Diagnóstico precoce é grande desafio para tratar o câncer de próstata, alerta médico


A campanha “Novembro Azul” surgiu na primeira metade da década passada como uma espécie de extensão do “Outubro Rosa”. O objetivo da campanha é conscientizar a sociedade, principalmente o público masculino, a respeito do diagnóstico precoce de doenças como os cânceres de próstata, pênis e testículos.

Porém, tanto por ser mais recente, quanto por uma participação menor de alguns setores da sociedade, principalmente a publicidade, o novembro azul tem uma adesão um pouco menor do que a do outubro rosa.

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Porém, a adesão menor não diminui a importância do novembro azul, já que o câncer de próstata mata cerca de 15 mil brasileiros por ano. Isso corresponde a em torno de 20% do total de casos da doença no Brasil, que, anualmente, fica em torno dos 60 mil casos.

Em um comparativo com o câncer de mama, os tumores na próstata costumam ser bem menos agressivos. Porém, o diagnóstico precoce do câncer de próstata pode ser mais complexo do que o de outros tumores, como explica o oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein Artur Malzyner.

Diagnóstico difícil

Homem passando por uma ressonância magnética
Ressonância magnética é o exame mais efetivo para diagnóstico do câncer de próstata, mas não é um exame acessível para a maior parte da população. Crédito: Engagestock/Shutterstock

Segundo o médico, não existe um exame que seja tão preciso e universalizado quanto a mamografia, amplamente usada para detecção de tumores de mama, para o câncer de próstata. De acordo com Malzyner, a melhor opção para diagnósticos precoces é a ressonância magnética, porém, esse exame não é tão acessível dentro das redes pública e privada de saúde do Brasil.

“Todo diagnóstico precoce de câncer de próstata foi montado em cima de um exame de sangue [o Antígeno Prostático Específico, (PSA)], que tem muito falso positivo”, explica o oncologista. “E o exame de toque, é muito raramente eficiente”, completa Malzyner.

Esse número de falsos positivos se dá porque os níveis de PSA podem subir por outras razões que não a presença de um câncer. Este antígeno pode subir, por exemplo, por conta de atividades sexuais recentes ou inflamações na próstata, conhecidas como prostatites.

Toque retal não é preciso

Mãos colocando luvas cirúrgicas
Exame de toque retal, o mais conhecido para diagnóstico do câncer de próstata, não é tão preciso para diagnósticos precoces. Crédito: Roman Babakin/Shutterstock

Segundo o médico, o exame de toque retal, que é o mais conhecido para detecção de câncer de próstata, é responsável por somente 15% dos diagnósticos da doença. “Isso acontece porque nem todos os tumores são tocáveis”, diz o especialista.

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Outro grande desafio para o diagnóstico e tratamento precoce do câncer de próstata são as biópsias. Enquanto outros tipos de cânceres precisam de uma agulha para o exame, os tumores prostáticos precisam de entre 12 e 16 agulhas.

Isso torna o procedimento muito mais invasivo e, além disso, não é raro que o paciente tenha efeitos colaterais, como inflamações na próstata, infecções bacterianas ou infecções urinárias.

Como melhorar o cenário?

Além de convencer os homens a terem um cuidado maior em relação à saúde, ainda é necessário fazer muita coisa para que o câncer de próstata seja mais levado a sério e que o diagnóstico precoce se torne mais comum.

A principal delas é a universalização de exames de imagem que sejam mais eficazes, como a ressonância magnética. Além disso, cuidados como evitar o tabagismo, cuidar da alimentação, fazer atividades físicas e consultar um médico regularmente devem ser adotados ainda durante a juventude.

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