Conheça as várias ‘tribos’ que protestam sob o guarda-chuva do clima – 13/11/2021 – Ambiente

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Nem só de ambientalistas vivem os protestos climáticos. Feministas, religiosos, imigrantes, indígenas, socialistas, fazendeiros e veganos são alguns dos grupos que marcharam em Glasgow, maior cidade escocesa, que foi sede da COP26.

Também do lado de dentro das catracas, enquanto diplomatas e políticos tentavam acertar as regras de como organizar e financiar o combate às emissões de gases que provocam o aquecimento global, entidades das mais diferentes causas pressionavam por “justiça climática“, a versão expandida e atualizada do ambientalismo.

E, entre um discurso e outro, gingavam ao som de “Antifa Dance”, da rapper chilena Ana Tijoux, uma das estrelas do final da marcha (ouça no vídeo abaixo).

Conheça alguns dos grupos que estavam nas ruas de Glasgow durante a COP26 e seus gritos de guerra.

Pacifistas

Movimento para a Abolição das Guerras

O que faz: Grupo divulga que 6% das emissões globais resultam de atividades militares, contando extrações de minério, indústria bélica, uso de veículos em treinamentos, aquecimento e refrigeração de instalações, o uso de explosivos e combustíveis em guerras, incêndios e emprego de aço e cimento na reconstrução. Querem que o setor militar seja incluído nas metas de redução e aberto a verificação. Pedem discussão de alternativas mais racionais de solução de conflitos.

Lema: “Guerras mudam o clima / mudanças climáticas causam guerras”

Contra a carne

Partido do Bem-Estar Animal; The Vegan Kind; Vegan Organic Net

O que fazem: Para eles, os setores de carne e leite são a principal causa da crise climática, uma ameaça à natureza e à vida selvagem, um poluidor da terra, do ar e das águas e um berço para o surgimento de patógenos como o coronavírus.

Lema: “Menos carne, menos calor” (em inglês, é uma rima: ” Less meat; less heat”); #FoodRevolution

Religiosos

Young Christian Climate Network

O que faz: Reúne cristãos de 18 a 30 anos preocupados com justiça climática

Vocações Irlanda

O que faz: Grupo estimula jovens com vocação a seguirem a vida religiosa

Lema: “Semeando o futuro” (na marcha, distribuíram sementes junto a folhetos com orações)

Terapeutas

SAL (Apoiando Todas as Vidas)

O que faz: Pretende tratar o “luto climático”, trauma emocional provocado pela emergência climática que, entre outros problemas, provoca medo, raiva, angústia, ansiedade, depressão e desânimo. Defende o reconhecimento desses efeitos e sua transformação em combustível para lutar contra a mudança do clima.

Ativistas culturais

Fundação Futuro para a Humanidade

O que faz: Promoveu um “festival nas franjas da COP”, com shows de cerca de 20 atrações, em associação com outros grupos de ativistas e com patrocínio de empresas de cânabis.

Lema: “Make the climate cool” (um trocadilho com dois significados da palavra “cool”, que significa tanto frio quanto bacana)

Educadores

ClimateFresk

O que faz: Criou e divulga um jogo, traduzido em 32 línguas e difundido em 50 países, pelo qual as crianças aprendem a ciência por trás do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) por meio de colaboração e imaginação.

Trabalhistas

Esquerda Trabalhista Internacionalista; Liberte Nossos Sindicatos; Resistência Anticapitalista

O que fazem: Defendem como parte da justiça climática os direitos dos imigrantes, a redistribuição global de renda, a liberdade sindical e o direito de livre movimento para todos.

Lema: “O mar está se erguendo / Nós também estamos”

Separatistas

Radical Independent Campaign; Pensionistas pela Separação

O que fazem: Para eles, a independência da Escócia em relação ao Reino Unido permitirá implantar melhores políticas climáticas.

Lema: “Meu subsolo, minhas regras / Deixem o petróleo enterrado”

Camponeses

Via Campesina

O que faz: Afirma que soluções baseadas em mercado não trarão justiça climática e que é preciso adotar a agroecologia e a soberania alimentar.

Lema: “Globalizem a luta, globalizem a esperança”

Land Workers Alliance

O que faz: Defende que pequenos agricultores locais são melhores para o ambiente.

Lema: “Mais agricultores, comida melhor”

Antirracistas

Black Lives Matter; Youth Against Racism and Inequality

O que fazem: Destacam que populações negras são as mais afetadas pela crise do clima, mesmo não sendo as que mais emitem gases de efeito estufa.

Lema: “Nós escolhemos o agora; ajam agora”

Imigrantes

Rede de Imigrantes e Refugiados de Glasgow

O que fazem: Denunciam que foram forçados a deixar seus países após a destruição provocada pelos colonizadores, construíram os países para onde se mudaram e têm direito a eles também.

Lemas: “We don’t want your bloody money / We want to change, honey” (não queremos seu dinheiro / queremos mudanças, querido); “Say it loud, say it clear / Refugees are welcome here” (digam alto e claro: refugiados são bem-vindos aqui)

Pacific Climate Warriors

O que fazem: Ressaltam que seus países correm o risco de desaparecer por causa da elevação dos oceanos causada pelas nações industrializadas. Exigem financiamento e reparação.

Lema: “Não vamos nos afogar, vamos lutar”

Indígenas

Aliança Coica; GATC (Aliança Global de Comunidades Territoriais)

O que fazem: Reúnem organizações indígenas e de comunidades tradicionais da América Latina, África e Ásia. Defendem que essas comunidades tenham mais voz nas negociações climáticas e tenham demarcadas suas terras.

Lemas: “A hora é agora / Não existe planeta B”; “Demarcação já!”; “A luta pela mãe Terra é a mãe de todas as lutas”​

Alternativos

What the F* WWF (WTFWWF)

O que fazem: Dizem que grandes organizações conservacionistas, como a WWF (World Wide Fund for Nature), violam direitos humanos, por exemplo, apoiando programas de esterilização. Pedem que as pessoas doem direto para as comunidades indígenas, e não para grandes instituições do mundo desenvolvido.

Lemas: “Descolonizem o conservacionismo”; “Fora ecofacismo”

Coalizão COP26

O que faz: Reuniu ONGs, sindicatos e partidos e organizou um evento paralelo, a Assembleia Popular, durante o período da COP.

Jovens

Fridays for Future

O que faz: Congrega vários movimentos jovens e faz greves escolares para chamar a atenção para o perigo da injustiça climática.

Lemas: “Chega de blá-blá-blá”; “Justiça climática já!”

Feministas

Women’s Strike; Rosa

O que fazem: Afirmam que é impossível lutar contra o aquecimento global enquanto houver opressão das mulheres.

Lema: “Sem luta não há progresso”

Socialistas

Alternativa Socialista Internacional, Partido Socialista Escocês

O que fazem: Para eles, a crise climática é provocada não pela humanidade, em abstrato, mas pela classe dominante no sistema capitalista. Na visão dos grupos, a solução é mudar o sistema para um socialismo internacional, baseado na propriedade pública e no controle democrático de grandes corporações e do setor financeiro.

Lemas: “One, two, three, four, climate change is at the door/ Five, six, seven, eight, organize and demonstrate!” (1, 2, 3, 4, a mudança climática bate à porta / 5, 6, 7, 8, organizem-se e protestem), “Mude o sistema, não o clima”)

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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