Conheça o Mico, novo restaurante da chef Renata Vanzetto em SP, com toques mediterrâneos – 01/04/2022 – Restaurantes

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Existe um novo assunto entre o pessoal descolado das redes sociais e quem gosta de sair para comer em São Paulo. Na verdade, não é algo tão inédito assim —a chef Renata Vanzetto abriu um novo restaurante, o nono empreendimento sob seu comando.

Aberto para o público desde terça, dia 29, o endereço de inspiração mediterrânea já tem mesas cheias, mesmo estando escondido na sobreloja de outro restaurante Vanzetto, o Mi.Ado, na região dos Jardins, na zona oeste paulistana.

O burburinho surge também porque a cozinheira tem apenas 33 anos —e uma série de pequenas obsessões.

É o caso da letra “M” e de uma quadra da rua Bela Cintra, que concentra a maior parte dos seus negócios. O novato Mico ocupa a sobreloja do asiático Mi.Ado, que divide parede com a matriz da lanchonete Matilda. Esta, por sua vez, é vizinha do imóvel que abriga o autoral Ema, o bar MeGusta e a taberna . Do outro lado da via, está o afetivo Muquifo –que, em breve, irá migrar para a mesma calçada do resto da família. Por fim, ainda há o Buffet Vanzetto, também nos Jardins, e o Pescadora, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Já o Marakuthai, a casa de inspiração tailandesa que marcou sua estreia na gastronomia, foi adquirida há dois anos pelo grupo baiano Ergo.

“A minha ideia é que a pessoa venha um dia jantar no Matilda e, na semana seguinte, vá ao Ema, que tem uma proposta totalmente oposta”, diz ela em entrevista ao telefone, enquanto cortava o cabelo em um salão. “É uma coisa democrática. No Ema você gasta uns R$ 300, mas o Matilda tem lanches de R$ 30. O meu lance é justamente abrir uma coisa totalmente diferente da outra.”

Muito ativa nas redes sociais e com quase 165 mil seguidores no Instagram, Vanzetto faz parte da leva de chefs com um pezinho na carreira de influencer.

“Durante o começo da pandemia, estava isolada na praia com meus filhos e comecei a cozinhar quase que compulsivamente. Meu marido, então, deu a ideia de filmar os preparos e publicar no Instagram.” Os vídeos com receitas deram tão certo que hoje chegam a render mais dinheiro do que os próprios empreendimentos, confessa ela. “Mas eu ainda dou muito mais atenção para os meus restaurantes, porque é o que eu amo. Não tem jeito.”

Quem segue Vanzetto nas redes deve ter notado que pastinhas, vegetais, grãos, azeite e frutos do mar estavam entre os ingredientes mais usados ultimamente. É daí que nasce o Mico, encarnação das atuais obsessões gastronômicas da chef. “Queria abrir um lugar que também funcionasse bem para o delivery. Então pensei em investir em um árabe, que é um dos meus estilos preferidos.” O Mico deve chegar ao iFood ainda neste mês.

Durante as pesquisas, que incluíram um curso com um chef sírio, a cozinheira entendeu que a viagem seria mais ampla e que o menu teria também um tempero mediterrâneo, “para não ter muita regra também”. Depois, deu seu toque nas receitas tradicionais que marcam a região.

Com isso, surgiram beliscos como os croquetes de baba ghanoush (R$ 38 com quatro unidades), nos quais a pastinha de berinjela é empanada em formato de bolinhos, e versões coloridas do homus. Há o Pink Hommus, em que a pasta de grão-de-bico e tahine é enriquecida com beterraba e finalizada com coalhada seca, hortelã e pistache (R$ 40) e o da Vanzetto, feito com muito coentro (R$ 36). As porções chegam acompanhadas de pão pita quentinho.

Para a etapa principal, o cardápio sugere variações de quibe —o assado tem castanha-de-caju e “muita cebola na manteiga” por R$ 49— e o polvo feito no vinho branco e servido com batatas douradas, que custa R$ 195 e serve duas pessoas. Outra opção para compartilhar é a paleta de cordeiro assada lentamente por horas. Com 1,3 kg, alimenta até quatro pessoas e sai por R$ 350.

Os acompanhamentos são pedidos à parte. Entre as sugestões, há o purê rústico de batatas e cebolas com mostarda de Dijon (R$ 35), as vagens tostadas com molho de tahine e amêndoas (R$ 30) ou o arroz sírio (R$ 25), com cabelinho de anjo e amêndoas

No arremate, há uma tortinha brûlée de tahine (R$ 28), mas também há a Torta Ridícula, cuja receita bombou no perfil da chef e que deve inspirar mais um futuro negócio, o décimo —a Mercearia Ridícula. “Só estou esperando vagar o ponto aqui no quarteirão”, brinca. A torta custa R$ 35 e tem recheio de limão-siciliano com merengue e calda de framboesas.

As refeições são servidas em um salão apertadinho, mas confortável, ao qual chega-se depois de atravessar o asiático Mi.Ado e subir um lance de escadas. A decoração combina tons terrosos e verdes para completar a proposta do menu, mas a trilha sonora é de brasilidades e o clima é descontraído o —o slogan da casa, não à toa, é “cozinha mediterrânea sem vergonha”.

“Acho que é isso o que conecta todos os meus negócios. Todos são despojados.”



Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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