CPI marca depoimento do líder do governo para o próximo dia 20, informa vice da comissão | CPI da Covid


O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou nesta terça-feira (6) que o depoimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, foi marcado para o próximo dia 20.

Randolfe deu a informação após ter participado de uma reunião com outros integrantes da CPI, entre os quais o presidente, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

Em depoimento à CPI, em 25 de junho, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disseram ter informado ao presidente Jair Bolsonaro as suspeitas envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia.

Ainda no depoimento, Luis Miranda disse que, ao ouvir o relato, Bolsonaro citou o nome de Ricardo Barros. O parlamentar chefiou o Ministério da Saúde no governo Michel Temer (2016-2018).

Desde então, o líder do governo na Câmara tem negado envolvimento em irregularidades, afirmando que não há “dados concretos” ou “acusações objetivas” contra ele.

Na semana passada, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e autorizou um inquérito para apurar se Bolsonaro prevaricou no caso Covaxin. Isto é, se foi avisado sobre as irregularidades e não acionou os órgãos de controle.

O governo já apresentou diferentes versões sobre o assunto. Bolsonaro, por exemplo, diz que se reuniu com Luis Miranda, mas não foi avisado das suspeitas. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, no entanto, diz que foi acionado por Bolsonaro e que a pasta não encontrou irregularidades.

Camarotti: ‘Situação de Ricardo Barros é vista com muito cuidado pela CPI da Covid’
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As negociações para aquisição da Covaxin são investigadas pela CPI da Covid; pelo Ministério Público Federal; pela Polícia Federal; e pelo Tribunal de Contas da União (clique no nome de cada órgão para ler detalhes da apuração).

O imunizante é o mais caro negociado pelo governo até agora, e o contrato foi firmado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, empresa sem relação com a indústria de vacinas.

Segundo a fiscal do contrato do ministério, Regina Célia, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, que prestará depoimento à CPI nesta quarta (7), foi alertado que o preço da Covaxin estava acima do valor cobrado em outros contratos.

Procurada pelo G1, a defesa de Dias disse: “As questões de negociação e preços de vacinas nunca foram de competência da Diretoria de Logística, nem neste contrato [da Covaxin] nem em qualquer outro.”

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original



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