Casal na Flórida descobre 80 mil abelhas dentro da parede do banheiro – 17/12/2021 – Ambiente

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Um casal da Flórida, nos Estados Unidos, despediu-se recentemente de alguns hóspedes não convidados: uma colônia de até 80 mil abelhas que invadiu a parede do chuveiro de sua casa.

O tamanho da colônia causou espanto até mesmo a Elisha Bixler, apicultora profissional que o casal —Stefanie e Dan Graham, de St. Petersburg, Flórida— chamou para resolver o problema para eles.

“Havia mel por toda parte: nas paredes, no chão, nos meus sapatos, nas maçanetas”, contou Bixler, entrevistada na quarta-feira (15). “Tivemos que arrancar todo o revestimento da parede para retirar o favo inteiro.”

Ela estimou que havia cerca de 80 mil abelhas e 45 kg de mel quando retirou a colmeia de 2,1 metros de altura, no início de novembro, depois de arrancar os ladrilhos do banheiro. A descoberta foi noticiada primeiramente pelo canal de TV FOX 13, de Tampa Bay.

Bixler, de 28 anos, é dona do apiário How’s Your Day Honey. Ela contou que teve que cobrir tudo com lonas de plástico para tentar conter a meleca.

Cientes de que estava acontecendo algo fora do comum, os Graham procuraram Bixler em outubro. Não era o primeiro contato que a família tivera com abelhas em sua casa de praia, que é feita de madeira, tem três andares e é apoiada sobre palafitas.

Dois a três anos atrás, disse Stefanie Graham na quarta-feira (15), seu marido arrancou os ladrilhos da parede do mesmo banheiro e tirou uma colmeia gigantesca que ali estava. Desde então, eles haviam feito obras no telhado. Graham disse que as obras deixaram algumas aberturas, que acabaram servindo de porta de entrada para as abelhas voltarem.

O casal, que tem dois filhos e dois cachorros da raça dogue alemão, aprendeu a conviver com suas “hóspedes”, mesmo tendo sido picados algumas vezes.

“Nós dois amamos a natureza e adoramos abelhas”, disse Stefanie. “Pensamos: ‘Vamos deixar vocês em paz, e vocês nos deixam em paz também’. Eram abelhas simpáticas. Então dissemos, ‘tudo bem, podem morar no nosso banheiro’.”

Mas a coabitação teve que acabar quando a família resolveu fazer uma reforma no banheiro, contou Stefanie, que tem 41 anos e é professora de inglês no ensino secundário, além de corretora imobiliária em regime de tempo parcial.

Bixler disse que está mais acostumada a retirar colmeias de telhados, galpões ou árvores.

“Foi a primeira vez que tirei uma colmeia de um banheiro”, ela disse.

Quando chegou à casa do casal, em 2 de novembro, ela pegou seu detetor térmico, que mede o calor, e o apontou para a parede do chuveiro. O aparelho indicou que a temperatura estava em 35 graus centígrados, típica para uma colmeia.

“Assim que vi onde estavam as abelhas, comecei a arrancar os ladrilhos, e uma colmeia enorme de mais de dois metros de altura apareceu. Era quase tudo mel”, ela contou.

Bixler aconselhou o casal a manter distância enquanto ela removia as abelhas, um processo que lhe levou mais de cinco horas e custou US$ 800 (cerca de R$ 4.500), valor não coberto pelo seguro dos Graham.

Mas, disse Bixler, Stephanie “entrou no banheiro quando o trabalho estava mais ou menos pela metade, para dar uma olhada”.

Stephanie disse que sua família não teve medo. “Mas conheço muita gente que teria ficado assustada”, comentou.

Bixler, que é apicultora profissional há três anos, disse que inicialmente usou apenas um véu para proteger-se das abelhas. Mas depois de receber várias picadas vestiu um traje protetor que incluiu luvas e botas.

Vasculhando as abelhas, ela acabou localizando a abelha rainha, cujo abdome era duas vezes o tamanho do das abelhas comuns. Ela colocou a rainha numa gaiola protetora e pôs a gaiola dentro de uma caixa com as outras abelhas.

“Isso leva todas as abelhas a entrar na caixa para ficar com a rainha”, disse a apicultora. “A rainha quer voltar para aquela parede. Pensa que aquele lugar é sua casa.”

Bixler usou um aspirador especial para extrair algumas abelhas desgarradas da colmeia.

Robert Page Jr., professor emérito de entomologia na Universidade da Califórnia em Davis, disse na quarta que os odores da colônia de abelhas anterior devem ter atraído as abelhas novas para a parede do chuveiro.

Autor do livro “The Art of the Bee: Shaping the Environment from Landscapes to Societies” (A arte da abelha: moldando o meio ambiente, das paisagens às sociedades), Page disse que aguardar antes de chamar um profissional para retirar abelhas de uma colônia encerra desvantagens sérias. Ele disse que as abelhas podem danificar paredes de gesso laminado e que o mel pode fermentar, provocando odores que podem atrair formigas.

“Gostamos das abelhas de mel, mas não quando estão na parede de casa”, disse o professor.

Bixler guardou boa parte do mel e disse que o usou para alimentar as abelhas que resgatou e que mantém em sua pequena chácara em St. Petersburg. Os Graham ficaram com um pouco para eles.

“Falei que eles tinham a opção de simplesmente mastigar o favo. Ou então podiam passar o mel por uma peneira”, disse a apicultora.

Ela contou que geralmente cuida das abelhas que resgata, até recuperarem sua saúde normal, e então as redistribui entre outros apiários.

Stephanie Graham disse que já leu muitos relatos históricos sobre pessoas que conversam com abelhas sobre fatos importantes de suas vidas, num ritual conhecido como “relatar às abelhas”. Disse que também ela começou a conversar com as abelhas e que o fez quando suas “hóspedes” partiram.

“Eu me despedi das abelhas. Falei que elas iam ganhar uma casa nova.”

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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