Casos brandos de Covid pela ômicron são resultado das vacinas, dizem especialistas | Jornal Nacional

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Infectologistas e epidemiologistas estão convencidos de que a forma branda como se apresenta a maioria dos casos de Covid pela ômicron é resultado da eficiência das vacinas.

Os mais importantes órgãos de saúde do mundo não deixam dúvidas: as vacinas contra a Covid são eficazes e seguras. Muita gente acha que os cientistas desenvolveram esses imunizantes a partir da pandemia, mas não é bem assim.

Em 2003, no primeiro surto global envolvendo um tipo de coronavírus, já havia pesquisas em andamento. Quando o novo coronavírus surgiu, a tecnologia para a criação de novas vacinas já existia.

“É fruto de muito avanço, de muito desenvolvimento tecnológico, e algo que vem acontecendo nos últimos 25 anos. Antigamente, para você ter ou produzir uma vacina, você precisava do material biológico da área onde está circulando o vírus, e parou de ser necessário isso. A partir do momento em que um pesquisador da China, em Wuhan, consegue decodificar um vírus, colocar todo o código genético dele numa plataforma, uma pessoa que está na Califórnia ou em qualquer outro lugar pode acessar essa informação, produzir ciberneticamente a ideia tridimensional desse vírus e começar a produzir formas de bloqueá-lo”, explica o médico Estevão Portela, do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz.

Assim que as vacinas foram surgindo e sendo aprovadas, autoridades de saúde e cientistas de várias partes do mundo deixaram claro: os imunizantes funcionam em altas taxas na redução de casos graves, internações e mortes por Covid, mas não necessariamente evitam a transmissão e o contágio.

O médico hematologista e presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, diz que as vacinas estão cumprindo o seu papel, mesmo com o surgimento de uma nova variante. A ômicron é predominante em vários países e já responde pela maioria dos casos no Brasil.

“Essa ômicron é uma variante diferente e que tem uma infecciosidade maior. Então, o número de casos está aumentando, mas isso não tem se refletido no aumento do número de óbitos. Quer dizer, as pessoas vacinadas não estão morrendo mais por essa variante”, enfatiza.

Os efeitos positivos da vacinação estão registrados em números. A média móvel de 100 países no dia 4 de janeiro de 2021 tinha quase 730 mil mortos pela Covid. Exatamente um ano depois, a média móvel era de 96 mil óbitos – diminuição de 87%.

Média móvel de mortes por Covid em 100 países — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O que aconteceu nesse período para provocar essa redução tão drástica? A vacinação completa de quase 4 bilhões de pessoas no mundo. Nesses dados, estão incluídos os efeitos da ômicron na África, na Europa e nos Estados Unidos.

O doutor Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, diz que, lá fora, as vacinas mostraram que também atuam contra a nova variante.

“Isso só reforça que as vacinas vêm tendo no sentido do seu objetivo principal, que é prevenir as formas graves da Covid-19. Isso só aumenta a importância de nós continuarmos nos vacinando. A dose de reforço é crucial para manter elevados níveis protetores na população”, destaca.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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