Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (18/09 a 24/09/2021)


Mais um sábado chegou e você já pode conferir a mais recente seleção de imagens astronômicas feita pela NASA, publicada no site Astronomy Picture of the Day (APOD). Desta vez, você encontrará um vídeo de imagens de satélite da Terra feitas ao longo de um ano, nos mostrando as várias mudanças do ângulo de incidência da luz solar sobre nosso planeta — e você pode conferir também como essas variações de luz acontecem em Saturno, o gigante gasoso do Sistema Solar.

Já outras fotos mostram alguns registros interessantes feitos por aqui: em uma delas, o fotógrafo capturou vários meteoros da chuva Perseidas mesmo após o pico do fenômeno, enquanto outra mostra o Sol e algumas manchas escuras que, alguns dias depois, giraram para longe da nossa visão. Além disso, aproveite também uma imagem de uma galáxia muito convenientemente apelidada de “Godzilla” devido às suas grandes dimensões, que a tornam 2,5 vezes maior que as da Via Láctea.

Confira:

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Sábado (18) — Uma galáxia gigante   

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(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, B. Holwerda (University of Louisville)

A cerca de 232 milhões de anos-luz de distância, em direção à constelação de Perseus, fica a galáxia UGC 2885, registrada na imagem acima pelo telescópio Hubble. Segundo a NASA, um bom apelido para ela seria “galáxia Godzilla” devido as suas dimensões: esta galáxia é 2,5 vezes maior que a Via Láctea e tem um 1 trilhão de estrelas em seu interior, o que a torna uma ótima candidata para o título de maior galáxia do Grupo Local, a vizinhança da qual fazemos parte. Os cientistas ainda não sabem bem o que está por trás desse tamanho todo, e ela está isolada no espaço, sem interagir com outras galáxias; com isso, ela consegue manter sua forma.

Essa galáxia também é considerada uma “gigante gentil” pelos pesquisadores. Eles notaram que ela aparenta ter passado os últimos bilhões de anos tranquilamente, obtendo hidrogênio da estrutura filamentar do espaço intergaláctico, mantendo um processo modesto e contínuo de formação de estrelas. Além disso, como não recebeu gás para se alimentar, o buraco negro supermassivo no coração dela segue adormecido. Outra forma de identificar a UGC 2885 é pelo apelido “Galáxia de Rubin”, uma homenagem à astrônoma Vera Rubin, cujo trabalho mostrou que a maior parte das galáxias é formada por matéria escura.

Domingo (19) —  A mudança das estações em Saturno

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(Imagem: Reprodução/Damian Peach/SEN)

Observar os anéis de Saturno e a mudança na inclinação deles é uma ótima forma de identificarmos as estações do gigante gasoso. Como o equador do planeta tem 27º de inclinação em relação à órbita, os anéis de Saturno ficam mais proeminentes de acordo com a inclinação do planeta. Essas imagens, feitas entre 2004 e 2015, deixam claras essas diferenças: quando o eixo de rotação de Saturno está voltado para o Sol, os anéis ficam mais projetados; depois, quando a inclinação muda para a outra direção, os anéis ficam mais difíceis de serem observados por aqui.

Isso acontece quando Saturno chega ao equinócio, ou seja, o momento em que ambos os hemisférios do planeta recebem a mesma quantidade de luz e o dia e noite têm quase a mesma duração, o que marca a mudança das estações. Assim, a sequência de imagens acima mostra o fim do verão no hemisfério sul de Saturno, seguido do início da estação no hemisfério norte. Aliás, estamos em um período em que o planeta segue brilhante e visível para quem quiser observá-lo no céu noturno.

Segunda-feira (20) — A nebulosa LDN 1251   

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(Imagem: Reprodução/Cristiano Gualco)

Aqui, temos uma imagem da Nebulosa Escura de Lynds 1251 (ou, se preferir, apenas “LDN 1251”). Essa estrutura recebe esse nome porque é tão densa que escurece a luz de objetos que existem atrás dela, como estrelas ou nebulosas de emissão. As nebulosas escuras costumam ter formas irregulares que podem se assemelhar a curvas como aquelas das serpentes e é difícil determinar onde elas terminam. A nuvem molecular gasosa dessa imagem fica a cerca de 1.000 anos-luz de nós, enquanto outras galáxias variadas aparecem ao fundo.

Ao explorar algumas das regiões dessas nuvens, é possível encontrar fluxos energéticos que costumam ter relação com estrelas recém-nascidas. Além disso, elas podem mostrar também um brilho avermelhado, que é característico da luz dispersada dos objetos Herbig-Haro nessa foto. Eles se formam quando estrelas emitem jatos de gases parcialmente ionizados que atingem nuvens de gás e poeira próximas. Esses objetos são comuns em regiões de formação de novas estrelas e alguns deles costumam ficar por perto de uma só delas, alinhados com seu eixo de rotação.

