Covereadora do PSOL diz que foi chamada de ‘macaca’ e ‘suja’ em padaria no Centro de SP; caso foi registrado como injúria racial | São Paulo


A covereadora Paula Nunes, do mandato coletivo Bancada Feminista do PSOL na Câmara Municipal, afirmou que foi vítima de injúria racial ao defender uma mulher nesta quinta-feira (30) em uma padaria no Centro de São Paulo.

Segundo a parlamentar, o caso ocorreu na padaria Palma de Ouro, que fica em frente à Câmara e é muita frequentada por funcionários da Casa e parlamentares.

Paula narra que, quando notou que um homem exaltado ofendia em tom de voz alto uma mulher que estava com ele e mais três crianças, ela resolveu interceder.

“Ele levantou e começou a quebrar o telefone dela no banco. Eu disse então que não iria permitir que ele a agredisse. Daí, ele se voltou contra mim e gritou que eu era uma ‘preta’, ‘macaca’, ‘suja’, e que ela era mulher dele, e eu estava me metendo onde não devia”, contou.

A covereadora diz ainda que o conflito continuou até que a moça que acompanhava o rapaz exaltado se deslocou até a mesa dela, e o homem a seguiu, repetindo os insultos racistas. Ele foi imobilizado por funcionários e frequentadores da padaria até a chegada de policiais militares.

Paula Nunes narra nas redes sociais que foi vítima de racismo dentro de uma padaria no Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/Instagram

A ocorrência foi registrada no 78º Distrito Policial dos Jardins, na região central. Na delegacia, o agressor, de 23 anos, afirmou que não se recordava do que tinha falado para a covereadora e relatou ao delegado que apenas se lembrava de que pediu para não se intrometer na conversa, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

“A vítima foi ouvida e no momento do registro não manifestou desejo de representar criminal contra o autor. Ela foi orientada quanto ao prazo de até seis meses para realizar a representação. O caso foi registrado como injúria racial”, informou a SSP.

Fachada do 78º Distrito Policial (DP), na rua Estados Unidos, bairro dos Jardins, região central de São Paulo. — Foto: Reprodução/Googlemaps

Nas redes sociais, Paula narrou o episódio e disse que é preciso não se calar sobre essas ocorrências.

“Está doendo ainda, mas vim contar para vocês sobre a violência racista que sofri hoje ao defender uma mulher que estava sendo vítima de violência doméstica. Falar sobre a violência racista que sofremos todos os dias é importante para sabermos que nenhuma pessoa negra está livre disso e que não nos calaremos mais. Preta, suja, macaca, mas covereadora feminista negra que não vai fingir que não viu uma violência machista acontecendo na sua frente e não vai se furtar de defender uma mulher sempre que puder”, afirmou.

“As diversas formas de violência racista são parte dessa manifestação, seja ela física, seja ela verbal. E é por isso que é tão importante a nossa luta, apesar de viver situações dolorosas todos os dias. (…) A gente precisa falar sobre isso para reforçar que, infelizmente, a violência racista ainda assola o nosso povo todos os dias”, completou a covereadora.

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