Cientistas tentam recuperar cheiros que desapareceram com o tempo

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cheiro

imagem: Pixabay / reprodução

Quem nunca sentiu o cheiro de algo e, na hora, foi impactado pela memória de algum lugar ou acontecimento? O cheiro sempre foi um componente importante da experiência humana, mas até agora, cientistas não sabem explicar exatamente como esse mecanismo acontece.

Em um novo estudo, publicado na revista científica Nature Human Behavior, pesquisadores do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena, na Alemanha, ressaltam a importância do cheiro na história humana e abordam como e por que especialistas podem investigar cheiros do passado.

A maioria dos aromas vem de substâncias orgânicas que automaticamente se desfazem com o tempo, e assim, seu odor vai junto. Então, o que resta é muito pouco para arqueólogos investigarem milhares de anos depois.

Mas, a equipe de cientistas está tentando encontrar novas maneiras de recuperar fragrâncias do passado usando o cheiro para estudar experiências passadas, comportamento e sociedade.

“Rastrear odores no passado não é uma tarefa simples. Mas o fato de que a história registra expedições de descobertas, guerras e viagens de longas distâncias para adquirir materiais com fortes propriedades olfativas — como incenso e especiarias — revela o quão significativo o perfume tem sido para a humanidade”, escreveu Barbara Huber, principal autora do artigo.

Segundo o artigo, os aromas antigos também podem fornecer informações sobre aspectos mais gerais do passado, desde a hierarquia social e as práticas sociais até a identidade de grupos.

Para as análises, os pesquisadores estão usando técnicas proteômicas e metabolômicas, que são estudos das alterações das proteínas e dos metabólitos de resíduos antigos.

“Usando apenas vestígios de substâncias perfumadas preservadas em artefatos e recursos arqueológicos, novos métodos estão revelando os odores que eram uma característica fundamental das antigas realidades vividas e que moldavam a ação humana, pensamentos, emoções e memórias”, explica Huber.

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Os autores artigo esperam que mais pesquisas sobre as ricas “paisagens olfativas” passadas, possam fornecer informações sobre os mundos sensoriais de muito tempo atrás, além das diversas maneiras pelas quais as pessoas capturaram aromas da natureza para moldar a experiência humana.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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