Conheça a história de casais que superaram a distância, o preconceito e o tempo para ficarem juntos | Vem ver, Pequeno!


Há quem acredite profundamente no amor, mas há também quem viva a proporção desse sentimento. Para comemorar o Dia dos Namorados deste sábado (12), o G1 conversou com alguns casais de São Luís que venceram a distância, o preconceito e o tempo para ficarem juntos.

A mágica do amor acontece onde e quando menos se espera. As ‘borboletas no estômago’ nos primeiros estágios da paixão voam, dançam e florescem entre um casal apaixonado. Foi assim a história da estudante de enfermagem Ingrid Feitoza, de 24 anos, e o engenheiro civil Felipe Cartucho, 23 anos, que há nove meses perderam o medo de encarar os 2 mil quilômetros que os separam.

Dividir um cinema ou sair para jantar no meio da semana não faz parte da rotina do casal. Felipe mora em Brasília desde 2015 enquanto Ingrid vive na capital maranhense, mas as centenas de quilômetros que separam os dois não é empecilho para viver o compromisso de compartilhar o amor.

“Começamos a namorar no meio de uma pandemia e isso atrapalhou muito o planejamento dos nossos encontros. Mas para diminuir a distância, nos falamos o tempo todo por redes sociais, por ligação de vídeo e tentamos fazer algo juntos, como ver filmes, séries e realitys”, disse Ingrid.

Ingrid e Felipe engataram um namoro no meio da pandemia do novo coronavírus — Foto: Arquivo Pessoal

Ao G1, Ingrid destaca que sofre com a saudade da presença física, principalmente em datas comemorativas, como aniversário, natal e dia dos namorados. Com alguns planos adiados devido a pandemia do novo coronavírus, a ideia é esperar a conclusão da faculdade de enfermagem para poder se planejar quanto ao futuro.

“Sempre achei que não conseguiria viver um relacionamento à distância, mas quando duas pessoas estão dispostas a fazer acontecer, não importa o espaço geográfico ou pandemia. Quando existe amor, talvez nada seja impossível”, completa.

Amor que supera preconceitos

A deficiência física de Andressa Linhares, de 25 anos, não foi obstáculo para viver um sentimento genuíno ao lado da namorada Samara Santos, de 23 anos. As duas se conheceram há dois anos através das redes sociais e três dias após a primeira troca de mensagens, Andressa pediu Samara em namoro.

“Tive uma certa dificuldade em inserir o assunto sobre eu ter uma deficiência física, mais precisamente Osteogênese Imperfeita (ossos de vidro), por receio dela se afastar, porque sabemos como é a sociedade, a exigência do padrão estético estipulado pelas pessoas ainda é muito enraizado nos pensamentos de muitas mentes”, disse a graduada em Relações Públicas, Andressa.

Andressa e Samara se conheceram através de redes sociais — Foto: Arquivo Pessoal

Para a alegria de Andressa, a namorada Samara não teve nenhum problema em relação a isso e, segundo ela, sempre a incentiva e procura meios para que tenha uma boa qualidade de vida.

“O fato de Andressa ser PCD (pessoa com deficiência) não foi nenhum problema para mim. Pelo contrário, quando ela me contou da particularidade de sua deficiência, fui em busca de tratamentos e de formas de melhorar a qualidade de vida dela, pois acho que quem ama realmente cuida”, enfatizou Samara.

Para Andressa, o fato de ser cadeirante e fazer parte da comunidade LBGTQIA+ é uma desconstrução de tabus constante.

“Sigo tentando reconstruir uma ideia, que se construiu de maneira deturpada, primeiro que por ter uma deficiência eu não poderia ser capaz de ter um romance e depois por ser lésbica’’, enfatiza.

Os alicerces de um amor verdadeiro

O modo de ver e viver a vida foi o que chamou atenção de Haid-Rose ao conhecer Airto Costa. Segundo Rose, a princípio não houve aquela atração imediata, mas com o passar do tempo, o cupido deu uma flechada e um autêntico amor foi sendo construído.

“Com o passar do tempo fui observando algo nele que me interessava: sua beleza interior, seu modo de ver e viver, seu jeito meigo de ser, sua inteligência, entre outras coisas, que foram despertando uma paixão, que logo se transformou em um amor imenso, de forma que não queria ficar um dia sequer longe”, disse Rose.

Haid-Rose ao lado do marido Airto Costa e da pequena Heloísa — Foto: Arquivo Pessoal

Rose e Airto namoraram por 13 anos, fizeram planos, sonharam juntos e construíram o alicerce do amor verdadeiro. Após muitas expectativas e dificuldades superadas, eles casaram em 2009 e tiveram o fruto do relacionamento: a pequena Heloísa, de dois anos.

“A constituição familiar, respeito, justiça social e sonhos de crescimento profissional foram os fatores que ligaram nós dois. Achava que não dava certo eu, mulher preta, namorar um homem branco, por todas as questões raciais que vivemos, mas o coração me traiu ou Deus disse que não era bem assim. E o que seria um mês de namoro virou 13 anos que culminaram em matrimônio”, finalizou.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original



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