Terça-feira (21) — Manchas no Sol  

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(Imagem: Reprodução/Jordi Coy)

Essa foto do Sol nascendo por trás de uma colina na cidade de Sierra del Cid, na Espanha, já é bastante incrível por si própria, e fica ainda mais impressionante quando reparamos nos detalhes dela. Perceba que há algumas manchas escuras na superfície da nossa estrela. Tratam-se de manchas solares, que são regiões mais frias e escuras na fotosfera. Essa camada tem temperatura de aproximadamente 5.800 K, mas onde há manchas as temperaturas caem para cerca de 3.800 K. Essa foto foi feita em uma só exposição e registrou cinco delas — a última vez que tantas apareceram foi em 2017, quando o Sol chegava ao fim de seu 24.º ciclo.

Após alguns dias, nossa estrela girou e as manchas saíram do nosso campo de visão. Agora, nossa estrela está iniciando seu 25.º ciclo e vem passando por um período de baixa atividade, sendo que poucas manchas vêm aparecendo. Outra parte interessante da foto é colina, que além de mostrar a silhueta de árvores, mostra também algumas pessoas — que, por coincidência, são irmãos do fotógrafo. O registro desses detalhes foi possível graças a um filtro, enquanto o Sol parece ampliado por um efeito da lente, que amplia o objeto registrado.

Quarta-feira (22) — O equinócio na Terra  

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Duas vezes por ano, a Terra chega a um ponto de sua órbita em que ambos os hemisférios recebem a mesma quantidade de luz. Esse fenômeno recebe o nome “equinócio” e ocorre primeiro em março, marcando o início do outono no hemisfério sul. Já nesta quarta-feira (22), aconteceu o equinócio de primavera (ou de outono, no caso do hemisfério norte), em que o dia e a noite tiveram praticamente a mesma duração. Neste dia, a linha que divide o dia e a noite (termiandor) em nosso planeta ficou vertical, conectando os polos sul e norte — e você pode observar esse momento com mais detalhes no vídeo acima, que mostra um ano em apenas 12 segundos.

Essas imagens foram feitas em infravermelho pelo satélite Meteosat 9, que orbita nosso planeta em uma órbita geossíncrona, que faz com que o objeto acompanhe a rotação da Terra. Os registros foram feitos todos os dias, sempre no mesmo horário local. Assim, o vídeo começa com o equinócio de setembro de 2010, com o terminador na vertical. Conforme a Terra segue orbitando o Sol, essa linha fica inclinada para um lado que proporciona mais luz diária para o hemisfério sul, enquanto o norte passa pelo inverno. Ao longo do ano, a inclinação da linha muda, marcando o início do inverno no hemisfério sul.

Quinta-feira (23) — O rastro da Lua cheia

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Caption

Esse rastro alaranjado da foto é, na verdade, a bela Lua cheia que brilhou no céu da cidade de Rhode Island, nos Estados Unidos. A foto foi feita no dia 20 de setembro, sendo que, apenas dois dias depois, o equinócio de outono marcou o início do outono no hemisfério norte. Como a fase cheia aconteceu mais próxima do equinócio, nosso satélite natural recebeu o apelido “Lua da Colheita” por lá. Além do nome simpático, a Lua trouxe também algumas características interessantes: quando a fase cheia acontece perto do equinócio de outono, ela nascerá mais perto do pôr do Sol nas noites seguintes.

Já a cor alaranjada do nosso satélite se deve a um efeito atmosférico: como estava baixa no horizonte, a luz refletida pela Lua viaja por uma distância mais longa através da atmosfera. Com isso, os comprimentos de onda da luz azul são dispersados pelos gases da Terra, enquanto sobram os comprimentos de onda avermelhados e alaranjados, que são mais longos — mas, claro, essa cor pode ficar ainda mais intensa se houver poeira e poluição no ar. Por fim, o longo rastro da imagem se deve à técnica usada pelo fotógrafo, que fez essa foto com uma longa exposição de 22 minutos e um filtro na lente.

Sexta-feira (24) — Meteoros Perseidas

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(Imagem: Reprodução/Pierre Martin)

Todos os anos, a Terra passa por uma nuvem de detritos liberados pelo cometa 109P/Swift-Tuttle, responsáveis pela chuva de meteoros Perseidas. Neste ano, as previsões apontavam que o pico da chuva ficaria entre os dias 12 e 13 de agosto, mas alguns observadores persistentes conseguiram flagrar vários meteoros durante a noite seguinte. Foi o caso do fotógrafo responsável pela imagem acima, que conseguiu registrar os rastros de mais de 280 meteoros brilhando no céu de Westmeath Lookout, em Ontario. Essa é uma foto composta, que conta com mais de 360 exposições de 20 segundos que foram combinadas digitalmente.

A chuva das Perseidas recebe esse nome porque, quando os meteoros são observados por nós na Terra, eles parecem vir da direção da constelação de Perseus, próxima das de Áries e Touro. Aliás, houve tantos meteoros por minuto neste ano mesmo após o pico que os astrônomos ficaram intrigados, e suspeitaram que talvez houvesse algo mais acontecendo: é possível que esta explosão de meteoros se deva ao Filamento Perseidas, uma faixa de poeira acumulada em meio aos detritos que, inclusive, foi considerada a culpada por atingir um satélite Olympus-1.

Fonte: APOD

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