas devem esperar para assistir e ter uma visão. A ideia não é glamorizar, nem tomar partido de ninguém ou humanizar. Eles são réus confessos, foram julgados e estão cumprindo suas penas.

À Splash, o roteirista Raphael Montes disse concordar com o diretor e pondera: “Fazer um filme de guerra não é glamorizar a guerra”.

Sem Envolvimento

Os são roteiros assinados por Ilana Casoy, criminóloga que acompanhou as reconstituições do caso e esteve presente durante o julgamento, e Montes, escritor de ficção vencedor do prêmio Jabuti de Melhor Romance de Entretenimento com “Uma Mulher no Escuro”. Ambos também escreveram o livro “Bom Dia, Verônica”, base para a série homônima da Netflix.

Raphael Montes e Ilana Casoy são os autores de 'Bom Dia, Verônica' - divulgação/Netflix - divulgação/Netflix

Raphael Montes e Ilana Casoy são os autores de “Bom Dia, Verônica” (livro e série)

Imagem: divulgação/Netflix

Montes explicou que, por ser um caso público, não é necessário a autorização de nenhum dos envolvidos no caso. Portanto, a produção de “A Menina Que Matou Os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais” não contou com a participação de Suzane, Daniel ou Cristian, e nenhum deles lucrará com os filmes.

Condenada a 39 anos pela mortes dos pais, Suzane inclusive tentou barrar o lançamento dos títulos, mas a ação foi considerada improcedente e a produtora Santa Rita Filmes, responsável pelos longas, ganhou em primeira instância o processo.

Caminho Percorrido

Segundo o Mauricio Eça, o recorte para o desenvolvimento do filme foi feito por meio dos depoimentos de ambos, baseados nos autos do processo, onde tanto Suzane quanto Daniel contam as respectivas versões do crime. Para ele, a vontade de contar uma história real vai além de apenas entreter: “quero fazer as pessoas pensarem”.

As produções discutem muita coisa da sociedade, e questões importantes, a começar por se tratar de duas famílias de classes sociais opostas.

Para Raphael Montes, a maior dificuldade do projeto foi decidir qual recorte da história contar. “Os fatos estão lá, não há muito o que inventar, mas a questão é: como abordar?”

Poderíamos começar a contar a partir do enterro, os dias da investigação ou até mesmo começar com o crime e ir até a prisão. Havia muitas possibilidades.

Então, foram os questionamentos próprios de Montes que guiou o argumento do roteiro. “Eu tinha uma curiosidade genuína de como chegou a tudo isso.”

Esse caso nos marca porque é um drama familiar que termina em um ato monstruoso. E a pergunta que não quer calar é: como é possível que alguém chegue a isso?

Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais - Stella Carvalho/Divulgação - Stella Carvalho/Divulgação

Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais

Imagem: Stella Carvalho/Divulgação

O melhor caminho a ser percorrido foi descoberto em conversas com Ilana Casoy, quando ambos entenderam que era o pré-crime a parte mais nebulosa da história. “Perguntei a ela como eles tinham chegado a isso. Ela disse que não sabia, mas tinha as versões deles.”

Foi assim que tivemos a ideia de contrapor as duas versões, aos moldes de um filme chamado ‘Bem Me Quer, Mal Me Quer’, mostrando as maneiras como cada um deles enxerga essa verdade. Deixamos o espectador decidir quem está falando a verdade, pois são versões teatralmente opostas e é impossível que os dois estejam falando a verdade.

O desenvolvimento do roteiro e a descoberta de detalhes sobre o caso chocou tanto o diretor quanto o roteirista. “É história que continua muito mal contada”, comentou Eça. “Muita coisa eu não sabia, não foi noticiado na época e me impressionou.”

Para Montes, os traços ordinários da história são os que mais o assustaram. “São coisas que você já ouviu do primo da vizinha. E, de repente, a sequência de eventos vai ser tornando extraordinária a tal ponto que culmina em um crime.”

Existe uma verdade inegável, que é o crime, e isso não tem versão. Tudo o que vem antes são as versões e muita coisa das duas óticas me surpreendeu.

Ambos acreditam que a maior relevância de “A Menina Que Matou Os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais” está em colocar a mente humana em debate, discutir os acontecimentos e ouvir os dois lados de uma mesma história, mesmo que os dois estejam errados.

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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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