Deputado francês é atacado com algas e lama por manifestantes antivacina – 10/01/2022 – Mundo

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Um parlamentar francês, membro do partido do presidente Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira (10) que foi agredido com algas e lama em frente à sua casa por manifestantes contrários ao passaporte vacinal de Covid-19.

O deputado Stéphane Claireaux, do República em Marcha (LREM), foi atacado no domingo (9) em frente sua casa em Saint Pierre-et-Miquelon, território ultramarino francês situado na costa canadense.

“Obviamente eu vou entrar com uma ação na Justiça. Estamos todos recebendo ameaças de morte por correio, em algum momento isso tem que parar”, disse Claireaux ao France Info, comparando o ocorrido a um “apedrejamento”.

Ele contou que saiu para conversar com os manifestantes quando começou a ser agredido e insultado, acrescentando que um deles arrancou sua máscara, dizendo que o coronavírus não existe.

A agressão ocorreu poucos dias após Macron ter dito que quer “irritar” os franceses não vacinados, tornando sua vida tão complicada que eles acabem aderindo ao imunizante.

A ministra dos territórios ultramarinos, Annick Girardin, condenou o ataque e postou em sua conta no Twitter um vídeo do incidente, com manifestantes jogando lama em Claireaux em frente à casa dele. “As imagens são chocantes”, disse Girardin.

Macron, durante uma visita à cidade de Nice (sudeste da França), também condenou o ataque, dizendo ser “intolerável” e “inaceitável”.

Embora os rivais políticos de Macron, que ainda não confirmou sua candidatura à eleição presidencial de abril, tenham condenado o ataque, também apontaram a tensão criada pelo presidente francês, na semana passada, com suas declarações polêmicas.

“Aos não vacinados, quero muito irritá-los. E é isso que continuaremos a fazer, até o fim”, disse o chefe de Estado em entrevista ao jornal Le Parisien na terça-feira passada (4), no momento em que seu governo busca a implementação do controverso passe de vacinação.

Em declaração à rádio RMC, o deputado do partido Republicanos (direita) Éric Ciotti pediu “sanções contra quem usa a violência de forma um tanto maluca, com argumentos delirantes”, mas também criticou as “provocações” de Macron em busca de “conflito” por motivos eleitorais.

“O presidente da República agiu como incendiário em seu discurso na semana passada, porque atacou pessoas não vacinadas, em vez de tentar convencê-las”, avaliou a candidata à Presidência pelo partido Republicanos, Valérie Pécresse, em conversa com o France Info.

Por sua vez, o chefe do Partido Socialista, Olivier Faure, disse que “alguns antivacinas usam as provocações do presidente para justificar sua violência”. O ataque é “absolutamente inaceitável”, tuitou seu colega ecologista Julien Bayou.

O líder do LREM na Câmara, Christophe Castaner, afirmou que em 2021, foram registradas 322 ameaças a deputados, a maior parte de sua legenda.

As declarações de Macron e o recorde de casos de Covid-19 em meio à quinta onda marcada pela variante ômicron recolocaram a saúde na linha de frente da campanha eleitoral.

Para os observadores, com essa polêmica, o presidente de centro teve a intenção de impor o tema da Covid-19 na campanha. Por enquanto, Macron lidera as pesquisas de intenção de voto, seguido dos candidatos de direita e de ultradireita.

Macron também foi agredido algumas vezes por franceses descontentes com seu governo. Em junho de 2021, ele levou um tapa no rosto durante uma visita a uma cidade do sul do país. Em setembro, levou uma ovada em uma feira de gastronomia.

No final de 2018, durante protestos dos coletes amarelos —movimento iniciado após tentativa de elevar impostos sobre combustíveis—, ele também foi atacado após seu carro ser bloqueado por manifestantes.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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